Carlinhos Maia x 30 Haters (Canal Foco) https://www.youtube.com/watch?v=Pzw7X9jF_mo [00:00] [música de introdução] [00:01] Participante Ó, tudo bem? [00:01] [música de fundo] [00:02] Participante Eu acho que o seu dinheiro subiu à sua cabeça, porque quando eu vejo você responder alguém, você só chama as pessoas de pobre, de miseráveis. [00:10] [música de fundo] [00:10] Participante Eu vi um vídeo antes de, de entrar aqui, que era uma menina chorando, é, querendo entrar no seu rancho. E aí você fala: "Chora mais pra você poder entrar no rancho." Você acha isso bacana? [00:18] [música de fundo] [00:18] Carlinhos Maia Mas, mas não viralizou? Às vezes a pessoa na, é, na brincadeira viraliza e ganha milhares de seguidores. [00:22] [música de fundo] [00:24] Participante Eu acho que você não é exemplo de padre de relacionamento, é porque cê traiu, né, no seu relacionamento. [00:27] [música de fundo] [00:27] Carlinhos Maia Exatamente, e assumi. [00:28] [música de fundo] [00:28] Participante Como que algum ser humano é capaz de trair inúmeras vezes a pessoa que tá do seu lado? [00:33] [música de fundo] [00:33] Carlinhos Maia Dois homens namorando, quando eles ficam putos, têm essa fase. [00:36] [música de fundo] [00:36] Participante Eles só conversando, né? [00:37] [música de fundo] [00:37] Carlinhos Maia Ah, eu já não sei. [00:38] [música de fundo] [00:38] Participante Você me chamou de pervertido sexual e alma sebosa. [00:41] [música de fundo] [00:41] Carlinhos Maia Você é burro, não, né? Meu Deus, eu não quero que cês acreditem em nada. Não tô nem aí se você vai acreditar ou não. [00:45] [música de fundo] [00:45] Participante O fato de você se pagar de ajudador dos pobres, mas você divulgar a casa de apostas. [00:50] [música de fundo] [00:51] Carlinhos Maia Você gosta de qual time de futebol? [00:52] Participante Sou Palmeiras. [00:52] Carlinhos Maia Cê é palmeirense? Mô, mas no Pa-- na Palmeiras tem ou não tem algum patrocínio de bet? Ah, pra começar, vocês se detestam, os viado, vocês se detestam. Cês gostam só de diva pop. Um viado fez sucesso, vocês odeiam. Vocês fingem ali um momento pra dizer que se adoram. Vocês se detestam e se odeiam. [01:06] [música de fundo] [01:07] Carlinhos Maia Olá, gente. Eu sou o Carlinhos Maia, criador de conteúdo, apresentador nas horas vagas, e alguns me chamam de rei de Instagram. E tô cercado aqui por trinta pessoas que eu acho que me odeiam. E esse versus trintas vai ser meio diferente, porque geralmente é a gente que dita a pauta e as pessoas vêm debater. Aí hoje são eles que vêm aqui trazer a pauta e a gente vai conversar sobre. [01:24] [música de introdução] [som de microfone] [conversas ao fundo] [01:50] Participante Carlinhos, é, prazer. Por que que, na verdade, as pessoas falam que você nunca foi capaz de levantar a bandeira LGBT? [01:59] Carlinhos Maia O que é levantar bandeira pra você? [02:00] Participante É defender o direito, digamos, da homossexualidade, dos gays, dos trans, seja lá quem for em relação ao mundo gay. [02:09] Carlinhos Maia Mas em qual momento, né, na minha carreira, é, do entretenimento, eu venci por ser gay? [02:15] Participante Não. Pode falar. [02:16] Carlinhos Maia Não existiu. Então, na verdade, eu sempre levantei a bandeira, mas eu levantei a bandeira da forma que eu vivia, por exemplo, dum, de um garoto que veio do interior do Nordeste, numa cidade de sessenta mil habitantes, onde, hã, os únicos gays que eu cresci vendo foram dois, né? E a gente sabe muito bem como é isso, a como eles eram tratados na época. Eu dizia: "Não, não quero ser essas pessoas. Sei que eles são corajosos, corajosos demais por assumirem, é, a identidade, mas eu prefiro me camuflar aqui, vencer, ganhar dinheiro, falar sobre outras coisas e aí sim levantar uma bandeira de que eu não sou só gay". Eu não vim pro mundo pra ser só viado. Não vim. Então eu acho que a comunidade sempre foi muito cruel em relação a mim, porque eu sempre deixei muito claro qual era o meu papel aqui. Já teve o papel das que gritaram, que morreram, as que tavam lá atrás na, na, nas... Essa sim, é, é, é, eu tenho total convicção de que eu estou aqui por causa delas, uma parte de mim. Mas a minha outra parte do, do artista, né, muitos acham que não é arte, mas eu acho que, é, dez anos atrás, quando comecei na internet, trazendo, mostrando, fazendo com que as pessoas, o pobre de casa mostrar sua mãe, seu pai, sua irmã, não tivesse vergonha da onde ve-- de onde veio, eu acho que isso é levantar uma bandeira não só de ser gay, mas uma bandeira de, de ser humano mesmo. Eu acho que isso eu fiz e faço até hoje. Existe, existe maneiras diferente de, de, de se levantar bandeira. [03:31] Participante Quando você foi, foi pra internet, no momento que você foi, por que que você não foi capaz de automaticamente, quando você tornou-se famoso, você não assumiu em si a sua sexualidade? [03:43] Carlinhos Maia Mas é porque eu acho que tem gente que só é a sexualidade. Eu não sou. Eu sou muita coisa pra ser só o viado. Desculpa. Entendeu? [03:50] Participante Não, sem problema. [03:50] Carlinhos Maia Cê entendeu? Então tem gente que vai passar a, a vida toda sendo-- debatendo essa pauta. Só que a gente já tá no século vinte e um, tem outras coisas. Eu acho que a nova guerra tá vindo aí justamente porque a, a comunidade não entendeu que agora é o momento de mostrar outro tipo de resultado. Não mais ficar gritando pro mundo que é gay toda hora. Eu acho que agora o que é que cê faz, o quanto você é inteligente, o quanto cê consegue se camuflar e furar outras bolhas. Eu não quero falar só pra viado. Eu acho que eu falo com outras pessoas. Eu acho que eu falo com as mães dos viados que aceitam os viados. [04:17] Participante Principalmente com a família em si, correto? [04:19] Participante Lembrando mais uma vez, gente. Respeito, cuidado... [04:23] Carlinhos Maia Não, podem ser livres. Olha, eu acho que, eu acho-- deixa todo mundo ser livre e falar o que pensa como quiser. Não tem problema, a gente tá aqui pra isso, tá? [04:29] [som de cadeira sendo arrastada] [conversas ao fundo] [04:34] Participante Ai. Pera aí, querido. Pera aí que meu pé... Você que puxou a cadeira quando eu tava sentado. [04:39] Participante Não fui eu que puxei a cadeira, não. [04:40] Participante Meu tênis tá aqui. [04:41] Participante Não fui eu que puxei sua cadeira. [04:42] Participante Meu tênis tá aqui, querido. [04:43] Participante É, mas aí foi na confusão, né? [04:44] Participante Tá, Miguel. [04:45] Carlinhos Maia Ó, a intenção é brigar comigo, não com vocês, tá? [04:47] Participante Prazer, Carlinhos, sou o Renan, sou conhecido como Canal Plutones. E um dos motivos de eu não gostar de você é sobre a sua falta de responsabilidade como influenciador. Por exemplo, quando você foi numa festa recente, você normalizou a agressão física, você tratou isso como se fosse uma fase de um relacionamento. Você fez isso, inclusive, com um casal de tiktokers que haviam brigado e se agredido. E nessa situação, eu vejo que você não se importa com o que você vai falar, você não se importa com o que você faz. E se a gente for entrar no mérito, por exemplo, de falar de bets, toda vez que você fala sobre bets, você se ausenta da sua própria responsabilidade. Você coloca a responsabilidade no público, como se eles são a pessoa que vai escolher jogar ou não. Sendo que você tira completamente o fato de que você é influenciador. As pessoas, elas te escutam e te ouçam por você ser quem você é. E as pessoas que não gostam de você, isso é outro ponto também, porque você-- sempre que alguém te critica, ou você fala que é porque a sua vida é maravilhosa, ou porque essa pessoa tem inveja, sendo que as pessoas que não gostam de você, é só por você ser quem você se tornou hoje na internet, entendeu? Então, o meu problema real com você é sobre o quão você nega essa responsabilidade como influenciador. Você é um porta-voz de milhares de pessoas. Eu não acho que você pensa nas pessoas que você pode ter prejudicado com as bets. Eu não acho que você pensa nas pessoas que, que te seguem e escutaram aquele seu discurso quando você falou da agressão física e pensaram: "Nossa... Mas o que será que essa pessoa vai pensar? O que será que ela vai normalizar? Eu acho que todos os seus discursos são problemáticos e você não se importa com nenhum deles. [06:07] Carlinhos Maia Ah, cê tá falando dessa coisa da, da agressão do Cai e Luanda, os personagens do rancho, não é isso? [06:12] Participante Personagens, não, são tiktokers. [06:14] Carlinhos Maia Bom, eles eram personagens do rancho, ficaram famosos por lá. Eu não normalizei agressão, eu simplesmente disse: "Eu namorei com um cara, com outro homem, diferente do homem e de uma mulher, que aí sim, ok, no-- agressão jamais com mulher. [06:26] Participante Uhum. [06:26] Carlinhos Maia Só que é dois homens namorando. [06:27] Participante Isso é normalizar. [06:28] Carlinhos Maia Não é normalizar. Aí quando a gente tá puto mesmo, o homem na sua, na sua veracidade, na sua raiva, entendeu? É dois caras namorando, meu brother. Já namorei. Eu e Lucas, no começo do namoro, não é normalizar, é só falar o que realmente acontece. É porque vocês gostam de ludibriar a realidade das coisas. Não é normalizar. É uma fase dos dois ali, queridos. Se agrediram, tão juntos agora novamente. [06:48] Participante Eu acho que, na verdade, quem tá ludibriando a realidade é você. Em, em nenhuma realidade deveria ser normal você agredir o seu companheiro. [06:54] Carlinhos Maia Mas não é normal. Eu estou falando que isso acontece. Dois homens namorando, morando junto, meu brother. No primeiro pico de raiva, eles vão, eles vão querer. Pelo menos todos os casais gays que eu conheço, eles se agredem. [07:07] Participante Você falou que era uma fase, era uma fase, entendeu? [07:11] Carlinhos Maia Mas é uma fase, não tão juntos de novo? [07:12] Participante Quando, quando você diz que é uma fase, você tá normalizando aquela situação. [07:15] Carlinhos Maia Não tô normalizando, querido, eu tô só tirando essa venda que vocês insistem em colocar. [07:19] Participante Que venda? [07:19] Carlinhos Maia Dois homens namorando, quando eles ficam putos, têm essa fase. [07:22] Participante Eles usam conversando, né? [07:23] Carlinhos Maia Ah, eu já não sei. Pelo menos na minha fa-- na minha fase, a gente teve essa coisa, porque a gente não entendia direito como era namorar um cara. Tem, tem um lance de você ver um cara ali como seu... Eu já tive várias, várias vezes, eu era assim: "Porra, cê é meu irmão, cê é meu amigo, cê é meu namorado, você é o quê?" [07:36] Participante Então, é que eu acho que você- Então, aí é que entra. Acho que você não é exemplo de falha de relacionamento é porque cê traiu, né, no seu relacionamento. [07:42] Carlinhos Maia Exatamente, e assumi. [07:43] Participante Então eu não acho que isso, isso é exemplo, entendeu? Então- [07:46] Carlinhos Maia Mas, mas exemplo é continuar com a pessoa e fingindo pra ela que não traiu. [07:49] Participante Eu acho que o exemplo é você entender essas falas problemáticas e parar de ter elas. [07:52] Carlinhos Maia Mas eu entendo as falas problemáticas. Eu só não sou- [07:54] Participante Mas cê tá justificando elas agora. [07:55] Carlinhos Maia Eu não tô justificando, só estou afirmando. [07:57] Participante O quê? Que é normal agressão física? [07:59] Carlinhos Maia Não é normal a agressão física. Eles se agrediram, tão junto novamente. Dois homens ficando. [08:06] Participante Não, mas, mas, mas ó- [08:06] Carlinhos Maia Eu quis falar: "Gente, é o seguinte, presta atenção, que daqui a pouco eles vão tá junto". E realmente estava. [08:10] Participante Mas a, mas a problemática vai, vai além de, do, da sua falha, entendeu, do que você parece ainda não entender. Vai sobre o que o seu público vai pensar com a sua fala, entendeu? Pra, pra você, parece que o mundo inteiro tá errado e só o Carlinhos Maia tá certo. [08:22] Carlinhos Maia Mas não tô querendo ser certo e errado, aí é que você se engana. Eu estou falando fatos, cê entendeu? [08:27] Participante Qua-quais? [08:28] Carlinhos Maia Que era uma fase que eles se bater, que era dois homens namorando mesmo. Não tô dizendo que tá certo, não, meu brother. [08:32] Participante E eu tô dizendo que você normalizou, e você tá dizendo que não. [08:34] Carlinhos Maia Não é normalizar, é porque a gente-- quando vai, quando saiu eles se batendo na internet, todo mundo disse assim embaixo, daqui a pouco eles tão juntos. É sobre isso que eu tava falando. [08:40] Participante Eu não acho que seja sobre isso, não. [08:41] Carlinhos Maia Eles tão juntos na Tailândia, se beijando, namorando. [08:45] Participante Valeu, pai. [08:46] Carlinhos Maia De nada. [08:54] Participante E aí, Carlinho, de boa? [08:55] Carlinhos Maia E aí, cara, como é que tá? [08:55] Participante Prazer, Guilherme. Então, a fala vai ser sobre o TikTok. Eu respeito você no Instagram, você é o rei, que nem cê fala, mas do jeito que você entrou no TikTok, é errado. Cê entrou como se você tivesse três anos de plataforma, entendeu? Entrou já falando: "Nossa, eu sou o rei, eu sou não sei o quê". Achei engraçado quando cê falou: "Pobres, não joga moeda". [riso] Mas do jeito que você, do jeito que você entrou, foi muito errado, porque por isso que cê tomou aquela surra, entendeu, de um milhão, entendeu? E por isso que eu joguei contra você, porque eu não gostei daquele- [09:24] Carlinhos Maia [riso] Tá certo, desculpa, foi mal, foi mal. [09:28] Participante Vamo batalhar. [09:29] Carlinhos Maia Vamo. [09:35] Participante Olá, Carlinhos, prazer. [09:36] Carlinhos Maia Olá, tudo bem? [09:37] Participante Chamo Carolina Regis. [09:38] Carlinhos Maia Prazer. [09:38] Participante Então, é, as pautas que eu vim aqui trazer pra você, pra gente discutir, é a seguinte: como que a gente confia, como que um cara, um homem é capaz, um ser humano é capaz de trair inúmeras vezes a pessoa que tá do seu lado desde o início, desde quando você não era nada, que você mesmo falou isso em vários podcasts. Como que você consegue dormir do mesmo lado da pessoa que você conviveu desde o início, que você sabe que não tá ali com você por interesse, nem nada do tipo, e você consegue trair uma pessoa dessa. A gente pensa: "Pô, como, né? Porque cê tá ali com a pessoa dormindo, você fala que ama, fala que é o amor da sua vida. Como você consegue trair? Cê não pensou em nenhum momento como que o Lucas ia se sentir? Uma pessoa tão gente boa como o Lucas, que, né, a gente vê aí na, aí na internet que é uma pessoa muito gente boa. E também outra pauta que eu queria falar era sobre o rancho, que você fala que ajuda contas pequenas, que tá sempre ali ajudando, que o rancho foi feito pra isso. Só que a gente não vê isso. Eu, tam-- pelo menos na minha realidade, eu não vejo isso. Já tentei entrar no rancho, trabalho com a internet, sou tiktoker. É, tentei entrar no rancho inúmeras vezes, vejo vários colegas meus, amigos meus perto, pessoas ali da minha cidade que tentaram e não conseguiram. E a gente vê que não é essa a realidade, sabe? [10:52] Carlinhos Maia Quanto ao Lucas, meu relacionamento, eu acho que isso é uma pauta meio banal pra gente tratar aqui, porque se você acompanha as notícias, sabe que a gente não é só baseado nos relacionamentos. Realmente traí, sim, e confessei pra ele, e sempre fui muito sincero. É, na verdade, vocês veem recortes de, de stories, de entrevistas, mas só quem convive a dois, como a gente conviveu, sabe o que se passava entre quatro paredes, ali entre a gente. Então, é, tanto é que até hoje o Lucas continua, é, a gente continua sendo amigo. Eu não consegui, realmente, eu fui, eu fui muito infeliz, eu não, não consegui ter uma relação monogâmica de duas pessoas. Não sei, talvez por-- não vou f-- tentar buscar, é, é, traumas ou o que aconteceu pra-- não sei, não sei explicar o porquê, isso, é, porquê da, das traições, mas realmente aconteceu e eu não posso voltar atrás. O que eu posso é apoiar ele em todas as áreas da vida dele, porque a gente não é só o, o relacionamento. Essa parte eu realmente falhei, não tenho nem o que falar pra... Eu não sei se a palavra é arrepender, eu acho que isso fe-- faz parte de alguma coisa que eu não, que eu não entendi dentro de mim. Cê vai, cê vai dizer que é caráter, outras pessoas vão, vão, vão falar outras questões. Eu não sei, mas eu acho que eu fiz muito melhor. Então como eu, como eu-- diferente da maioria das pessoas que só bota gaia, pelo menos eu fiz coisas incríveis ali na, na, na vida dele, que eu acho que eu sempre bati esse, essa bola com ele, que é maior do que qualquer relação, entendeu? Então eu vejo ele bem hoje, vejo ele, vejo ele sendo-- tá, tá gigante, sendo querido pelas pessoas. E é isso. E eu acho que não foi tão ruim se ele tá, se ele continua tendo um A gente continua se vendo, continua sendo amigos. Eu acho que isso até ele tá, tá conseguindo superar, mas eu não, não tenho, não vou dizer: "ai, por quê?" Eu não sei. Eu acho que foi falta de caráter mesmo em relação a isso. E é isso. [12:32] Participante Entendi. [12:33] Carlinhos Maia Tá. [12:33] Participante [conversas ao fundo] E aí, rei? [12:42] Carlinhos Maia Olá, como está? Certinho? [12:43] Participante Quem diria, né? [12:44] Carlinhos Maia Tranquilo? [12:44] Participante Seja bem-vindo. Ó, eu queria que cê fosse honesto, verdadeiro e arrogante como você é, não com essas respostas Nutella que você tá trazendo aqui. [12:52] Carlinhos Maia Você tá bravo? [12:53] Participante Nem um pouco. Nem um pouco. Só acho que tô fazendo o meu papel aqui- [12:57] Carlinhos Maia Vamo lá. [12:58] Participante De te perguntar e queria respostas honestas. [13:00] Carlinhos Maia Ok. [13:00] Participante Porque o que eu vejo na internet é você uma pessoa arrogante. Você jogou cinco milhões de haters em mim quando você me chamou de pervertido sexual e alma sebosa. E você não me conhecia em nenhum momento pra me chamar de pervertido sexual. [13:13] Carlinhos Maia Como é que você pe- [13:14] Participante Pera aí, que, pera aí, pera aí, pera aí. [13:15] Carlinhos Maia Não, cê vai ouvir. Como é que cê pega um vídeo de uma brincadeira minha com o Lucas, onde ele tava raspando o nariz e eu tô: "ai, continua raspando", brincando. Você pega esse áudio, diz que eu estava em ato libidinoso com o Lucas Lobato. [13:28] Participante Você está- [13:29] Carlinhos Maia Pra mim isso é um pervertido sexual, se você, cê é claramente- [13:31] Participante Você está mentindo. [13:32] Carlinhos Maia Mentindo de que se o vídeo foi provado? [13:34] Participante Você está mentindo- [13:35] Carlinhos Maia De quê? De quê? [13:36] Participante Porque eu não disse em nenhum momento que você estava- [13:39] Carlinhos Maia Mas você insinuou, você insinuou- [13:41] Participante Que você estava fazendo um ato sexual. Quando eu postei a foto que eu recebi com a cara do Lucas Lobato, eu fui explícito, direto e reto, coisa que você não é, e disse- [13:53] Carlinhos Maia Se eu for, se eu for mais explícito do que eu sou, eu tô nu. [13:55] Participante Não, não. E eu disse- [13:56] Carlinhos Maia Não existe. [13:56] Participante E eu disse lá: "Gente, não sei se isso é uma montagem de IA ou se é um contexto de outro vídeo." [14:01] Carlinhos Maia Não importa, você foi tendencio- [14:03] Participante Estava explícito. [14:05] Carlinhos Maia Você foi tendencioso. [14:06] Participante Tendencioso você é o tempo inteiro. [14:07] Carlinhos Maia Eu, tendencioso? [14:08] Participante Nas suas redes sociais. [14:08] Carlinhos Maia Eu sou a pessoa que mais falo o que pensa [risada]. [14:10] Participante Não, não, não. [14:10] Carlinhos Maia Por quê? [14:11] Participante Você faz novela, você faz, você faz, é, é, é interpretações, você não é honesto, você não é sincero nas coisas que cê faz. [14:18] Carlinhos Maia Meu filho, se eu for mais honesto que eu, vou sair preso. Pra mim- [14:21] Participante Posso continuar minha pergunta? [14:22] Carlinhos Maia Se eu for mais-- não existe. [14:23] Participante Posso continuar minha pergunta? [14:25] Carlinhos Maia Hã. [14:26] Participante Ou eu saio? [14:26] Carlinhos Maia Não, pode continuar. [14:27] Participante Você me chamou de pervertido sexual, sendo que a todo momento você é acusado de fazer coisas horrorosas nas redes sociais. [14:35] Carlinhos Maia Que coisas horrorosas? Quais? [14:37] Participante Coisas horrorosas, tipo- [14:38] Carlinhos Maia Cite. [14:39] Participante Se relacionar com pessoas mais nova em trocas de presentes caros, em trocas de pix, pix. [14:46] Carlinhos Maia Peraí, pessoas mais novas, você tá, você, você tá me acusando de- [14:48] Participante Maiores de idade. [14:49] Carlinhos Maia Ah, sim. [14:50] Participante Mais novas do que você. [14:51] Carlinhos Maia Ah, sim. [14:52] Participante Mais novas do que você. [14:52] Carlinhos Maia Ah, se eu quiser ficar com alguém- [14:53] Participante Inclusive ontem teve uma, uma, vamo dizer assim, uma delação premiada, uma exposição sua, de um dos seus peguetes que você levou pra dentro da Luca- [15:01] Carlinhos Maia Você tem uma invejinha que tá no lugar, né bicha? [15:03] Participante Nenhuma, sou casado há vinte e três anos. [15:05] Carlinhos Maia Queria tá. Que nada. [15:05] Participante Sou casado há vinte e três anos, tenho muito conselho pra lhe dar sobre a sua relação. [15:10] Carlinhos Maia Cê queria pegar os carinha mais novo, cara, mais safado. [15:13] Participante Nenhuma, nenhuma, nenhuma, nenhuma. [15:14] Carlinhos Maia Hã. [15:14] Participante Primeiro que nem gosto de marombeiro do jeito que você gosta. [15:16] Carlinhos Maia Eu gosto, eu gosto de gente bonita. [15:18] Participante Ah, é um direito seu de gostar. [15:19] Carlinhos Maia Legal, legal. [15:20] Participante Mas você é um cara bonito, inteligente, gente boa. Todo mundo acha que eu te odeio, mas eu não te odeio, não. Mas realmente eu tenho muitas ressalvas contra você. Você acha que você precisa pagar pra ter sexo? Dar presente em troca de sexo? [15:36] Carlinhos Maia Gente, como é que é baixa, né? [15:37] Participante Você acha que você precisa disso? [15:39] Carlinhos Maia Não, deixa eu te falar. Ó, deixa eu te falar. O, o que eu, o que é interessante na internet-- deixa, deixa legal. O que é interessante na internet é porque eles criaram, vocês principalmente, criaram na cabeça de vocês que eu preciso pa- [15:49] Participante Vocês são fãs, gente? Aqui não é pra ter fã, não. Aqui é pra ter hater. [15:52] Carlinhos Maia Ó, presta atenção. Vocês, voc-- presta atenção, vocês criaram na internet que eu preciso pagar pra ficar com alguém. [15:58] Participante Eu criei? Não. Todo mundo diz. [15:59] Carlinhos Maia Presta atenção, presta atenção. [16:00] Participante Inclusive seus peguetes. [16:01] Carlinhos Maia Presta atenção. [16:02] Participante Você viu que o Coutinho ontem falou que você deu uma moto pra ele vir a São Paulo transar com você, lá de Manaus. [16:08] Carlinhos Maia Ele que falou, faz isso- [16:09] Participante Ele falou no TikTok. [16:10] Carlinhos Maia Meu filho. [16:11] Participante Eu postei na minha rede. Ah, e outra coisa, e quando você não gostar das pessoas, não bloqueia, não? Encara as pessoas sem bloquear. [16:19] Carlinhos Maia Ó, presta atenção. [16:20] Participante Tem um monte de gente aqui bloqueada por você. [16:22] Carlinhos Maia Eu não bloqueio ninguém. [16:22] Participante Por que que cê tem medo? [16:23] Carlinhos Maia Eu não bloqueio ninguém, não tenho medo, não. Porque eu acho essa pauta tão irrelevante, a preocupação de vocês com quem eu tô transando. Puta que pariu, meu irmão. [16:30] Participante Então vamos pra próxima pauta. [16:31] Carlinhos Maia Que pauta merda da porra. [16:32] Participante Vamos pra próxima pauta. [16:33] Carlinhos Maia Se eu pego gente mais nova, se eu vou dar dinheiro. [16:35] Participante Vamos pra próxima. [16:36] Carlinhos Maia Vamo pra próxima pauta, vai. [16:37] Participante Vamo mudar. Você se considera um bom amigo? [16:39] Carlinhos Maia Eu acho que sim. Se você acompanhou as nossas histórias ali, você entendeu que a gente já estava afastado. O meu pai estava com câncer e ela estava com os problemas dela, ok? Eu estava lidando com o câncer do meu pai. [16:52] Participante Não bota a saúde do seu pai no meio. [16:54] Carlinhos Maia Ué, esse cara é maluco, eu vou responder o quê? [16:56] Participante Não bota a saúde do seu pai no meio. [16:57] Carlinhos Maia Eu tava com meu pai com câncer, eu vou, vou- [16:59] Participante Eu não quero trazer a sua família, eu quero trazer você. [17:02] Carlinhos Maia Ué, eu não quero que cês acreditem em nada, não tô nem aí se vocês vão acreditar ou não. Se cês não entender que eu não me importo se vocês vão acreditar em mim ou não. [17:08] Participante Entendo. [17:08] Carlinhos Maia Não me importo. [17:09] Participante Cê tanto se importa que você vai pras redes sociais fazer carinha de triste, de deprimido. [17:14] Carlinhos Maia Meu Deus. [17:14] Participante Entendeu? Xingar seus seguidores. Cara, como é que cê consegue xingar seus seguidores, as pessoas que te botaram onde você chegou, que fizeram quem você é hoje, chamar elas de velha, de vagabundas, mandar tomar naquele lugar que eu não vou repetir aqui pra não co-- não, não dar problema nas redes sociais. Por que que cê faz isso, cara? Olha o seu tamanho. [17:33] Carlinhos Maia Cê é, cê é meu fã, né, cara? Cê tá irritado com alguma coisa. [17:36] Participante Sou seu fã. [17:37] Carlinhos Maia Ah, agora. [17:37] Participante Sou seu fã, sempre fui. [17:39] Carlinhos Maia E eu dif- hã. [17:39] Participante Sempre acompanhei a sua vida, mas acho que você se perdeu literalmente no meio do caminho. Eu acho que o seu dinheiro subiu à sua cabeça, porque quando eu vejo você responder alguém, como foi pra responder a mim, você só chama as pessoas de pobre, de miseráveis. Eu sei que você ajuda um monte de gente, mas cê não tem outros argumentos além de xingar, de chamar as pessoas de pobres, de miseráveis nas redes sociais? É feio, Carlinhos. Você não tem na tua cabeça que você é o maior influenciador desse país. Você e Virgínia. Cê imagina se a Virgínia vai pras redes sociais fazer o que você faz. Você é o maior, cara, você tem uma responsabilidade muito grande. Por mais que você ache que não... [música calma] [18:28] Carlinhos Maia Tá, tudo bem? [18:29] Participante Só ia te mandar tomar no cu, Carlinhos. Ó, eu me chamo Luiz, Luizinho Fotocópias. E é o seguinte, eu sou criador de conteúdo digital, tal qual como você, há seis anos, e pra mim você é o oposto do que deve ser feito por qualquer criador de conteúdo digital. É, eu queria entender como você se sente humilhando seus próprios seguidores, tanto na porta do Rancho do Carlinhos Maia ou quando qualquer um deles te critica, e o fato de você, é, se pagar de ajudador dos pobres e ser como um Robin Hood, mas você divulgar a casa de apostas que todo mundo do mundo sabe que tá lá pra roubar o dinheiro dos pobres, que é a grande maioria dos seus seguidores. São pessoas de baixa renda e que veem em você como se fosse uma esperança de vitória. E você traz no seu conteúdo uma forma de ferrar com a vida dessas pessoas que gostam mesmo de você. Não sei como, mas elas realmente gostam muito de você e você passa um conteúdo assim que vai ferrar com a vida delas. Eu queria saber como que você se sente fazendo isso. [19:29] Carlinhos Maia É, antes de mais nada, é... Não dá nem vontade de responder, juro, assim. [19:33] Participante Porque cê não tem resposta. [19:34] Carlinhos Maia Não, eu tenho respostas- [19:35] Participante Então responda [19:35] Carlinhos Maia ...mas é-é, eu acho que humilhação, agressividade, essas coisas, é o que você tá aí mostrando, mas tudo bem, vamo lá. [19:40] Participante Então vai. [19:41] Carlinhos Maia Quanto à casa de aposta, você assiste à Globo? [19:44] Participante Mas não é porque é um eco que é- [19:45] Carlinhos Maia Não, deixa eu debater com você, meu brother. Sabe o que cê quer falar? [19:47] Participante Assisto à Globo, assisto à Globo. [19:48] Carlinhos Maia Se você vê o Big Brother, que é um projeto onde coloca pessoas, tem uma marca de casa de aposta chamada Betano, ok? Tá na Globo, Rede Globo Televisão, onde pessoas como você vai lá e senta no sofázinho, a primeira oportunidade que cês têm, cês vão lá. Eu tenho um projeto chamado Rancho, que dá emprego a duzentas pessoas. E a casa de aposta, como tem todas as camisas da Seleção Brasileira, de todos os times de futebol, também está no meu projeto. Porque pessoas como vocês me boicota há muitos anos, porque no fim das contas eu sou a única pessoa que abre porta mesmo pro povo da rua. [20:14] Participante Você é o Deus mesmo, puxa. [20:16] Carlinhos Maia Hã? [20:16] Participante O senhor. [20:17] Carlinhos Maia Não, não, cara, eu não sou o Deus. [20:18] Participante Deus Carlinhos Maia. [20:19] Carlinhos Maia Não, cara, eu tô só te respondendo. Eu tenho um projeto gigantesco que uma das marcas é uma casa de apostas. Ou você não vai-- cê vai-- cê gosta-- qual time de futebol? [20:27] Participante Sou palmeirense. [20:28] Carlinhos Maia Cê, cê é palmeirense? Na, no- [20:29] Participante Não torco pra nenhum time [20:29] Carlinhos Maia ...mas no, na Palmeiras tem ou não tem algum patrocínio de bet? [20:33] Participante E por algum motivo você sabe se eu critico ou não? [20:35] Carlinhos Maia Então, problema, mas você deixa de ser palmeirense? Então é mais uma marca que está vinculada ao meu, ao meu, ao meu produto- [20:42] Participante Certo [20:42] Carlinhos Maia ...que é o Rancho do Maia. [20:43] Participante Certo [20:43] Carlinhos Maia Que emprega duzentas pessoas. [20:44] Participante E você sabe que- [20:44] Carlinhos Maia E eu ainda sou muito sincero, que eu digo: "Ó, cê vai perder tudo aqui nessa porra, mas já que você quer participar, tá aqui uma que você entrega o seu dinheiro quando cê ganha, que é legalizada." [20:53] Participante Então você como influenciador digital, você acha legal os seus seguidores perderem tudo. Você mesmo fala: "Vocês vão perder tudo. Coloca o dinheiro aí, perde tudo." [21:00] Carlinhos Maia Ué, e sinci-- eu sou sincero pra caramba. Não é que é questão de perder tudo, é questão que é o que tá todo mundo... Existe uma cidade chamada Las Vegas, que vive do jogo. A gente... Ah, o, a, as escolas de samba, tá lá todos os famosos de direita, esquerda, de, de cima, embaixo, tá tudo lá e é bancado por bicheiros. Para de ser hipócrita, cara. Pelo menos a minha gente consen- [21:17] Participante Eu já joguei em casa de aposta pra ser hipócrita? [21:18] Carlinhos Maia Ah, mas você, cê não é palmeirense? Tá lá no, no time? [21:20] Participante É verdade, por ser palmeirense eu sou apoiador de casa de aposta. [21:22] Carlinhos Maia Então você vai ter que, pessoal, para de fazer tudo que tiver casa de aposta vincular, tá? E se a Globo te chamar, se eu tiver lá, se eu ver você lá, eu vou lá mostrar: "Gente, olha aqui." [21:30] Participante Ah, o Luizinho Fotocópia não pode, que ele não gosta de casa de aposta, vai lá. [21:33] Carlinhos Maia Luizinho Fotocópia, que nome ruim, hein? [21:35] Participante Porra, Carlinhos Maia é toda hora. [21:36] Carlinhos Maia É maravilhoso. [21:37] Participante E agora fala sobre, sobre como você se sente humilhando seus próprios seguidores. [21:41] Carlinhos Maia Não existe humilhação, meu brother, presta atenção. O que acontece é: eu sou um cara real. Se eu achar que a pessoa é chata e ela tiver me enchendo o saco lá na, na porta do rancho, eu vou dizer: "Cê é chata, hein?" Qual o problema de ser real? Só, só, só o público pode dizer o que quiser da minha vida e eu não posso dizer nada pro público? Ué. [21:57] Participante A diferença é que o público não tem trinta e seis milhões de seguidores pra ver você humilhando essa pessoa em particular. [22:01] Carlinhos Maia Que humilhação que nada, humilhação é- [22:03] Participante Eu vi um vídeo antes de, de entrar aqui, que era uma menina chorando. [22:05] Carlinhos Maia Hã. [22:06] Participante É, querendo entrar no seu rancho. E aí você fala: "Chora mais pra você poder entrar no rancho." Você acha isso bacana? Isso não é humilhação? [22:13] Carlinhos Maia Eu disse isso? [22:13] Participante Você disse. [22:14] Carlinhos Maia Eu nem lembro, juro. [22:15] Participante Nossa! [22:15] Carlinhos Maia É tanta coisa que eu digo ali. Mas, mas não viralizou? Às vezes a pessoa na, é, na brincadeira viraliza e ganha milhares de seguidores. É isso. [22:21] Participante Então você acha que é, que, que é superválido você humilhar todos os seus seguidores e- [22:25] Carlinhos Maia Não tem humilhação, cara- [22:26] Participante Silêncio. [22:28] Participante Passa aí, vai. [22:34] Participante Opa, tudo bem? Meu nome é Gabriel. [22:36] Carlinhos Maia Olá, tudo bem, Gabriel? [22:37] Participante Bom, eu queria saber se você já foi humilhado na vida. [22:41] Carlinhos Maia Já fui muitas vezes, Gabriel, humilhado. [22:43] Participante Eu queria saber também por que você humilha as pessoas. O que que agrega em, na sua vida isso? [22:47] Carlinhos Maia O que é humilhação pra você, Gabriel? Me conta. [22:50] Participante Me diz você, você não já humilhou tantas pessoas? [22:52] Carlinhos Maia [suspiro] Você fala da humilhação, você fala da, da, das, da porta do rancho, né? [22:57] Participante Não, não só isso. Em questão à sua casa, seus funcionários, aí eu já não sei se é uma questão- [23:00] Carlinhos Maia As minhas funcionárias são humilhadas? [23:01] Participante Espera, licença. [23:02] Carlinhos Maia Hã. [23:03] Participante Agora eu já não sei se é uma questão pessoal e brincadeira com vocês ou se você realmente é uma pessoa desse nível. [23:08] Carlinhos Maia Aham. [23:09] Participante Porque eu não acho necessidade, que se você já veio de baixo, você sabe como funciona. Eu acho que você... Você achava legal ser humilhado? [23:14] Carlinhos Maia Quantas pessoas você, você com a sua educação já levantou? [23:18] Participante Oi, pois não? [23:19] Carlinhos Maia Quantas pessoas com a sua educação você já levantou? [23:22] Participante Eu? [23:22] Carlinhos Maia Hã. [23:23] Participante Poxa, nenhuma. [23:24] Carlinhos Maia Pronto. As minhas funcionárias, todas elas têm apartamento, mais de um milhão e meio de seguidores. Então vocês precisam entender que é o seguinte: a gen-- a gente tem uma, uma linha de humor sarcástico. Pra quem é meu seguidor, entende que é grande, grande parte é brincadeira, na sua maior parte é brincadeira. Vocês apla-aplaudiram o tempo todo grandes humoristas sarcásticos o tempo todo, porque vieram da televisão. A minha linha de humor é essa. Quando é recorte de página de fofoca, vai pra humilhação. Mas pra quem trabalha comigo diretamente sabe que minha linha de humor é essa. [23:52] Participante Você nunca fez com maldade, então? [23:54] Carlinhos Maia Nunca fiz com maldade. Nunca fiz com maldade, eu fiz com verdade. Às vezes que eu... Aí, esse, vamo lá. Às vezes que eu me irritei, aí eu estava irritado com verdade. Aí- [24:03] Participante Cê não acha que a verdade às vezes pode machucar? Não é necessária? [24:05] Carlinhos Maia Pode, mas eu acho que vocês são frágeis demais pras verdades de hoje em dia. Vocês querem, vos-- principalmente a geração de vocês, que é mais novinho assim, vocês querem, é, tudo alisado, sabe? Eu não vim, eu vim de abusos, eu vim de... Pra mim são realmente humilhações, vim de abusos sexuais, vim de todas essas questões aí e tô aqui firme e forte dando de igual pra igual. Eu acho- [24:23] Participante E se você sofreu tanto com abuso, você não acha legal defender? Licença. Obrigado. [24:27] Carlinhos Maia Ok, nada. [24:27] [música suave] [24:31] Participante Tudo bem, mano? [24:32] Carlinhos Maia Tudo bem? [24:33] Participante Não, não vou te mostrar- [24:33] Carlinhos Maia Não, é... [risadas] [24:36] Participante Primeiro, é, eu quero debater com você de uma forma respeitosa, primeiramente. Não sou seu fã, nada. Também não me considero um hater, porque pra mim, é, eu não vou perder o tempo da minha vida xingando você, tá ligado? Eu vou seguir minha vida normal, mas o que chega até mim, não é uma coisa que me interessa. Primeiramente, é, você, como mesmo, provavelmente seus fãs dizem que você é o rei do Instagram. Você tem quantos sei-- é, milhões de seguidores? Mais de trinta milhões, certo? Então você sabe a potência que você é. Infelizmente, no nosso país, muitas pessoas não têm estrutura, é, principalmente educação, não teve escola. E eu vou até ter que citar uma pessoa, minha sogra é muito fã sua, e ela é uma pessoa que não teve estudos, e ela é uma pessoa também muito inocente que acredita em tudo que você diz, em-entre outros influenciadores. Então, eu queria saber a questão da sua responsabilidade, das coisas que você divulga. Tem a, a questão da bet também, que eu acho que assim, você até citou que ai, a Globo também, os times de futebol, mas eu acho que não dá o direito seu de errar em cima do erro dos outros. Você tem que ter a sua responsabilidade de entender que infelizmente eu tenho dois amigos que se fodeu muito na vida por conta de bet. Então eu acho que você não pode entrar: "ai, a Globo também, ai, os times de futebol". Beleza, mas você também tem sua responsabilidade. Você como um cara de quase quarenta milhões de seguidores, tem muitas pessoas, e a maioria do público que eu entendo, não tem uma estrutura. Então eu queria saber da sua parte o porquê você divulga essas coisas, é, se você pensa também, esse, né, essa forma de humilhar, que você falou: "ah, é, que ai, eu dou oportunidade pra elas", mas eu acho que humilhação não significa oportunidade. A pessoa tem que ser humilhada pra ter oportunidade, então-- e eu também não queria entrar no seu lado pessoal, porque é a primeira vez que eu tô te vendo, não te conheço, num, não sei nem direito da sua vida profissional, mas aí, por isso que eu não quero atacar sua vida profissional, só s-- ou só pes-- desculpa, é, não quero atacar sua vida pessoal, só a profissional. Aí eu queria que você me respondesse até uma forma de retratar, entendeu? [26:39] Carlinhos Maia A bet, como, como já tinha respondido anteriormente, a minha empresa, o rancho, precisa de marcas pra, pra sobreviver. E eu sou muito boicotado, inclusive pela comunidade LGBT, QAP mais N coisas, então a gente tem menos marcas que outros, que outros lugares, né? Então a gente-- se tá legalizada, se é o, se é algo que está em, literalmente em todo o país, em todas a, as, as empresas, desde das, das maiores de mídia, a minha empresa também é empresa de mídia, certo? Então é mais uma marca que está lá. É legalizado, então vai participar do, do, do projeto. É, e eu acho que isso é mais uma consciência pessoal das pessoas mesmo. Se você, quem-- cê gosta de jogar, tá, vai lá, vai joga, se diverte, aposta. Se não, não importa- [27:21] Participante Então, mas aí, como você é um cara de quarenta milhões de seguidores, é normal eu quando era criança acreditava nos influencers, nos youtubers que eu, é, seguia na é, na época. Eu tive uns estudos, então consegui entender que muitas coisas- [27:32] Carlinhos Maia A mega, a mega da virada. A mega da virada. [27:35] Participante Mas a mega da- [27:35] Carlinhos Maia Não deixa de ser uma aposta. Meu querido, bota na sua cabeça, o mundo é feito de apostas. Quando vocês torcem pra times de futebol, quando vocês tão apostando ali em quem vai ganhar. Vocês fa- [27:44] Participante Mas aí isso não pode acabar com a vida de uma pessoa. [27:46] Carlinhos Maia Mas aí qualquer coisa que, que vicia acaba com a vida. Você, que você de casa- [27:51] Participante Sim, aí você tá- [27:51] Carlinhos Maia Você tem que ter responsabilidade [27:53] Participante ...você tá propagando algo que vicia. [27:54] Carlinhos Maia Ué, é como tudo na vida. [27:56] Participante Sim. [27:56] Carlinhos Maia Desde um perfume vicia. Você que tem que ter responsabilidade e entender algo que você tem que parar. [28:00] Participante E é isso justamente que eu tô falando, que muita- [28:03] Participante Tempo! [28:04] Participante Carai, mas aí... [28:10] Participante Não, peraí. [música alegre] [28:10] Participante E aí, Carlinhos, tranquilo? [28:11] Carlinhos Maia E aí, tranquilo. [28:12] Participante Sou do Rio, carioca. [28:14] Carlinhos Maia Muito bem. [28:15] Participante Sambista. [28:15] Carlinhos Maia Muito bem. [28:16] Participante E eu queria saber, você levou a Grande Rio lá pro seu, pro rancho, correto? [28:21] Carlinhos Maia Sim. [28:21] Participante Quando chegou a sua vez de ir lá pra Grande Rio, você deixou geral na pista, todo mundo esperando o Carlinhos Maia: "cadê Carlinhos Maia?" Você tem noção de quantas crianças estavam ali te esperando, te aguardando? Nós jornalistas estávamos ali também te aguardando. E aí, me fala por quê? O que que aconteceu? A gente quer saber. [28:41] Carlinhos Maia É, eu tenho essa, eu tenho a-- eu vou pedir desculpas. Não tenho nem o que falar, porque realmente eu tenho essa, eu tenho essa... [aplausos] É. Porque eu tenho a síndrome do avião, né? Eu tenho muito, muito transtorno, então pra viajar pra mim é a maior dificuldade que existe no mundo. Então ontem mesmo teve uma homenagem lá no Recife, o pessoal do Big Brother Fã que contou a minha história e eu não consegui ir. Então é m-- são raros os momentos que eu consigo pegar um avião e ir pra algum lugar. Eu tenho literalmente, pra mim é a coisa, é a pior coisa que existe pra mim é ter que subir no avião. Eu tenho trauma literal de avião. Então às vezes eu consigo ir, né, e vou pra alguns eventos, mas no geral eu tenho muita dificuldade. Então quando eu- [29:22] Participante No caso, seria uma síndrome do pânico que você tem, então? [29:25] Carlinhos Maia Tal-talvez uma síndrome do pânico. E eu senti muito não ter ido também, é... Mas é isso, mas eu levei a Grande Rio pro rancho. [29:32] Participante Não, sei. Mas e você lá na comunidade, lá em Caxias? [29:35] Carlinhos Maia Mas é exatamente. Então eu fiquei em falta e, e realmente é, eu não tenho o que falar. Só pedir desculpa mesmo. [29:39] Participante Ok. [29:40] Carlinhos Maia Da próxima eu vou de carro. [29:41] Participante Não, beleza. [29:42] Carlinhos Maia Tá? Foi, nada. [29:43] Participante Obrigado. Então até a próxima. [29:44] Carlinhos Maia Nada. [29:44] Participante Te espero lá, hein? [29:45] Carlinhos Maia Ok. [29:46] Participante Te espero lá. [29:46] Carlinhos Maia Tá. [música alegre] [29:52] Participante Tem coisa de você, eu vou. [29:55] Participante Se eu podia me apresentar, meu irmão, me chamo Júlio César. Primeiro: o que chega até mim, me desagrada muito. Principalmente pelo fato, irmão, pelo que parece, você tem a necessidade incessante de sempre tá na mídia. E sempre que você apa-apa-aparece na mídia, nunca é por uma causa tão legal. Sabe por quê? Porque é o seguinte: pra mim, irmão, eu vou, eu vou dar minha opinião sobre você. Pra mim você será uma eterna subcelebridade. Sabe por quê? Porque é o seguinte: você parece tá o tempo todo querendo se provar pras pessoas o que você é, o tanto de seguidores que você tem. E sempre que você é contra-argumentado, porque parece que você tem-- o seu ego é muito inflado, e quando o seu ego é muito inflado, você usa de alguns artífices, por exemplo: "é, olha o tanto de seguidores que eu, que eu tenho [30:40] Participante Olha o quanto de pessoas que me seguem, olha o Rancho do Maia, olha, olha, olha o su-- olha, olha o meu sucesso. Quem usa isso geralmente é muito pobre, pobre de espírito, sabe por quê? E assim, é, por que eu acho que você será uma subcelebridade? Porque acho que pra você ser uma celebridade, cê tem que ter um pouco de responsabilidade, porque, por exemplo, a celebri-- va-vamo falar de pessoas que não tão mais aqui, por exemplo. A celebridade Silvio Santos não precisava provar que ele era o Silvio Santos, ele era o Silvio Santos. A celebridade Chico Anysio não precisava provar que ele era o Chico Anysio, ele era o Chico Anysio. [31:11] Carlinhos Maia Mas, mas quem disse a você que eu tô preocupado em ser uma celebridade? Eu só queria ser um garoto que, que tenha dinheiro, um pobre que tinha dinheiro. E eu acho que falta na maioria de vocês é amor-próprio. Vocês ficam putos porque eu tenho amor-próprio. Vocês ficam putos porque eu não fico doído. Diz: "Ah, eu sei que tem a necessidade de estar na mídia o tempo todo". Eu tenho, um dos maiores canais de mídia é o meu próprio Instagram. E eu filmo coisas incríveis trezentos e sessenta e cinco dias do ano. Desculpa se a, se as páginas, se as matérias só querem pegar o pior lado. Esse, eu tenho dos dois lados, o bom e o ruim, cara. [31:38] Participante Nunca. Só que a questão é a seguinte: ai, mas eu sempre-- eu era um garoto pobre que, que, que queria sonhos e tudo mais. [31:46] Carlinhos Maia Não, eu não me vitimizo dessa forma, não. Nem combina comigo. [31:48] Participante Todas as vezes cê faz isso. [31:49] Carlinhos Maia Que nada. [31:50] Participante Faz sim. [31:51] Carlinhos Maia Não. [31:51] Participante Enfim. [31:52] Carlinhos Maia Mas é isso, eu, é... [31:54] Participante Beleza. É isso. [31:55] Carlinhos Maia É isso. [31:56] Participante Só isso. Muito obrigado, querido. Valeu. [31:58] Carlinhos Maia Não, obrigado. [32:02] Participante E aí, Carlinhos. [32:03] Carlinhos Maia E aí, tudo bem? [32:04] Participante Beleza. Eu sou a Choose, prazer. Bom, então, é, o que eu queria falar sobre é a sua falta de responsabilidade que eu vejo que você tem com as pessoas, porque você gera conteúdo pra trinta milhões de pessoas todo dia e você tem falas que já foram muito problemáticas no geral, posso ficar citando milhares aqui. Mas, no geral, você não tem noção que isso pode acabar impactando em muitas coisas, porque você acaba gerando, é, muito conteúdo, só que em cima de humilhação de pessoas, você acaba tendo falas problemáticas que acabam gerando mais preconci-- preconceito na nossa sociedade. Um exemplo que eu quero dar, por exemplo, eu como uma garota trans, foi quando você acabou errando os pronomes da cantora Liniker. E quando você foi justificar sobre, você justificou que você tentava se adequar e aprender sobre a pauta LGBTQIAPN+, porém você simplesmente não conseguia pegar todas as siglas. E a questão é pegar todas as siglas e a maneira na qual você falou com deboche em si, a maneira na qual você fala, acaba agregando muito preconceito. Eu acho que mesmo que você no começo do debate tinham falado sobre você em relação à pauta LGBT, você não precisa ficar o tempo todo falando: "Ah, apoio, apoio", mas tudo que você fala acaba impactando de uma forma muito grande. E essa situação em si acaba trazendo muito preconceito pra nós, pessoas trans. Porque com isso, no próprio vídeo quando você falou ele, ela, elu, dele, ele, dile, você acaba descre-- é, descredibilizando a gente, a nossa pauta e a gente não é levada a sério. [33:25] Carlinhos Maia O que, na verdade, o mesmo ranço que a comunidade tem de mim, eu tenho de vocês, que é, eu acho que eu faço milhões de coisas importantíssimas pela comunidade, eu coloco várias trans nordestinas lá, é, no, no projeto. Todo o projeto é pautado de pessoas que estão em vulnerabilidade. [33:39] Participante Não justifica. [33:39] Carlinhos Maia O que acontece-- justifica, porque vocês nunca, vocês nunca reverberam as coisas boas. Vocês vêm reverberar um pronome. Eu, eu escuto e ouço Linik a cin-- Liniker há cinco anos, desde zero. E ela sabe disso, a-- eu sempre postei Liniker. Se ela precisa ou não dessa divulgação, ok, não importa, eu sempre postei. Então, uma, um pronome que eu erro, a comunidade vem me massacrar. É uma coisa absurda por causa de um pronome. [34:00] Participante Porque a maneira que você reage em si acaba atrapalhando cada vez mais, acaba afetando cada vez mais. [34:03] Carlinhos Maia E as coisas boas que cê faz, vocês só conseguem olhar- [34:06] Participante Não, não adianta você ajudar duzentas pessoas, por exemplo, que- [34:08] Carlinhos Maia E errar o pronome, isso mata tudo. [34:09] Participante Não, não, não, no geral, mas eu sou a pessoa. Você, por exemplo, ah, duzentos empregos que você dá no Rancho do Maia e você fode um milhão de pessoas com as bets que você divulga, com tudo que você divulga. Não adianta você querer justificar, por exemplo: "Ah, mas o Palmeiras, o time, o Bolsonaro", não sei o que lá o quê, divulga o cassino. Você di-- você tá financiando coisas que acabam prejudicando as pessoas de maneira direta ou indiretamente. Você humilha pessoas, independente da situação, você só vai naquilo que convém pra você. E é isso. Não tem mais nada pra falar sinceramente. É isso, você é péssimo. [aplausos] [34:49] Participante Vamo lá. [34:50] Participante Cara, vamo lá. Pode falar? É, coisa rápida, eu acho que você não teve a oportunidade de falar, eu vou te dar a oportunidade de falar de assuntos que você trata como relevante, porque trouxeram o assunto sobre a sua, seu último relacionamento, que eu também não conheço a pessoa. Isso é irrelevante, não vou falar sobre isso. Quero trazer o assunto da hamburgueria, que tem muita gente também que acreditou na sua credibilidade, investiu dinheiro em hambur-- na sua hamburgueria, e também pode ser que cê vire e fale: "Isso não é irrele-- isso é relevante". [35:14] Carlinhos Maia Isso é relevante. [35:15] Participante E eu quero entender como que você define. Porque pra mim, parece que é. Se afetou os outros, é irrelevante, se me afetou, é relevante. E aí eu vou até pedir licença pra ela, que pra ir numa homenagem, você achou relevante. Putz, eu preciso pedir desculpa pras pessoas que foram me homenagear, mas as pessoas que se lascam, as pessoas que se ferram quando acreditam em você, aí isso é relevante, isso aqui eu não preciso me preocupar. Então eu quero trazer seu ponto. [35:36] Carlinhos Maia Vamo lá, cê tá falando da hamburgueria. A hamburgueria, é, tá aberta até hoje, é uma franquia incrível de um seguidor meu que me procurou há cinco anos, desde o meu começo da vila, pra ser sócio dele. Então foi uma história toda acompanhada e todas as vezes que ele ia lá eu filmava, ele insistindo com a minha mãe: "Ó, eu gostaria que o Carlinhos fosse, é, sócio", eu não entendo nada de hambúrguer. Mas a gente se empolga, a gente se empolga, a gente quer fazer parte, a gente quer fazer parte de algo grandioso. Eu disse: "Ó, então é o seguinte: quando você me provar que sua hamburgueria realmente é boa, que você realmente entende disso aí, é, me chama pra fazer-" [36:09] Participante Quantas unidades tinha antes de você abrir franquia? [36:11] Carlinhos Maia Presta atenção. [36:12] Participante Quantas unidades tinha antes de abrir franquia? [36:12] Carlinhos Maia Não, aí deixa terminar. Eu espero vocês falarem até o final. [36:15] Participante Não, eu só quero que me responde, me responde. [36:15] Carlinhos Maia Eu fico em silêncio pra vocês darem o show de vocês. Agora- [36:18] Participante Eu não quero nenhum show, eu tô, eu tô te fazendo minha pergunta: quantas unidades tinha? [36:20] Carlinhos Maia Tinha três unidades de mu- [36:21] Participante Então era um modelo validado? [36:22] Carlinhos Maia Era um modelo validado- [36:23] Participante Com três unidades? [36:24] Carlinhos Maia De muito sucesso. Presta atenção, olhinho azul. Presta atenção, tá? Se você não compôs, presta atenção pra poder entender. Então tinha três e era um sucesso em Aracaju. O rapaz, o seguidor, o Ítalo, provou que era um sucesso. Virou três. Eu disse: "Pronto, vou virar o seu, o seu garoto-propaganda". [36:39] Participante Então você acreditou, você acreditou no Ítalo? [36:41] Carlinhos Maia Se era um sucesso. [36:42] Participante Não, ele te falou que era um sucesso. [36:43] Carlinhos Maia Não, eu não, é comprovado. [36:44] Participante Três unidades, desculpa, três unidades não é um sucesso. [36:46] Carlinhos Maia Meu brother, como- [36:47] Participante São estados diferentes, locais diferentes, cê abriu franquia, são locais diferentes, estados diferentes, públicos diferentes. Três unidades de sucesso. [36:53] Carlinhos Maia Mas se é um sucesso, se, se um estado está aprovando, então por que não levar pra outros lugares? Presta atenção, atenção. [36:58] Participante Então você acreditou no Ítalo, ele te falou que era um sucesso, você acreditou nele, é isso? [37:00] Carlinhos Maia Não é que eu acreditei, era constatado. Saiu reportagem, as, as hamburguerias ainda estão abertas. Você tá querendo trazer uma coisa, ainda estão abertas. Vendemos quinhentas lojas, quinhentas lojas, uma divulgação maravilhosa. Tem, tem, é, franqueados que estão com lojas abertas até hoje, que têm mais de uma loja. Mas cê sabe o país que cê vive? Se até as Americanas fecham, cê acha que não vai fechar a loja do Carlinhos Maia? [37:20] Participante Então a sua hamburgueria e a Americanas tá no mesmo lugar. [37:23] Carlinhos Maia Hã? [37:23] Participante É o mesmo tamanho. A sua hamburgueria com três unidades é o me-- tem o mesmo problema que a Americanas, a loja de hambúrguer. [37:27] Carlinhos Maia Isso é burro? Não, né? [37:27] Participante Não. [37:28] Carlinhos Maia Se até as Americanas fecham, imagina a hamburgueria do Carlinhos Maia. Cê entendeu? Então tem lojas abertas, como todas as franquias, tem lojas abertas até hoje. Fecharam algumas, e outra, fui processado por vários, como sempre, como garoto-propaganda, não tem problema. Nenhuma causa foi ganha, porque inclusive pessoas que compraram a hamburgueria, que vivem delas até hoje, diz-- começou um embate entre quem fechou e a maioria deles não ia nem na loja, porque esperava que a, que a, a franquia fosse se vender sozinha ou que eu estivesse lá virando chapa de hambúrguer. Então- [37:57] Participante Uhum. Então, então, então mais ou menos o seguinte [37:59] Participante As pessoas acreditam na sua palavra, elas entram no negócio, se não deu certo, elas são burras e incompetentes [38:03] Carlinhos Maia Não, mas é que não deu certo. Deu certo, deu certo pra quem continuou. É franquia, cê já teve franquia? [38:08] Participante Já. [38:08] Carlinhos Maia Então, a sua deu certo? [38:10] Participante Não vem ao caso. [38:11] Carlinhos Maia Deu certo? [38:11] Participante Não vem ao caso. [38:12] Carlinhos Maia Ah. [38:12] Participante O que eu quero te-- não, o que eu quero te perguntar é porque- [38:14] Carlinhos Maia Levanta a mão aí, pelo amor de Deus. [38:15] Participante Ah, por quê? Cê não quer conversar? Cê não quer debater? [risos] [38:18] Carlinhos Maia Então, então, e aí? [38:19] Participante Me parece um método, me parece um método. Pessoas acreditam em mim, quando der errado, eu fico, eu fico indaminado. [38:25] Carlinhos Maia Mas não deu errado. Cê, é que cê não tá entendendo, não deu errado. Tem muitas fran-- tem, até hoje tá no rancho, eu divulgo até hoje a hamburgueria. Não deu errado, eu só não sou mais sócio, mas não deu errado, não. [38:36] Participante Tem mais alguém? Ela vai, depois dela. Posso ir depois de você. [38:40] Participante Licença. Tudo bem, Carlinhos? [38:43] Carlinhos Maia Tudo bem? [38:44] Participante Bom, é, assim como muitas pessoas daqui, eu também não acompanho a sua carreira, tá? É, tenho muitos desafetos em relação a você, à sua personalidade também. Mas uma das coisas que eu queria entender, é, talvez até de você e de outros famosos, é por que que vocês se cercam de pessoas que só babam ovo de vocês, tá? É, você é muito conhecido por ter um ego muito grande, entendeu? Eu não sei se você faz acompanhamento psicológico ou não, mas isso- [39:11] Carlinhos Maia Cês têm um problema com gente que se gosta, né? [39:13] Participante Não, não é- [39:13] Carlinhos Maia É por isso que a maioria de vocês, a maioria de vocês vivem aí com essa cara de coitados o tempo todo. "Ai", não aguentam um trabalhinho, vocês morrem. Pra mim não é ego, pra mim, eu me gosto pra caramba. Cês não perceberam, eu tô há dez anos, a-as pessoas: "ai, eu odeio ele, ai o ego dele". Porra, eu só me gosto, eu só me defendo, eu só me exalto. Vocês que têm um, vocês que são autoestima baixíssima. [39:33] Participante A questão não é de autoestima. [39:34] Carlinhos Maia A energia de pressão baixa de vocês, esses dois aqui, não chovo. [39:36] Participante A questão não é de autoestima. [39:37] Carlinhos Maia Não existe. [39:37] Participante Por gentileza, eu vou pedir pra que você me deixe falar. [39:40] Carlinhos Maia Que é isso. Vai. [39:41] Participante É, assim como eu não faltei com educação em você, em, em relação a você e também não ergui a voz pra você, tá? É, a questão não tenho baixa autoestima, só que eu não me acho melhor do que todo mundo e não preciso- [39:52] Carlinhos Maia Ah, eu me acho melhor do que muita gente. [39:53] Participante E não preciso ficar me validando pelas conquistas que eu já tive, tá? Sem que você- [39:58] Carlinhos Maia E eu, e eu vou me validar pelo quê? Pelos fracassos? [40:00] Participante Não. [40:00] Carlinhos Maia Vocês gostam do coitadismo. Amor- [40:03] Participante Não é questão de coitadismo [40:04] Carlinhos Maia ...eu cresci assistindo filme onde os Velozes e Furiosos passavam aqueles carro na minha frente. Eu sonhei com aqueles carro. [40:09] Participante Sim, sim. [40:09] Carlinhos Maia Eu vou mostrar meus carros. Vocês têm um problema de que se o outro venceu e se eu não venci, "meu Deus, ele tem o ego lá em cima". [40:15] Participante Não, você- [40:15] Carlinhos Maia Vocês que são coitados demais [40:16] Participante ...você tem o ego lá em cima por coisas que é irrelevante. Você tem o ego lá em cima, porque você se vende em cima das pessoas. [40:24] Carlinhos Maia Que pessoas eu me vendo? [40:25] Participante O rancho, o rancho. As pessoas querem, querem porque querem. Inclusive tem pessoas aqui que estão em v-- em busca de uma, uma vaga do van, do rancho, entendeu? Que eu acho in-- completamente irrelevante, mas- [40:37] Carlinhos Maia Eu tô achando que vocês gostam mais de mim do que me odeia, sabia? [risos] Eu tô sentindo essa energia. [40:41] Participante Não, porque pra mim, pra mim você não faz diferença na minha vida. [40:44] Carlinhos Maia Não sei. [40:44] Participante Entendeu? [40:44] Carlinhos Maia Cê me olha com um olhar de quem ama. [40:46] Participante Não, não. [40:47] Carlinhos Maia Vai. [40:47] Participante Não preciso disso. [40:48] Carlinhos Maia Hã. [40:48] Participante Mas a questão é que assim, você tem que estar o tempo todo em cima da mídia, entendeu? As suas coisas, as coisas que você faz não são relevantes, principalmente pra sociedade, entendeu? [41:02] Carlinhos Maia Ó, vamo lá. Como é seu nome? [41:03] Participante Carol. [41:04] Carlinhos Maia Carol, vamo voltar dez anos atrás rapidinho, tá? [41:06] Participante Tudo bem. [41:07] Carlinhos Maia Há dez anos atrás, ninguém, ninguém tinha coragem de mostrar onde morava, a sua casa, a sua mãe, a sua rotina. Todo mundo fingia ser alguma coisa, tinha vergonha da própria mãe, porque eu já estive nesse lado. [41:19] Participante Hum. [41:19] Carlinhos Maia Há dez anos atrás, eu acho que meu feito mais legal, que eu acho que é por isso que há tanto tempo ainda me sustenta, é porque graças à vila, graças à forma como a gente quebrou tudo isso, fez o pobre hoje ter autoestima, que foi o que eu sempre vendi na internet. [41:33] Participante Ok. [41:33] Carlinhos Maia Hoje todo pobre se filma, hoje todo pobre filma sua mãe, hoje todo pobre não tem mais vergonha da casa. [41:38] Participante Uhum. [41:39] Carlinhos Maia Por quem? Quem fez isso acontecer? Até onde eu sei, foi a gente, foi a vila. Até porque se você pegar os livros de português das escolas públicas hoje, tem quatro páginas falando da minha história. Eu acho que esse pra mim foi o ato mais importante, fazer a, o pobre ter autoestima. [41:51] Participante Tá. [41:51] Carlinhos Maia Pra, pra mim acabou. Então vocês querem coisas absurdas de mim, que eu, que eu, que eu faça coisa... Ca-cada um tem as suas pautas. Tem pautas que eu não quero me envolver mesmo, que não vale a pena e pronto. Porque no fim das contas só se lasca a gente. Entendeu? [42:03] Participante Uhum. [42:04] Carlinhos Maia E é isso, eu cansei de falar, juro por Deus. [42:05] Participante Não, olha, assim, é, pra mim, eu nunca vi você em livro de história nenhum. [42:11] Carlinhos Maia Ah, cê não estuda mais, tá velha. Quantos anos cê tem? [42:13] Participante Eu tenho vinte e três. [42:14] Carlinhos Maia Ah, tá nova. Cara de véia. [risos] Vá, vá simbora, vá. É um povo da, da pressão baixa, que é isso. Vai. Outra fã, já senti logo. É, o meu povo é esse, vocês deviam tá tudo no rancho. Tirando os dois aqui que eu acho que esses que me odeiam. [42:28] Participante Então, eu sou a Bebel Belinch. [42:30] Carlinhos Maia Cê é o quê? [42:30] Participante A Bebel Belinch, tô me apresentando pra você. Aí o que acontece, eu sou nordestina, olha que legal, igual você. Sou, tenho pouco estudo. Legal, né? Então, cresci, como você falou aqui pra eles, que a gente tem que se amar. Literalmente eu me amo, graças a Deus. E eu te aprovo com esse teu amor, lógico, maravilha. Eu me criei sem pai e sem mãe e tenho, sou uma grande empresária e eu me amo. Mas dessas pessoas que trabalha pra mim, como você falou pra um rapaz que tava sentado aqui, quantos apartamento você, quantos apa-- como, mais ou menos isso, quantos cê deu pra seus funcionário? Pergunta pra mim. [43:06] Carlinhos Maia Quantos apartamentos cê deu pros seus funcionários? [43:08] Participante Você. [43:09] Carlinhos Maia Hã? [43:09] Participante É, você deu pra seus funcionários. [43:09] Carlinhos Maia Não entendi nada, cê tá muito doida. [43:11] Participante Quanto, não tô, meu amor. [43:12] Carlinhos Maia Eu não tô entendendo nada, Bebel. Me fala. [43:14] Participante Você perguntou pra ele quantos apartamento, quantas coisas você já deu. [43:17] Carlinhos Maia Aham, ah sim. [43:18] Participante O rapaz- [43:18] Carlinhos Maia E aí eu tenho que fazer o que agora? [43:19] Participante Pergunte pra mim. [43:20] Carlinhos Maia Quantos apartamentos cê deu pros seus funcionários? [43:21] Participante Sim, eu também tenho funcionário. [43:23] Carlinhos Maia Quantos? [43:23] Participante Bastante, te garanto. A maioria que trabalha comigo, vá-vários deles têm apartamento. Cê viu? Eu me amo. E é isso. Isso é um conselho. As pessoas que trabalha com a gente, a gente não precisa humilhar. Isso é legal. [43:32] Carlinhos Maia Mas eu não humilho ninguém, não, Bebel. Cês tão muito doida. [43:35] Participante Não, eu entendo o ladinho de você. [43:36] Carlinhos Maia Não. [43:36] Participante Eu entendo, eu entendo que cê faz humor. [43:39] Carlinhos Maia É, num, é. [43:40] Participante Entendeu? [43:40] Carlinhos Maia Nada. [43:41] Participante Obrigada. [43:41] Carlinhos Maia Nada, gostosa. [aplausos] [43:43] Participante Oi, Carlinhos. [43:45] Carlinhos Maia Oi. [43:45] Participante Sou de Pernambuco também, lá do Nordeste. Bom, a pauta que eu vou falar com você é uma pauta sobre os seus personagens do rancho. Eu acho que a maioria das pessoas que você leva pro rancho são homossexuais, são pessoas trans, são pessoas que levantam a bandeira porque elas querem ser livres. [44:01] Carlinhos Maia Uhum. [44:01] Participante E você é uma pessoa que diz que não tem lado político, até deu entrevista pro Léo Dias informando que não tem lado político, então as pessoas você acha que ajudar ela é só dar dinheiro? Porque existem pessoas que lutam por essa pauta que é LGBTQIAPN+, e você enche seu rancho, ganha dinheiro com elas, ganha engajamento com elas, ganha números, mas na hora de ajudar, de levantar uma bandeira, que a gente sabe que no Brasil existe só dois lados, não tem meio, você corre. [44:28] Carlinhos Maia Mas menino, o que bandeira a mais cê quer que eu levante? Porque se eu já estou dando oportunidade pras pessoas falarem o que elas quiserem pra, sei lá, trinta, quarenta milhões de pessoas, o que que cês querem mais de mim? Tem, é questão- [44:39] Participante Mas a... [44:39] Carlinhos Maia É questão de personalidade. Tem gays que são de um estereótipo tal, tem outros que são de estereótipo tal. Eu tenho a minha vida independente da minha sexualidade, e a gente ma-- tá no século 21, as pessoas não querem mais só, é, é, é falação, entendeu? Eu tô lá fazendo meu trabalho, dando oportunidade. Quem gostar, não gostou, quem gostar, gostou. E tá tudo bem, a gente não vai amar todo mundo. Eu detesto muita coisa também, eu detesto vários de vocês, entendeu? Mas eu não tô toda hora querendo que vocês lutem por alguma coisa que eu acredito. Cê não acredita? Não é você que quer se vestir assim? Não é você que quer estar assim? Então vai lá, lute por isso. Nem tudo é s- [45:10] Participante Então tem personagem lá que é chacota e você já tá dando essa visibilidade pra ela. [45:14] Carlinhos Maia Chacota, não chacota porque quer. [45:15] Participante E já tá valendo, né? [45:16] Carlinhos Maia Não, chacota porque quer. Porque se vocês me acompanham, a questão de vocês haters é o seguinte: que vocês não acompanham. Então não dá pra vocês terem uma opinião formada em, em, em coisa que sai em página de fofoca, em coisa que sai na mídia negativa. A gente tá trezentos e sessenta e cinco dias trabalhando lá, coisas incríveis acontecendo, projetos incríveis. Inclusive eu criei um c-- eu, eu criei um centro de, centro de hemodiálise no interior da, da cidade de Penedo, onde as pessoas não estão mais morrendo pra ir pra, pro, pra capital. [45:40] Participante Mas a pauta, a pauta é a comunidade. O que é que você faz pra ela? [45:42] Carlinhos Maia Não, eu tô fa- [45:42] Participante A não ser jogar na internet. [45:44] Carlinhos Maia Não, aí é que tá a diferença. [45:45] Participante O rosto delas passando vergonha, passando mico. [45:47] Carlinhos Maia Aí é que tá. [45:47] Participante Sendo humilhada por você. [45:48] Carlinhos Maia Aí é que tá a diferença. [45:50] Participante Não, a pauta é essa, você tá criando outra pauta aí. [45:50] Carlinhos Maia Outro pezinho, pera aí, escuta. [45:51] Participante Outra pauta aí. [45:52] Carlinhos Maia Ó, a diferença- [45:53] Participante Que não tem nada a ver com o assunto, Carlos. [45:54] Carlinhos Maia A diferença do, do, do me-- desse gay pra você. [45:57] Participante Sim. [45:57] Carlinhos Maia É que você só tem esse assunto, da porra da, da comunidade. Eu estou falando do centro de hemodiálise. [46:01] Participante Você não é, você não é da comunidade? [46:03] Carlinhos Maia Carlinhos, eu sou do mundo. [46:04] Participante Ah. [46:04] Carlinhos Maia Eu era da comunidade quando eu morava na vila. [46:06] Participante Ah, mas você não é da comunidade LGBTQIAPN+. [46:09] Carlinhos Maia Por que que na comunidade vocês se odeiam? [46:10] Participante Porque você... [46:10] Carlinhos Maia Vocês se detestam. [46:11] Participante Você leva o seu relacionamento nas redes sociais. [46:14] Carlinhos Maia Porque é pra dividir com o meu público. [46:15] Participante E agora quer sumir. [46:16] Carlinhos Maia Que nada, você, ó, pra come-- deixa eu continuar. Pra começar, vocês se detestam, os viado, vocês se detestam. Cês gostam só de diva pop. Um viado fez sucesso, vocês odeiam. Vocês fingem ali um momento pra dizer que se adoram, vocês se detestam e se odeiam. Pronto, acabou. Tanto é que teve que fugir pra outros núcleos pra poder ter uma visibilidade legal, porque os viados se detestam. [46:33] Participante Olha aí. [46:33] Carlinhos Maia Vaza embora. [46:34] [riso] [46:35] Participante Prazer, meu nome é Giovanna. [46:37] Carlinhos Maia Prazer, Gio. [46:38] Participante Eu acabo de fazer dezoito anos. E eu gostaria de falar pelos jovens, sobre a perspectiva jovem, né. A gente sabe que com o advento da internet, cada vez mais presente nos lares de todo mundo, às vezes tem jovem que não tem uma estrutura familiar bem definida, que ainda não tem o intelectual muito definido, que às vezes ele abre a internet e fala: "ai, vamo ver o que eu encontro pra me inspirar, pra ver minha personalidade, pra eu imitar", porque o jovem imita muito, cê concorda? [47:05] Carlinhos Maia Uhum. [47:06] Participante Então assim, eu gosto de uma frase que eu queria trazer pra cá, é indispensável. É, do Pequeno Príncipe: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Eu acredito assim que você cativou um público enorme, isso é mérito seu. Você saiu de baixo e você conquistou um público enorme. Mas eu acho que justamente por você ter cativado um público jovem, justamente por você ter cativado milhões, você tem a responsabilidade sobre eles. E você também tem a responsabilidade sobre o seu conteúdo, sobre a qualidade do seu conteúdo. Cê concorda? [47:36] Carlinhos Maia Uhum. É, eu... É difícil porque eu tenho uma linguagem desde o começo, cê entende? [47:41] Participante Uhum. [47:41] Carlinhos Maia E eu sempre deixei muito claro que eu acho que o grado de jovem, de criança, tem que ser algo analisado pelos pais. Eu sou um homem de trinta e quatro anos, então eu faço um conteúdo pra adulto. Eu sempre deixei claro, eu sempre bati nessa tecla, eu sempre falo: "Gente, sou velho mesmo". Já pra afastar u-um pouco dessa, dessa galera mais jovem, mas não dá, meu conteúdo tem uma linguagem de humor, tem uma linguagem de raciocínio, sempre teve isso. Então óbvio que tem algumas coisas que eu me passo, né, óbvio que tem algumas coisas que eu faço por pirraça mesmo, porque são tantos ataques o tempo todo, que chega uma hora que a gente faz assim: "Sabe de um, eu vou devolver pra essa pessoa". Porque geralmente é assim: eu não acompanho, eu nunca assisti, mas eu vou atacar. Então eu vou lá e dou um pouco daquilo pra pessoa sentir, sabe? Mas quem me acompanha, não é à toa que há tantos defensores. Porque quem me para nas ruas, eu, eu viajei pra fora agora, se você ver, é, na porta do hotel em Paris, tava lotado de gente. E muita gente com classe, que estudou, que fez faculdade. Por que há tantos defensores? Porque me acompanha todos os dias. Então não dá pra você ta-- um, um programa diário, não dá pra você não errar algum momento. Não dá pra você não se passar. Não dá pra você não fechar uma marca que talvez você não entenda. Ai, que deu algum problema. A gente não tem como entender isso tudo. Mas é porque as pessoas aqui do Brasil têm essa coisa do vira-lata, eles ignoram qualquer feito legal e positivo e eles só pegam a parte ruim. Então chega uma hora que eu sou ruim mesmo também, eu vou lá e dou o pior de mim pra eles. [48:57] Participante Tá, eu entendo que é a sua forma de gerar engajamento, eu entendo que a Virgínia tem uma, né? [49:01] Carlinhos Maia Uhum. [49:01] Participante Te fizeram uma analogia sua com a Virgínia. Eu acho que cada um tem, cada influenciador tem o seu jeito de conquistar o público, tal, e eu respeito o seu jeito. Só que eu acho que assim, ainda assim, Carlinhos, mesmo que você coloque, é, eu já vi um, um trecho seu, da, da Vila, algo assim, um projeto seu, que você colocou um símbolo de... [49:21] Carlinhos Maia Dezoito anos. [49:22] Participante Isso, exatamente. Eu acredito que ainda assim, você sabe que tem crianças, que tem adolescentes, que tem pessoas que têm o intelecto ainda não completamente formado, que assiste o seu conteúdo. [49:31] Carlinhos Maia Sei, mas isso é uma responsabilidade dos pais. Por exemplo, eu não tive filhos. [49:35] Participante Uhum. [49:35] Carlinhos Maia Porque eu sei que, que esse mundo, que esse universo, eu não vou ter capacidade de criar crianças pra esse universo. [49:41] Participante Uhum. [49:41] Carlinhos Maia Então eu não tive filhos. Então, o cara lá de trinta e quatro anos, ele não vai mudar o conteúdo por causa das crianças dos outros. [49:48] Participante Uhum. [49:48] Carlinhos Maia É igual aquilo, é seu filho, amor, você que gere si o que você, o que ele tá assistindo ou não. O meu conteúdo é um conteúdo de adulto, você entendeu? É muito claro, responsabilidade de criança é responsabilidade dos pais. Não é do influenciador A mais B, porque senão o mu- o mundo é isso. Então tem várias faixas etárias. Eu sempre coloquei desde o começo da Vila, o dezoito, inclusive. Fui eu que criei essa coisinha. Criei não, né? Copiei da televisão quando tinha as faixas etárias ali, justamente pras pessoas não deixarem. E eu deixava claro: "Tire as crianças da sala". Mas aí, se vai fugir outro conteúdo e a criança tá com o celular assim, é, é, é, drasticamente, isso é mais responsabilidade dos pais do que do influenciador que tá gravando stories. [50:23] Participante Não, tudo bem, nós pensamos de forma diferente e é válido. Obrigada pela experiência. [50:27] Carlinhos Maia Nada. [tosse] [vinheta] Olá, tudo bem? [50:38] Participante Vamos lá. Na época que o Felca falou sobre adultização- [50:41] Carlinhos Maia Uhum. [50:42] Participante Você veio pra internet falar que nunca usou criança pra ganhar engajamento. Cê usou, sim. Posso citar nome, Andriele, a Brenda Isadora e a que se revoltou com a mãe pós-fama, que foi a Ana, a Ana Richelle, correto? [50:55] Carlinhos Maia Uhum. [50:55] Participante É, cê falou que não tinha usado criança, isso não é usar criança? [50:58] Carlinhos Maia Não, não, acho que cê entendeu errado. Eu sempre bati-- cê entendeu errado, Jesus. [51:02] Participante Tá. [51:02] Carlinhos Maia Eu sempre bati na tecla de-- inclusive eu fui uma das pessoas que falou sobre o caso Whindersson Santos lá atrás sobre as crianças, tanto é que a gente não se dava bem por isso, certo? Então, as crianças que apareciam no meu conteúdo, uma delas é a Brenda Isadora, que era minha sobrinha- [51:16] Participante Sim [51:16] Carlinhos Maia ...no começo da internet e nunca foi adultizada, nem sexualizada. [51:20] Participante Não, não tô falando a questão de adultizar a criança. [51:22] Carlinhos Maia Hã. [51:22] Participante Mas usar a criança pra ganhar engajamento ou hypar ali em cima da criança. [51:25] Carlinhos Maia Se você- [51:26] Participante Muitas vezes. [51:26] Carlinhos Maia Você nunca me acompanhou, não, né? [51:27] Participante Eu acompanho você até hoje pra te crit-criticar, com certeza. [51:30] Carlinhos Maia Então isso é amor. Xô lhe dizer- [51:32] Participante Não [51:32] Carlinhos Maia ...é o seguinte: eu cresci na internet, não foi com ninguém. Eu cresci na internet com a minha mãe, eu e minha mãe. Lá atrás, há dez anos atrás, meus vídeos já batiam dez, quinze milhões. [51:39] Participante Eu conheço essa história. [51:40] Carlinhos Maia Eu e minha mãe. E aí eu fui mostrando as pessoas em minha volta pra ajudar a comunidade, inclusive, mas eu fiquei famoso, eu sozinho, tem vídeos meus sozinho. As pessoas têm essa coisa de, de coloquei criança- [51:50] Participante Não [51:50] Carlinhos Maia ...coloquei pessoas, não tem. As três criança que apra-- as três que apareceram no meu conteúdo, uma delas foi a Brenda Isadora, que é minha sobrinha, no começo da internet, então- [51:57] Participante Sim [51:57] Carlinhos Maia ...onde todo mundo filmava todo mundo. [51:59] Participante Mas usou. [51:59] Carlinhos Maia Pô, era minha sobrinha, tava na minha casa. [52:02] Participante Não, a questão é ser criança. [52:03] Carlinhos Maia Não usei, eu filmei. E quando ela comp- [52:04] Participante A questão é criança [52:04] Carlinhos Maia ...e quando ela completou cinco anos, eu, eu coloquei ela na escola particular, e até hoje ela não aparece nos meus vídeos. [52:09] Participante Não é sobre o que você deu, o que você proporcionou. Mas você falou que não us-- não tinha usado nenhuma criança. [52:14] Carlinhos Maia Mas- [52:14] Participante Pra referenciar [52:14] Carlinhos Maia ...primeiro que essa palavra usar, realmente não usei. Então não usei nenhuma criança. [52:18] Participante Tá. [52:18] Carlinhos Maia Com certeza eu falei. [52:19] Participante Tá. [52:19] Carlinhos Maia Então as crianças que apareceram no meu conteúdo, primeiro foi Brenda Isadora, que eu tenho muito orgulho, que só tira 10 na escola, porque eu proporcionei através dos vídeos pra ela uma escola particular, é, automóvel, uma casa própria junto com a mãe dela e tudo mais. A outra foi Andriele, que é um fenômeno, que fez coisas na Globo, porque tem criança artista também. Cês têm que começar a entender que tem criança artista e que vai ser filmada, ok? [52:40] Participante Que a mãe usa hoje pra divulgar a Betty. [52:41] Carlinhos Maia Aí é problema dela, porque ela divulgue ou não divulgue, eu sei que a criança é artista, fez série na Globo, graças a mim, mudou a vida dela, tá? E a terceira, que foi a Ana Richelle, que ficou horas dormindo atrás do, de um evento que a gente fez junto com a sua mãe, é, pra pedir uma oportunidade pra ajudar ela na, na internet. Então, as três crianças, a-a-as três tavam acompanhadas da mãe, nunca foram sexualizada. Quando a Ana Richelle colocou o primeiro biquíni, eu fui o primeiro a dizer: "Ó, cê não vai participar mais, porque você tá se sexualizando", ok? [53:09] Participante Tá, outro assunto que foi, cê não gostava do Whindersson, tava nítido ali. Porém, depois que o Felca começou a seguir você, cê mudou as suas palavras, sua forma de defender. Cê meio que cê defendeu ele naquela entrevista pro Léo Dias, correto? [53:22] Carlinhos Maia [interrupção] [vinheta] Voltei, rapaz. Vamo lá. Voltei, rei. Vambora. [53:33] Participante Você confunde muito autenticidade com arrogância. Você sabe a diferença das duas palavras? [53:40] Carlinhos Maia Eu acho que eu tenho as duas. [53:41] Participante Ah, perfeito, eu também acho. [53:42] Carlinhos Maia Eu, eu uso elas- [53:43] Participante Mas acho mais arrogante do que autêntico. [53:45] Carlinhos Maia Mas você não convive comigo todos os dias em casa, você, você convive com o Carlinhos Maia da internet. [53:49] Participante Mas você acabou de se falar que cê se mostra 365 dias por ano. [53:53] Carlinhos Maia Ok, mas é por isso que eu estou dizendo, você acha só uma, porque você convive com uma personalidade, 360-- o, o cara que também faz o conteúdo, faz rancho, faz projetos, mas em casa, no dia a dia, quando desliga os stories, você não convive, então cê não tem como saber. [54:05] Participante Pois é. Então já que você tá falando isso, eu vou entrar um pouquinho na sua vida pessoal, porque todo mundo aqui não fala da vida pessoal. Mas o que você mostra nas redes sociais é a sua vida pessoal, você cresceu com isso, você ganhou dinheiro com isso. Você tá usando o seu ex-marido pra limpar a sua imagem, que você está cancelado e perdendo seguidores, nessa novelinha de que volta, de que não volta, inclusive com essa nota que saiu ontem e hoje no Léo Dias. O que você tem a ver com essa nota? [54:32] Carlinhos Maia [suspiro] Cân-- você tá cancelado. Meu Deus do céu, como cês gostam dessa palavra, né? O que é cancelado pra você? Eu não me sinto cancelado em porcaria nenhuma. Se eu, se eu me sentisse cancelado, eu faria como várias e várias vezes, é, tantas empresas: "Gente, quer, ó, vamo levar sua imagem prum lado", eu nunca quis. Eu vou ser cancelado todos os dias da minha vida, porque eu vou ser autêntico. Não tô limpando, não tô usando o Lucas pra nada. A gente tem um, a gente tem uma história incrível, a gente se conhece desde os 16 anos. Isso não vai mudar, cês têm que aceitar que tem pessoas que terminam e que se gostam, que têm carinho, é o que tá acontecendo. Tanto é que o Lucas está no auge do sucesso dele, fazendo o maior sucesso no SBT, e ele vem até mim porque ele entendeu que na vida dele eu fui muito mais importante do que o nosso relacionamento. Então vocês vão ter que ver a gente juntos várias vezes. [55:13] Participante Ele vem até você ou você chama? [55:14] Carlinhos Maia Eu chamo, eu ligo, ele vem porque quer. Não tem problema. Qual é essa questão? Cês têm uma coisa com relacionamento chata, hein? [55:20] Participante Não, não tenho não, sou casado há 23 anos, não tenho nada com relacionamento. Eu só quero entender como funciona a tua cabeça, pra isso eu tô aqui. [55:25] Carlinhos Maia Funciona que a gente tem uma relação muito boa de, de amizade, certo? E, e acabou. Ele tá ficando com as pessoas, a gente conversa sobre isso. Então não tô usando pra nada. Amanhã, com certeza, quando esse negócio sair, eu vou ser cancelado novamente e vou continuar existindo e fazendo as mesmas coisas. [55:38] Participante Perder seguidores e comprar de volta não é um c-- um tipo de cancelamento? [55:42] Carlinhos Maia Eu não sei, cê comprou pra mim? [55:43] Participante Não, lá no seu, no seu Instagram tem, tem diversos seguidores duvidosos. [55:47] Carlinhos Maia Ai, meu filho. Aí eu já não sei. Pronto, agora, agora eu compro seguidor. Pronto. Agora- [55:51] Participante Bom, pelo- [55:51] Carlinhos Maia Agora eu compro seguidor [55:52] Participante ...pelo que a gente vê lá. Mas, hã, mas, tá, vamo deixar a parte de seguidor pra lá. Vamos pro próximo tópico. Cê ainda tá apaixonado pelo Lobato? [55:58] Carlinhos Maia Não, você é, você é Sônia Abrão, é? Que mulher fofoqueira é essa? [56:01] Participante Sou, eu trabalho com ela. Trabalho com ela. [56:03] Carlinhos Maia Que mulher- [56:03] Participante Trabalho lá no programa dela. [56:04] Carlinhos Maia Gente, cê é fanfiqueira, viu? [56:06] Participante Cê não vê lá no programa dela, não? [56:07] Carlinhos Maia Não, não tô mais- [56:08] Participante Trabalho lá [56:08] Carlinhos Maia ...tô mais apaixonado, não. Tô bem, tô livre, tô sozinho. [56:10] Participante Não? Largou a mão dele? [56:11] Carlinhos Maia Não, larguei a mão, não. Só não tô mais apaixonado. [56:13] Participante Ele tá depressivo lá, cê viu os vídeos que ele fez? [56:15] Carlinhos Maia Me... Vaza um áudio. [56:16] Participante Cê deu algum apoio pra ele? [56:17] Carlinhos Maia Mais toda pessoa pega uma depressão aí. [56:17] Participante Cê deu algum apoio pra ele? [56:19] Carlinhos Maia Ai, dei todo apoio do mundo, ele é gente boa demais. [56:21] Participante Fala a verdade, cara. [56:22] Carlinhos Maia Eu dei- [56:22] Participante Por que que te incomoda falar sobre o Lucas Lobato? [56:25] Carlinhos Maia Não é que me incomoda, não, é porque eu acho tão uma... [56:28] Participante Cara, é a pauta da sua vida hoje. [56:29] Carlinhos Maia A maioria. Vá-simbora, vai, Thiago, vai. Senta lá. Eu achei o episódio divertidíssimo. Óbvio que teve umas pesadas de clima aqui, com certeza. Eu acho que eles, eles levantaram pautas interessantes. Eu acho que a questão da Betty sempre vai ser, é, uma pauta a ser, é, falada, e tá tudo bem, cada um tem uma visão. Essa coisa da humilhação que eles falam muito, eu acho que é mais uma visão de quem não me acompanha mesmo, e tem horas que eu tô irritado mesmo e, e, e sou severo em algumas coisas com gente chata que tá ali atrapalhando meu trabalho e que as pessoas não veem nos bastidores. É, mas no mais eu, eu gostei, gostei de verdade. Nas vezes que eu fiquei calado, que eu não tenho que falar mesmo, tem coisas que eu não tenho que falar mesmo, ouvi. É, a, a, a, aquela do ca-- cadê a mina do-- essa aqui me esculhambou, fechou, a da comunidade, do cabelo amarelo com rosa, não sabia o que falar pra ela. Me assustou um pouco essa coisa, essa personagem, essa imagem dela, não sei lidar, mas ela falou coisas relevantes. Eu acho que eles só têm que parar com essa putaria de negócio de pronome e trabalhar. Cês tão muita- Respeitar. Cês tem muito é vagabundo, cês têm que trabalhar, começar a trabalhar, entendeu? Não, é essa aqui. Não, esse povo aqui, esse, esses, esses coloridos, eles são muito vagabundo. Tem que-- explorar o outro, vagabundo é explorar os outros. Olha a cara da mulher, vai explorar o quê? A mulher quer a folha da maconha no negócio, maconheira. Que nada. Ai, amei, amei, amei. Me chame de novo, vai. [aplausos]