1 Médico vs 30 Antivacina (Canal Foco) https://www.youtube.com/watch?v=u6Hwi3owiyc [00:00] Participante Que é muito fácil pra um médico, que provavelmente também tem ligação com a indústria farmacêutica, então é muito mais vantajoso pra você indicar o remédio do que indicar uma vida saudável. [00:09] Participante Uma pessoa morrer pra setecentas mil pessoas se sentirem um pouco mais seguras. [00:14] Renato Kfouri Não, sentirem, não. [00:15] Participante Eu fiz oitenta e seis churrascos na pandemia e covid. [00:18] Participante Tem muitas relações entre vacinas e crianças que desenvolvem autismo. [00:21] Renato Kfouri Pais que não vacinam seus filhos são negligentes. [00:24] Participante Mas o sol, ele é o maior agente de cura que existe. [00:28] Renato Kfouri Algum país do mundo manda tomar sol pra tratar alguma doença infecciosa? [00:31] Participante Que a gente é contra pessoas que não querem se vacinar, serem obrigadas a se vacinar. [00:36] Participante O meu corpo, minhas regras só vale se eu quiser abortar, se eu quiser sair pelada na rua. [00:40] Participante Ninguém conhece mais o próprio filho do que o pai e a mãe. [00:43] Participante Nós temos o livre arbítrio, né? Meu padrasto, minha mãe nunca tomaram a vacina e são saudáveis, né? [00:47] Renato Kfouri Se todo mundo pensa que nem você, nós corremos o risco dessas doenças voltarem e as epidemias que já foram controladas voltarem a acontecer novamente, atingindo principalmente as crianças. Eu sou Renato Kfouri, pediatra, infectologista, e hoje eu estou aqui cercado por trinta pessoas antivacina. Mentiras contra vacinas matam pessoas. [risos] Vamo lá falar sobre esse tema de c-- da desinformação e como que isso atinge todos. [01:25] Participante Desinformação ou enganação? [01:27] Renato Kfouri E eu, e eu digo ainda, profissionais da saúde eu incluo nesse, nesse, ne-ne-nesse time de pessoas que às vezes, neste mundo digital especialmente, sofrem a influência do que a gente chama da desinformação ou da excesso de informação, e acabam muitas vezes, é, sem uma avaliação mais crítica e acabam reproduzindo esse comportamento. O que que cê tem a dizer com isso? Sobre isso. [01:51] Participante Tá. Euuu, eu, da, da, das vacinas antigas eu num, num, num nasci naquela época, eu não vivi aquilo, então assim, eu só vim com a consequência e recebi a vacina. [01:59] Renato Kfouri Tá. É aliás, por isso que cê tá aqui inclusive. [02:01] Participante Por isso que eu tô aqui, pode ser, pode ser, não, não reclamo disso. [02:03] Renato Kfouri Não, não todos, mas muitos dos que estamos aqui nessa sala só estão aqui porque seus pais se vacinaram e vacinaram seus filhos. [02:09] Participante Sim, aí a gente entra nessa questão, a obrigatoriedade, né? Então a gente foi enganado. A gente foi enganado, mas a gente é obrigado. [02:15] Renato Kfouri As crianças são obrigadas. [02:16] Participante As crianças são obrigadas, mas os adultos também foram obrigados. [02:20] Renato Kfouri Não. [02:20] Participante Há alguns anos atrás, tudo bem? [02:21] Renato Kfouri Na Covid, cê tá dizendo? [02:23] Participante Sim, mas não vamos ficar falando só disso, senão vai ficar muito chato. [02:24] Renato Kfouri Não, só dizer, na Covid tinha regulamentos sanitários internacionais. [02:27] Participante Eu tô dizendo as duas-- isso, eu tô dizendo as duas realidades, tá? [02:28] Renato Kfouri Tá bom. Boa. [02:29] Participante A minha realidade hoje, qual que é? É a Covid, foi que eu passei por isso. [02:32] Renato Kfouri Tá. [02:32] Participante E foi drasticamente, tá? Sou totalmente contra e-- mas assim, as antigas, foi o que eu falei, eu vivi sobre isso, posso tá salvo por isso ou posso não estar salvo, tá? Mas como é que eu tô enganando outras pessoas, tá? Po-- pelo que, pela s-- pela vivência que eu tenho, pelas situações, tá? Assim como vocês também erram, só que daí entra naquela questão: a gente erra, mas a gente não assume o erro. Aí quando o lado da população erra, aí é culpa da população, entendeu? Então eu queria entender isso daí. É só a gente que erra, só a gente que é mentiroso, só a gente que engana e vocês são santos, é isso? O lado de vocês, não tô dizendo o senhor. [03:08] Renato Kfouri Sim, sim. [03:08] Participante Eu tô dizendo o seu lado. [03:09] Renato Kfouri Sim, a ciência, a ciência. [03:11] Participante O lado da Covid, lado da ciência. [03:11] Renato Kfouri Nós tamo falando de ciência. É, é, o que nós defendemos é a medicina ou as recomendações baseadas em evidências, em ciência. Então pra gente fazer uma recomendação: olha, você pre-- pra diabetes é bom que você tome esse remédio. [03:25] Participante Isso. [03:25] Renato Kfouri Pra você não ter câncer, é melhor você tomar a vacina do HPV, porque o HPV pode levar ao câncer. Não tem câncer de colo de útero sem infecção pelo HPV. Então se você não tem infecção pelo HPV, cê não vai ter câncer de colo de útero, no caso da mulher. Não fume, porque fumar faz mal pra sua saúde. Cê pode ter um enfisema, cê pode ter um câncer de pulmão. Tome vacinas, porque o seu risco de desenvolver uma meningite, uma pneumonia, é muito maior do que se você não for vacinado. Nenhuma vacina é cem por cento garantida. [03:50] Participante Isso. [03:51] Renato Kfouri Então essa conversa de eu tomei a vacina da Covid e tive Covid, ótimo. Meu Deus, da gripe, mesma coisa. Não é cem por cento eficaz nenhuma das vacinas. Na maioria das vezes, a vacina tem o principal objetivo de prevenir forma grave, hospitalização e morte, eu tô falando. Então quando você fala de que vacinas, é, que, que essa desinformação, que a gente, que é o papo de agora. A gente fala que você foi contaminado eventualmente porque você ouviu o discurso antivacina. Eu nunca tomei vacina e tô aqui ótimo. Eu ti-- meu vizinho tomou vacina e tá lá na, na, na UTI porque não adiantou nada, a vacina não protegeu ele. Esses relatos não são a base da ciência. A gente faz estudos comparando. Quantas pessoas se internaram? Tantas. Quantas dessas tomaram vacinas? Quantas não tomaram? Comparo quem tomou placebo, uma substância que na vacina com vacina, quanto ela protegeu? Quais são os riscos do medicamento ou da vacina? Quais são os riscos da doença? E a gente vai construindo as recomendações em vacinação baseada nessas evidências. Assim a gente faz. Então qualquer ruído, qualquer comunicação ou desinformação que a gente, ou infodemia, que é a palavra da moda, né? Epidemia de, de, de, é, de, de informação, que ro-- nas redes sociais se amplificam com muita facilidade, atinge você. Se eu tô aqui, pô, tô dizendo, esse cara morreu. Tomou a vacina e morreu. Esse aqui tomou a vacina. Então isso traz uma insegurança pra população. Então essa disseminação desse conhecimento, especialmente, ou dessa falta de conhecimento, ou essa desinformação. E aí vem a grande pedra no nosso sapato é que muitas vezes oportunistas profissionais da saúde são os veiculadores dessa informação. [05:33] Participante Tá. [05:33] Renato Kfouri E atinge pessoas que nem você. Mas é o doutor que tá falando. É o doutor que tá dizendo. O doutor que nem eu, sei lá se é que nem eu, melhor que eu, pior que eu, mas é um doutor como eu, que tá lá vestindo o seu jaleco, dizendo na internet que não tome vacina, isso faz mal, isso vai ser um dano da, da- [05:50] Participante Assim, assim como tem também aqueles que fazem o inverso. [05:53] Renato Kfouri Não, e aí ao contrário do que a- [05:54] Participante O médico que tá ali recebendo por fora e indicando o remédio x, indicando a vacina x. [05:58] Renato Kfouri Eu insisto nisso, a vacina é muito mais barata do que qualquer remédio [06:05] Participante [som de batidas] Se quem tá querendo-- ó, sempre que há um discurso antivacina na internet, cai, derruba. Se chega alguém pra falar antivacina no Instagram- [06:19] Renato Kfouri Existe uma legislação pra isso, né? [06:20] Participante Derruba. A gente aqui tá brigando contra a obrigatoriedade. Então, se você tá achando que as, há, há doutores que estão enganando a população no discurso contra a vacina, então por que que a gente então não propõe, te proponho aqui agora, um debate com médicos que são a favor da-das pessoas terem o livre-arbítrio de se vacinarem ou não e darem os seus argumentos contra a vacina. A gente pode fazer esse debate, então? Eu, eu, eu consigo esses médicos. [06:46] Renato Kfouri Deixa, deixa eu- [06:47] Participante Vocês propõem fazer esse debate? [06:48] Renato Kfouri Deixa eu te explicar. [06:49] Participante A gente quer a discussão. A gente tá lutando aqui pra que haja discussão. Não há discussão, há imposição de informação. Como é que vocês que cala as pessoas dissidentes estão falando que essas poucas pessoas dissidentes estão enganando, ou seja, elas estão sofrendo censura pra tentar impor as suas ideias e essas pessoas são as enganadoras, enquanto as que impõem, não, é, essas têm a verdade absoluta, essas sabem de tudo e essas têm o poder de calar os seus próprios dissidentes de profissão. [07:16] Renato Kfouri Deixa eu te falar um pouquinho isso não. As, as pessoas com quem você tá, a quem você tá se referindo como querem impo-impor, são organismos internacionais, são sociedades médicas, são organizações como Organização Mundial de Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Ministério da Saúde, CDC dos Estados Unidos, da, da, da, de Londres, de onde você quer que seja. É que nor-- Deixa eu falar. [07:39] Participante Não, tudo bem. [07:40] Renato Kfouri Deixa eu falar. [07:41] Participante Podem errar ou não? Ou porque ele é de, é de Londres, é Estados Unidos, aí não pode errar? [07:45] Renato Kfouri Essas pessoas que fazem- [07:47] Participante Eles são imune a er-erros? [07:48] Renato Kfouri Não, elas, elas baseiam em evidências científicas. [07:50] Participante Mas eles são imune a erros ou não? [07:51] Renato Kfouri Ninguém tá imune a erros. [07:52] Participante Então. [07:53] Renato Kfouri As sociedades, os profissionais de saúde- [07:56] Participante Se eles são tão bons, se eles são tão bons, por que que eles tão com medo da discussão? [07:59] Renato Kfouri A conversa não tá andando. Deixa-- Me ouve um pouquinho. Então essas pessoas que estão, que fazem, as que constroem as recomendações de vacinação, elas são, fazem estudos baseado, baseado em evidências científicas, e não em achismos. Então quando você tem um país introduzindo uma vacina no programa nacional de imunizações, passando por um comitê de especialistas, o outro faz a mesma coisa, o outro faz a mesma coisa, o outro faz a mesma coisa, e vem uma pessoa qualquer, ou dez, ou quinze, um grupo pequeno, que não faz parte de nenhuma dessas organizações, que não tem nenhum crédito e não tem nenhuma, vamos dizer, referência nesses ambientes da ciência, e vem dizer pra você: "Olha, eu acho melhor, isso tudo que tão falando é uma grande bobeira". Ou você acredita numa teoria da conspiração que todos tão querendo matar as crianças do planeta ou os adultos do planeta, ou você acha que não é possível que, que os programas do mundo inteiro tão colocando vacinas pra população querendo sacrificá-las. [08:55] Participante Ou um estudo. [08:55] Renato Kfouri Querendo ganhar dinheiro. É uma grande conspiração pra todo mundo adoecer as pessoas e consequentemente matar essas pessoas ou fazer elas, fazê-las doente para vender o medicamento. Isso é crime contra a saúde pública. [09:13] Participante Prazer. [09:13] Renato Kfouri Muito prazer. Rita, seja muito bem-vinda. [09:16] Participante Então, doutor, é o seguinte: é, o senhor falou de médicos que também são do seu, né... [09:24] Renato Kfouri São médicos. [09:24] Participante Sim, são médicos. [09:25] Renato Kfouri Ou profissionais da saúde. [09:26] Participante Isso, profissionais da saúde que, é, nos induziram a acreditar que as vacinas não são eficazes. [09:34] Renato Kfouri Contra tudo e contra todos, contra as bases da ciência. [09:37] Participante Exato. Então, o que poderíamos dizer do presidente da OMS, que não é médico? O que poderíamos dizer do ministro da Saúde do governo hoje, que também não é médico? [09:49] Renato Kfouri Quem, o Padilha? Padilha é médico. [09:51] Participante Que não é médico. [09:52] Renato Kfouri É médico. Alexandre Padilha é médico infectologista. [09:55] Participante Tá. Então eu posso estar enganada. É, esses médicos que o senhor disse que também são compo-- conspiracionistas e que nos induziram a acreditar que a vacina não é eficaz... [10:07] Renato Kfouri Que as vacinas, né? Não vamos particularizar uma ou outra. [10:09] Participante Isso, que as vacinas não são eficazes. Antigamente, os hospitais, eles tinham um método inusitado de cura, que eram os solares, né? Eles colocavam as macas dos, dos pacientes para tomar sol, banho de sol. E durante a Covid, eles negaram isso daí pra gente. "Não saia pra, não saia da, não saia pra rua, não saia de casa, não pegue sol, porque o sol...". Mas o sol, ele é a maior fonte de cura que existe. [10:47] Renato Kfouri Vitamina D ou o sol, Stefânia? [10:48] Participante Tudo. [10:49] Renato Kfouri Tudo? [10:49] Participante Tudo. Tudo, tudo, tudo. E por que foi negado? Por que foi negado pra gente isso daí? [10:54] Renato Kfouri Pro Brasil ou pro mundo inteiro? [10:55] Participante Pro mundo inteiro. [10:56] Renato Kfouri Algum país do mundo manda tomar sol pra tratar alguma doença infecciosa que eu saiba? Não, não. [11:00] Participante E por que que o sol seria o nosso vilão? [11:03] Renato Kfouri Não, não tô dizendo que é vilão. Não, não, não, pera aí. Não tô dizendo que é vilão, mas é como ter, ter tratamento. [11:07] Participante É a maior fonte de cura que existe. [11:08] Renato Kfouri Como tratamento. [11:09] Participante É a maior fonte de cura que existe, e isso foi negado pra gente, isso daí. [11:13] Renato Kfouri Ó, Rita, a gente-- o que eu te falo, geralmente os protocolos baseados em evidências que a gente aplica na população, seja aqui no Brasil, seja no mundo todo, é quando a gente vê resultados e obviamente eu vejo benefício daquela terapia. Claro que sol não vai fazer mal pra ninguém, não tô dizendo que é ninguém pra tomar sol, mas você tratar uma doença infecciosa. [11:34] Participante Obrigada. [11:35] Renato Kfouri Obrigado, Rita[riso] Vamo lá Luiza, por que que você acha que- [11:44] Participante Sobre mentira, você falou, né? [11:46] Renato Kfouri Sobre mentiras. É. [11:46] Participante Mas vocês, não, não o senhor, vocês da indústria são os maiores mentirosos. [11:50] Renato Kfouri Eu não sou da indústria. [11:51] Participante Porque assim-- mas cê faz parte dos que, do que defende- [11:54] Renato Kfouri As vacinas [11:54] Participante ...a parte da indústria, por quê? É, na pandemia, o doutor Coimbra, que criou o Protocolo Coimbra, ele foi afastado da posição de médico dele, um médico integrativo incrível, porque ele recomendava a vitamina D. No exame, a vitamina D fala que só pode até sessenta, se eu não me engano, se eu tiver errado você me corrige, porque acima de sessenta gera toxidade, sendo que altos níveis de vitamina D cura diversas doenças. [12:17] Renato Kfouri Olha, esses protocolos na Covid a gente vivenciou muita coisa que não funcionou, né? A gente no começo, como não conhecia muito o vírus, testou ivermectina, cloroquina, azitromicina, isso nada disso mostrou ser eficaz pra tratamento da Covid e nem pra prevenção. [12:35] Participante Mas pra quem tava defendendo a vacina e as pessoas que tomaram e deu super certo. [12:38] Renato Kfouri Não, mas pra quem-- inde-independente da vacina, as pessoas que tomam e dá certo, esses relatos ainda não vale, vale estudo clínico. [12:44] Participante Senhor me desculpe, mas tipo assim, quando o- [12:46] Renato Kfouri Se eu tomo uma vacina- [12:47] Participante ...o médico não tá feito integrativo no final, como o Lair Ribeiro, que é tão cancelado, o doutor Barakat, que é tão cancelado, eu não consigo acreditar. [12:53] Renato Kfouri Não, não é, não, não- [12:53] Participante Porque todos que vai, que prega tanta saúde, mas não- [12:56] Renato Kfouri O que, o que eu tô dizendo assim, quando você introduz uma prática médica, um tratamento, uma recomendação pra você tratar uma doença, você tem que se basear no que funciona, no que funciona. Não na minha experiência, nem na sua- [13:10] Participante E por que que os médicos tão inteligentes, estudados fora do país, tal, são tão criticados e são afastados do posto de médico por- [13:15] Renato Kfouri Porque não tão exercendo a medicina como ela deve ser exercida, baseada- [13:18] Participante E como que a medicina tem que ser exercida? Deixar as pessoas mais doentes? [13:21] Renato Kfouri Baseado em evidência científica que faz o melhor pro, pro seu paciente. Não o que ele acha, não o que eu penso. [13:26] Participante Então ficar preso dentro de casa sem tomar sol na pandemia era o que dava saúde pras pessoas. [13:31] Renato Kfouri O distanciamento ajudou bastante. Não, não, não ficar preto. Chegou um momento que você precisava controlar a pandemia e o vírus transmite de pessoa a pessoa, ficar longe das pessoas parece óbvio que vai diminuir a transmissão. Ou cê também não acredita nisso? [13:44] Participante Sim, mas baixar a imunidade também diminui a transmissão, né? [13:46] Renato Kfouri Óbvio que n-ninguém mandou deixar de se alimentar, ninguém mandou deixar de tomar sol, ninguém mandou de deixar de co-- dormir direito. O que a gente recomenda em termos de protocolo de tratamento de qualquer doença, e com a Covid não, não, não foi diferente, é algo que funcione, algo que a gente garanta pra população que é eficaz e seguro. Pra isso os testes são feitos, pra isso os registros desses medicamentos são aprovados, pra isso na bula do produto tá lá escrito o que, que pode usar. [14:12] Participante O que me incomoda é que tanta coisa natural é es-é escondida. As pessoas que pregam coisas naturais são calados, são silenciados. [14:18] Renato Kfouri Não, mas uma coisa é pregar coisa natural, outra coisa é ser antivacina, Lu. É, acho que aí a gente tem que diferenciar. Você pregar coisa natural, você tomar sol, você se alimentar, você ter uma, uma ativid-- uma vida saudável, você-- obviamente que isso não faz mal pra ninguém. [14:32] Participante Ex-- pra, pra outras vacinas- [14:33] Renato Kfouri Agora, você deixar de se vacinar, nós estamos falando de outra coisa. [14:35] Participante Pra outras vacinas, meningite, coqueluche, tem várias marcas, porque pra Covid, misteriosamente apareceu trezentas marcas diferente. Aí não parece uma, uma briga de- [14:44] Renato Kfouri Foi uma corrida. Hoje sobraram duas ou três, né? Porque a gente viu que as vacinas que se mostraram mais eficientes da Covid de 2020 pra cá, foram aquelas que não tinham tanto risco, que tinham mais benefício. Então a gente hoje caminha pra uma modernização dessas vacinas, porque foi tudo muito recente, né? Foi um desenvolvimento que se buscou muito rápido por conta de uma urgência sanitária. O mundo tava daquele jeito que você bem lembra alguns anos atrás. E se o mundo hoje tá diferente, em termos de Covid-19, 90% desse foi fruto da vacinação. [15:16] Participante Acho que acabou. [15:16] Renato Kfouri "Pais que não vacinam seus filhos são negligentes." Bom dia. [15:25] Participante Bom dia, tudo bom, doutor Renato? [15:26] Renato Kfouri Tudo em ordem. [15:26] Participante Prazer, Paulo Veras. [15:28] Renato Kfouri Paulo, pais que não vacinam seus filhos são negligentes. Você concorda com isso? [15:32] Participante Ô doutor Renato, eu não concordo, porque como é que funciona? Nós temos o livre-arbítrio, né? E eu vou explicar pro senhor. Eu sou de Goiânia, entendeu? Tô pé inchado, chorei largado, tudo bem? Então assim, é, meu padrasto e minha mãe nunca tomaram a vacina e são saudáveis, né? E a gente tem o livre-arbítrio. Por exemplo, eu tenho duas filhas. Eu n-eu não levo minha filha pra tomar vacina, por quê? Não quero pegar bactéria. E eu vou falar por que que eu não concordo. A terceira dose da, da Covid, ela não é regulamentada pela OMS. Qual que é a doença que tá mais matando hoje no Brasil? A dengue. E a vacina da dengue, ela é regulamentada. Então como é que o senhor me explica que: "ah, se eu não levar, meu filho vai pegar a doença". Eu acho que é só se afastar, a pessoa tem que ter um anticórpio, né? Um anticorpos, aliás. [16:09] Renato Kfouri É, olha, Paulo, é o seguinte: ne-neste cenário onde nós já vivemos uma grande redução de doenças fruto da vacinação, a gente hoje tem um cenário muito mais confortável. Você pode, você encontrar pessoas que não tomam vacinas e não tom-- não tiveram a doença. Isso não tinha no passado. Há cinquenta anos atrás, por exemplo, há trinta anos atrás, as enfermarias, os nossos hospitais viviam cheios de crianças paralisadas com meningite, com coqueluche, doenças que faziam vítimas, é, todo dia. Nossa expectativa de vida era muito menor. O fruto da vacinação em alta escala, hoje você, o pai, se, não toma vacina, você não toma vacina, você não vacina seus filhos, e são poucos os que adoecem mesmo não vacinados. Mas se todo mundo pensa que nem você, já pensou a gente baixa essa cobertura vacinal, ninguém vacinado, nós corremos o risco dessas doenças voltarem e aquelas epidemias que já foram controladas voltarem a acontecer novamente, atingindo principalmente as crianças. Então vacinar os filhos, esse é o grande desafio da vacinação, a gente continuar mantendo as pessoas interessadas na vacinação, mesmo quando a doença tá controlada, porque as vacinas são vítimas de si mesma. [17:24] Participante Obrigado, doutor. [17:32] Renato Kfouri Olá. [17:32] Participante Doutor Renato, é, eu não sou contra pessoas que querem se vacinar, se vacinarem. Inclusive, na Dinamarca, por exemplo, é um país que libera você a, a sua escolha de se vacinar ou não, e tem uma taxa de vacinação muito alta. Agora, o que a gente é contra é pessoas que não querem se vacinar, serem obrigadas a se vacinar. E isso é uma, é uma pauta que nos países nórdicos, que não obrigam pessoas a se vacinar, tem, tem essa, tem essa taxa de vacinação alta. Ou seja, quando você leva o tema de um modo científico, de um modo sério e não modo político, você consegue resultados melhores do que quando você impõe à uma sociedade aquilo que você acha que é o certo. E a própria ciência muda várias vezes, doutor. Por exemplo, Hipócrates falava que a úlcera-- não, a úlcera não. Hipócrates falava que a epilepsia não era uma doença, é, causada pelos deuses, não era uma doença religiosa, que era uma doença do sistema nervoso. E ele era amedrontado pela igreja e pela ciência da época. Ele teve que provar no século dezenove, dé-- séculos e séculos depois, que ele estava certo. [18:42] Renato Kfouri Como é que você chama? [18:43] Participante Heron. Galileu Galilei também foi contra- [18:45] Renato Kfouri Tem vários exemplos. [18:46] Participante Foi contra-- então- [18:47] Renato Kfouri A gripe no passado achavam que era vírus influenza, chamava influenza, porque achava que era influência dos astros. As pessoas ficavam doentes porque os astros mudavam. Depois que foi reconhecido que é um vírus causador da gripe e tudo mais. [18:59] Participante Então se você, se você reconhece que a ciência pode errar, por que que você impõe que a ciência tem que estar s-- vacinando as pessoas? [19:06] Renato Kfouri A ciência muda a vi-- à medida que a gente vai gerando evidência científica. Isso se baseia, isso a gente não pode nunca nos distanciarmos disso. A gente faz recomendações ou constrói recomendações de vacinação, de medicamentos, de qualquer coisa, baseado em evidência científica. Você está completamente correto nesse aspecto. Agora, em relação à obrigatoriedade de vacinas ou você-- controlar doenças, tem dois aspectos que eu queria te comentar. Primeiro é a questão individual e a questão coletiva. Se tem algum parente na sua família que tem câncer ou que esteja tomando um remédio que baixe sua imunidade ou que tenha HIV, ou seja, que tenha uma imunidade baixa ou que seja um bebê, um prematuro. Essas crianças, quando expostas a alguns agentes, que pra você adulto, saudável, jovem, não vai ter nenhum risco, pra essas crianças, essas doenças podem ser fatais. Uma criança, bebê pequeno, prematuro ou uma paciente que é transplantado ou que tem câncer, se entra em contato com o vírus da Covid, da gripe, da pneumonia, tem um comportamento da doença muito mais grave. Então é muito mais do que proteção individual. Nós não estamos falando simplesmente de uma ação individual, é o meu corpo, eu faço o que eu quiser com ele. Nós temos que pensar em saúde coletiva. Vacinação é um ato de cidadania, vacinação é uma estratégia, um pacto coletivo. Quando você vacina muita gente, você previne transmissão de algumas doenças mais, de algumas doenças menos, isso é verdade, mas o pacto coletivo de você controlar a doença não é só sobre você. [20:38] Participante Ó, tem, tem muitas relações entre vacinas e crianças que desenvolvem autismo. Houve processos de pessoas que processaram o governo britânico, por exemplo, porque morreram por trombose. E se, e se eu interpreto como: não, o meu filho, por algum motivo, que ninguém conhece mais o próprio filho do que o pai e a mãe. É, e eu, e eu vi que essa vacina, por determinado motivo, eu não quero vacinar o meu filho. Porém, o Estado obriga que você-- o seu filho não vacinar por aquela vacina que você considera um risco pro seu filho por algum motivo, que vo-- que talvez o Estado esteja errando, porque a ciência também erra, porque os médicos também erram, e você não queira vacinar o seu filho, então, hã, a, seu filho perde o direito à escola, seu filho perde o direito aos deveres básicos, às vezes de pegar cesta básica, à-- você, você é a favor então das pessoas serem controladas por um grupo de cientistas que podem errar, o senhor mesmo já, já manifestou de não ter os seus direitos básicos atendidos. E se o pai achar que, por exemplo, po, meu, meu filho já tem uma imunidade muito boa, porque ele corre, porque ele brinca, porque ele anda de pé no chão, porque ele come bem, porque ele é saudável, e eu não acho que ele precisa se vacinar por causa dessa vacina. [21:47] Renato Kfouri O, o, o problema desse achismo, né, ou pais que não são profissionais da saúde, essas organizações e esses organismos internacionais usam a ciência pra re-- se basear pra fazer essas recomendações. [22:00] Participante Mas a ciência erra. [22:00] Renato Kfouri Ciência erra, claro, por isso que essas, é, sempre estamos revisitando os calendários. Já colocamos vacina Covid pra toda a população. Hoje ela é só pra grupos especiais mais vulneráveis. Já colocamos febre amarela só pra regiões onde a gente tinha doença mais grave. Hoje a vacinação no país é universal. [22:17] Participante Tá, e antes- [22:17] Renato Kfouri Já utilizamos paralisia infantil gotinha pra controlar a parali-- hoje a gente sabe que tem uma vacina melhor. Então a gente-- a evolução da ciência modifica as recomendações. É isso que eu concordei com você. [22:29] Participante Tá, e as pessoas que morreram por trombose? [22:31] Renato Kfouri De novo. [22:31] Participante Essas pessoas não puderam voltar, né? [22:33] Renato Kfouri Ótimo, ótimo ponto você tocar. As vacinas- [22:35] Participante Essas pessoas não puderam voltar e não tiveram a oportunidade de falar: "Ó, errei". [22:38] Renato Kfouri Perfei-- não, não erramos. [22:41] Participante E as pessoas que tiveram efeitos colaterais pra vida toda? [22:43] Renato Kfouri Não, não, isso não é erro. Isso não é erro. Quando você estabelece uma política de vacinação, você tem um balanço de risco e benefício. Isso que se norteia essas recomendações. Se eu tenho uma vacina que pode ter um efeito colateral, uma em cada um milhão tem uma trombose, vai morrer, é triste, ninguém tá discutindo do, o desfecho trágico de uma morte por vacina, mas eu tô salvando setecentas mil pessoas que têm- [23:07] Participante Então vale. Se uma pessoa morrer, pode pra, pra setecentas mil pessoas se sentirem um pouco mais seguras. [23:15] Renato Kfouri Não, sentirem, não. Evitar mortes, evitar hospitalizações, evitar sequelas. [23:19] Participante Só Deus pode falar se essas pessoas morreriam ou não. [23:21] Renato Kfouri Não, não, estamos falando de ciência. [23:22] Participante Agora, se a ciência está se sentindo Deus e falando que essas setecentas mil pessoas que se vacinaram morreriam se não tivessem sido vacinadas, e aquela que morreu de fato- [23:29] Renato Kfouri Não, não, eu, eu usei setecentas mil, mas o número não foi feliz, porque eu tô falando da quantidade de pessoas- [23:32] Participante Aquela que morreu de fato não pode. Não, é, é o acaso. [23:36] Renato Kfouri Não, não é o acaso, meu amigo. A gente tem vacinas, nós temos efeitos colaterais de vacinas que às vezes são graves. Isso é reconhecido, todos nós sabemos. Só que as, o benefício que a vacina traz é muito superior a esse risco. Existe risco com qualquer remédio que você toma. Existe risco com qualquer vacina que você recebe. Existe risco com qualquer-- cê entra, dá entrada no pronto-socorro do Hemet. Existe um risco dos efeitos colaterais, da vacina não é diferente. Agora, a gente só vai colocar uma vacina num programa público, oferecer pra população, quando os benefícios, o número de casos evitados Supera e muito o número dos eventos adversos mesmo nos graves. [24:12] Participante Mas você não acha que quem tem que reconhecer o risco é o pai, é a mãe, é o indivíduo? [24:16] Renato Kfouri É a ciência. [24:17] Participante Valeu, doutor. Obrigado. [24:27] Renato Kfouri Vamos disparar aqui, como é que cê chama? [24:30] Participante Genovês. [24:31] Renato Kfouri E aí, Genovês, vacinar, não vacinar seus filhos é uma negligência dos pais ou não? [24:35] Participante Eu acho também que não, não acho que, que seja uma negligência, especialmente pelo que o companheiro acabou falando. O senhor falou que existe risco, tal. Existe risco de eu sair na rua hoje- [24:44] Renato Kfouri Isso [24:45] Participante ...e ser atropelado. Eu não vou mais sair na rua por causa disso? [24:47] Renato Kfouri Claro que não. [24:48] Participante Entendeu? [24:49] Renato Kfouri Existe risco de você tomar vacina e ter um efeito col-- por causa disso você não vai tomar vacina? [24:53] Participante Não vou tomar, porque a vacina pode ser um risco. Então, como aconteceu muito- [24:57] Renato Kfouri Não, e a doença. Não, nós estamos falando de riscos comparáveis, né. Nós estamos comparando e, e tentando estabelecer relação de risco e benefício. [25:05] Participante Isso. [25:05] Renato Kfouri Então se você tem o risco de sair na rua e ir ao cinema- [25:10] Participante Sim [25:10] Renato Kfouri ...e você assume esse risco de sair na rua e ir ao cinema, isso porque, é, o benefício é maior do que o eventual risco de você sair a pé na rua. Se você toma uma vacina, você tá se protegendo de uma doença cujo risco da doença é muito maior do que o risco do eventual efeito colateral, de novo, de qualquer remédio, de qualquer vacina que você administre. [25:31] Participante Eu fiz oitenta e seis churrascos na pandemia, não tomei vacina, sou diabético e tô vivo. Peguei oito vezes va-- a Covid, tô com atestado das oito. [25:40] Renato Kfouri Cê, cê sabe que esses relatos- [25:42] Participante E aí, entendeu? [25:43] Renato Kfouri Cê sabe que esses relatos que a gente chama- [25:44] Participante É financeiro, é- [25:45] Renato Kfouri Não, cê sabe que esses relatos que a gente chama anedóticos, não porque anedóticos é piada, mas esses relatos que não são baseados em ciência. "Ah, eu tenho uma filha que nunca tomou vacina e não pegou doença". [25:55] Participante É. [25:55] Renato Kfouri "Eu fiz dez churrascos e não peguei Covid". E gente, eu posso contar mais trinta casos aqui pra você de gente que, que não tomou vacina e morreu, ou que tomou vacina e teve desfecho. A gente tem- [26:06] Participante Tem quem morreu sem a vacina e falaram que foi, né. [26:08] Renato Kfouri Tem tudo, tem de tudo. Pessoas que vacinaram e morreram. Então a gente olha pra números e olha em ciência. A ciência se baseia em estatística, e não no que eu vivi. Eu como pizza e não, não, não tive caxumba. Isso, isso não é ciência. A ciência se faz não com esses relatos. [26:24] Participante Certo. Se é bom- [26:25] Renato Kfouri Então se a gente sabe que existe um número grande de pessoas, que é porque nós-- oitenta, setenta, oitenta por cento das mortes por Covid aconteceram antes da era vacinal no planeta. [26:36] Participante E depois o resto que morreu foi pela vacina. [26:38] Renato Kfouri Não, não. [26:38] Participante Entendeu? Teve muita gente que morreu pela vacina. [26:40] Renato Kfouri Tem. [26:42] Participante Até que tá proibida em vários países, inclusive no Brasil. [26:44] Renato Kfouri Existem, existiram efeitos colaterais graves de vacinas que justificavam o seu- [26:49] Participante Foram proibidas. [26:50] Renato Kfouri Foram retiradas do mercado porque hoje existem vacinas mais seguras. E naquele momento onde a gente tinha vacinas, por exemplo, que a gente chama de vetor viral, que tinha mais risco de trombose, ainda assim, o risco da vacina causar um efeito grave e a morte era muito menor do que o risco da doença. Quando esse risco da doença baixou e o risco da vacina continuou o mesmo, mas o risco da doença baixou, a gente fala: "Opa, essa vacina eu não preciso mais dela. Eu tenho vacinas melhores, eu tenho vacinas mais seguras, então eu vou abandonar esse uso", modificando recomendações de acordo com o momento epidemiológico. Eu tenho muita doença e gente morrendo, e uma vacina que faz um evento raríssimo, eu justifico esse uso. [27:29] Participante Soca a vacina ruim em todo mundo, vê o que dá e depois vê, faz as conta, fala: "Agora melhor, porque agora-" [27:34] Renato Kfouri Eu salvo vidas baseado em evidências a partir do momento- [27:36] Participante Mas morreu muita gente em pouco tempo e tá-- pela vacina, tá? Isso aí tá, tá comprovado. Tem, tem muitos- [27:42] Renato Kfouri Me desculpe, mas esse dado não é verdadeiro. [27:44] Participante É muito verdadeiro. [27:45] Renato Kfouri Morreu muito mais gente pela Covid do que pela vacina. O risco de trombose- [27:48] Participante Não, eu, eu, particularmente eu não convivo. [27:49] Renato Kfouri A gente tá falando de Covid especialmente, né? [27:51] Participante É, não, é que agora entrou no assunto. Mas assim, eu, eu desculpe até assim, particularmente. Valeu. [27:55] Renato Kfouri Valeu. Olá. Como é que você chama? [28:03] Participante Sou o Jeff Castilho. Prazer, tudo bem? [28:05] Renato Kfouri Jeff, deixa eu ligar aqui, Jeff. Vamos lá, temos pouco tempo. [28:08] Participante Então, eu sou totalmente contra a obriga-obrigatoriedade, porque acho que é um direito do paciente. Tanto é que existe uma cartilha do direito do paciente que visa lá, não é obrigatória. E no Código Civil também, mesma coisa, não é obrigatória. Isso aí a pessoa tem o direito de querer ou não, tanto pra ela quanto pros filhos também. A única vacina que eu sou assim totalmente a favor, são aquelas duas, três primeiras que quando a gente é bem criancinha. Do resto eu não sou a favor. Eu sou transplantado renal e na clínica que eu fazia diálise, na época eu fiz diálise, hemodiálise, e me foi avisado, falou: "Ó, não tome a vacina de resfriado, se você tomar vai te fazer mal". E eu de burro, vai, acabei tomando teimosia, quase que eu morri na vacina. O que eu vejo, a minha visão assim. [28:50] Renato Kfouri Sim. [28:51] Participante Esse mercado, eu tô falando agora de outra coisa, o mercado de vacina é um mercado muito grande. Os laboratórios têm o interesse muito grande que a população se vacine. Então vacinas que às vezes até nem são tão boas, elas são introduzidas no mercado pra que os laboratórios continuem, sabe, gerando produto e gerando dinheiro. Eles empurram isso na gente. Inclusive até tem vacina que foi introduzida no mercado pra, por exemplo, vai, a de resfriado. Ela sara o resfriado, ela tá sanando esse problema, introduzindo junto com essa vacina mais dois, três tipos de problema, pra no futuro dali cinco anos, dez anos, ter outro tipo de problema. E não é conspiração, não é coisa de: "ah"- [29:35] Renato Kfouri Deixa, vamo falar da conspiraç-- da indústria farmacêutica rapidinho, depois vamo falar da, da, da, da obrigatoriedade. [29:41] Participante Certo. [29:41] Renato Kfouri A indústria farmacêutica trabalha por produtos novos, vacinas novas, medicamentos novos, transplantes novos, dia-- medicamentos pra diálise novos. Se você tá aqui hoje conversando comigo e passou por uma diálise, é porque alguém investiu pra desenvolver aparelhos de diálise, pra desenvolver medicamentos que você deve tomar ou tomou na época da- [29:59] Participante Sim, mas isso é vacina. [29:59] Renato Kfouri Não, não, é mesma coisa. Tô dizendo com o mesmo resultado, como funciona a indústria farmacêutica. Os organismos públicos não têm capacidade de investimento. Então, é, pena. Pessoas antivacina são egoístas Olá. [30:18] Participante Olá, tudo bom? [30:18] Renato Kfouri Deixa eu ligar o nosso tempo. [30:20] Participante Eu me chamo Luísa. [30:21] Renato Kfouri Luísa, você não acha que pessoas antivacina são egoístas? [30:24] Participante Por que seria egoísta? Se eu tomar a vacina, eu deixo de transmitir pra alguém? [30:28] Renato Kfouri Muitas das doenças, sim. [30:29] Participante Então quer dizer que o- [30:30] Renato Kfouri Muitas, não todas, mas muitas [30:31] Participante ...o meu corpo, minhas regras só vale se eu quiser abortar, se eu quiser sair pelada na rua, se eu quiser transar com vários caras, aí eu me aplico as minhas regras. [aplausos] [30:40] Renato Kfouri Você usa, você usa cinto de segurança? [30:43] Participante Sim. [30:44] Renato Kfouri Você usa cinto de segurança? [30:45] Participante Com certeza. [30:45] Renato Kfouri Porque você é obrigada ou porque vocêêê acha que isso é um dever de cidadania? [30:50] Participante O cinto de segurança vai me matar? A-- vai acontecer algum acidente se eu tiver usando seguran-- o cinto de segurança- [30:54] Renato Kfouri Já aconteceu [30:54] Participante ...que corre o risco de me matar? [30:55] Renato Kfouri Algumas vezes já aconteceu. [30:56] Participante Na pandemia, eu não tomei vacina, eu fiquei perto de pessoas que pegaram COVID, tomaram a vacina. Eu tomei vitamina D, eu tomei muito sol, eu comia muito bem, eu aumentei a minha imunidade, eu não peguei, minha mãe não pegou. [31:08] Renato Kfouri Vamo lá. Deixa- [31:08] Participante Então, assim [31:09] Renato Kfouri ...deixa eu te explicar como é que funcionam algumas vacinas. Algumas vacinas evitam a infecção, evitam a doença, evitam a infecção. Se você se expõe ao vírus, o vírus nem consegue entrar em você e vo- [31:20] Participante E qual que é a estatística de pessoas que morreram com a vacina? Cê falou uma em sei lá quantos mil. [31:26] Renato Kfouri Depende da vacina, depende da idade, isso varia. [31:28] Participante Esses dados não são, não são reais. [31:30] Renato Kfouri São. [31:30] Participante As pessoas num, ele, é, o interesse não é registrar a, a, que muitas pessoas morreram pela vacina. [31:36] Renato Kfouri Vamo lá. Nós temos- [31:36] Participante Esse não é o real interesse da, da indústria farmacêutica, tanto pra tantos outros remédios. [31:41] Renato Kfouri Deixa eu voltar nessa história de você falar da, da, da, da, dos efeitos colaterais e do registro, como é que funciona o que nós chamamos de farmacovigilância. Toda vez que a gente coloca uma vacina no mercado, a gente tem notificação de qualquer efeito colateral. Morreu alguém, internou alguém depois que tomou vacina. Quando você f-- vacina milhões de pessoas num curto espaço de tempo, aquelas doenças que aconteceriam na população, as pessoas todo dia infartam, todo dia morre, tem um monte de- [32:08] Participante A indústria- [32:08] Renato Kfouri Deixa eu terminar, deixa eu terminar. Então esses efeitos a gente precisa avaliar. Você tomou a vacina hoje e foi atropelada daqui duas horas, que cê saiu do posto de saúde, fo-- se foi a vacina ou não foi a vacina? Eu tomei a vacina hoje, amanhã eu tô com-- tive um AVC. Foi a vacina ou não foi a vacina que me deu esse AVC? [32:27] Participante A indústria, a indústria. [32:27] Renato Kfouri Não, não, deixa eu só contar como é que funciona. Então nós temos que notificar sempre, isso o mundo inteiro faz, a vigilância do que acontece pós-vacinação. [32:36] Participante A indústria não, não indica uma vida saudável pra cura da diabete. [32:40] Renato Kfouri Isso eu não tenho nada a ver com as indústrias. [32:40] Participante Ela indica a metformina. Não, não fala hábitos saudáveis pra evitar um câncer ou até curar. É, é a quimioterapia, é remédios caros, tudo que envolve dinheiro. [32:49] Renato Kfouri Eu acho que, aí você tem, aí você tem um pouco de razão. Os governos precisam priorizar a atenção básica, precisam fazer mais ações preventivas e aí entra a vacina. Sai muito mais barato- [32:59] Participante Aí, eles, eles não ensinam sobre saúde. Aí a pessoa come pão todo dia, a pessoa come açúcar todo dia, aí morre, aí fala: "Ah, foi po-porque não tomou a vacina". Não, foi porque acabou com a saúde. [33:08] Renato Kfouri Não, sai muito mais barato eu vacinar todo mundo contra hepatite, contra coqueluche, contra meningite, do que eu tratar essas doenças. A vacina tá na ordem contrária do que cê tá falando. Sai mais-- seria muito mais vantajoso pra indústria farmacêutica eu deixar todo mundo ficar doente, tratar doença, internar, sequelados, ficar to-- reabilitando, do que usar uma zero ml- [33:30] Participante Mas é o que eles fazem [33:31] Renato Kfouri ...de umas vacinas que maioria delas custa centavos. [33:33] Participante Mas é o que eles fazem. [33:34] Renato Kfouri A maioria das vacinas hoje custa centavos. [33:36] Participante A da COVID, será que custou centavos? [33:38] Renato Kfouri Não, COVID é uma nova vacina, mas a grande maioria das vacinas que tão no calendário das criança custa centavos. Centavos de dólar, às vezes dois reais, três, cinco reais. É, são vacinas muito baratas. Então custa muito mais barato pra qualquer sistema de saúde prevenir as doenças, como você acabou de lembrar- [33:54] Participante É que é muito fácil pra um médico, que provavelmente também tem, tem ligação com a indústria farmacêutica, porque até os remédios que talvez você indique no seu consultório, você tem amostra grátis ali pra dar pra pessoa. Então é muito mais vantajoso pra você indicar o remédio do que indicar uma vida saudável. [34:07] Renato Kfouri Mas não é pra mim, não, eu tô dizendo em saúde pública. Eu-- a gente recomenda vida saudável e entre os pilares da vida saudável tá prevenção de doença. Do jeito que você falou, coma bem, toma sol, durma bem, se alimente bem, faça alimentação le-- va-- e atividade física, tome vacinas, isso vai te trazer mais saúde. [34:24] Participante E siga a Deus também, porque além da ciência também Deus protege. [34:27] Renato Kfouri É verdade. [aplausos] Olá, vamos disparar nosso tempo. [34:37] Participante Olá. [34:37] Renato Kfouri Como é que você chama? [34:38] Participante Eu sou o Danilo, você é Renato. [34:39] Renato Kfouri Renato. Danilo, muito prazer. [34:41] Participante Desco-descobri você agora há pouco, então eu não sei o seu passado, exceto o que você acabou de descrever, mas você disse nesse tema que os antivacinas são egoístas e eu vou dizer que eu discordo. [34:52] Renato Kfouri Vamo lá. [34:52] Participante Eu diria que- [34:52] Renato Kfouri Danilo, né? [34:53] Participante Sim. Eu diria que os realmente egoístas são aqueles que querem impor um procedimento médico, qualquer que seja, cirurgia, vacina ou essas terapias genéticas que-- eu não vou chamar a vacina da Pfizer de mRNA de vacina, porque não tem nada a ver com as tecnologias anteriores. Quem impõe isso, esse sim é o egoísta. Por quê? Ele tá sendo minimamente arrogante, no sentido de ele achar que ele tem o domínio de toda o conhecimento. [35:17] Renato Kfouri Cê tá dizendo da ciência de uma maneira geral, os organismos internacionais, é essas pessoas que cê tá chamando de egoísta? [35:22] Participante A que impõe. [35:22] Renato Kfouri A Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde, Programa Nacional de Imunizações. [35:26] Participante A Organização Mundial, sim, a WHO. [35:27] Renato Kfouri Sim, os egoístas são esses, tá? Só pra você entender de quem, quem que tá- [35:31] Participante É, OMS em português. [35:31] Renato Kfouri É. [35:32] Participante É, sim, e os políticos. Eu diria até o Mandeta seria um caso exemplar de uma pessoa que foi extremamente egoísta, eu diria até um dos exemplares do que não fazer. Eu diria que muitas pessoas sofreram por conta do protocolo Mandetta, de "ah, fica em casa até você tá, não, tá passando mal, de ser entubado e morrer", basicamente. Aquele protocolo pra mim foi um absurdo. Isso é uma pessoa absurdamente egoísta, que não tá nem aí com o que acontece com a população. Essa é a pessoa egoísta, e não aquela que tá sendo contrária à obrigatoriedade da vacina, como é o meu caso, como de outros aqui, nós estamos contra a obrigatoriedade, não necessariamente algum caso específico que possa vir a ser positivo. Porém, vai depender, claro, da confiança. Até que ponto podemos confiar em todas as pessoas que tomam. [36:19] Renato Kfouri Isso, ótimo, ótimo ponto. Ótimo ponto. Vamo falar um pouquinho de legislação em termo de obrigatoriedade. Aqui no Prai-- no Brasil, as vacinas são obrigatórias pras crianças Ponto. Até 10 anos de- [36:29] Participante Não deveria ser, mas ok. [36:30] Renato Kfouri Sim, ma-- não, es-essa é a lei, não estou- [36:32] Participante Mas não deveria ser. Vê o que aconteceu lá no Rio Grande do Sul agora. [36:35] Renato Kfouri Eu vou te explicar por quê. [36:36] Participante O que aconteceu no Rio Grande do Sul de per-- de famílias perderem a guarda dos filhos. [36:40] Renato Kfouri Eu vou te, eu vou te explicar por quê. [36:41] Participante Em que, dois meses já? Aquilo é um absurdo. [36:42] Renato Kfouri Não, deixa, deixa eu te falar uma coisa, daqui a pouco a gente fica sem tempo. As crianças são brigató-- são obrigadas à vacinação no nosso país pela Constituição, que garante às crianças o direito de terem saúde, o direito de serem alimentados, o direito de terem um lar. [36:58] Participante Isso são direitos positivos, alguém tem de- [37:00] Renato Kfouri Não [37:00] Participante ...ter uma obrigação associada. [37:01] Renato Kfouri Não, isso é a Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Tô dizendo, não, tô, tô falando, você pode discordar da lei do país. [37:07] Participante É que eu tô constatando o tipo de direito que é esse direito. [37:10] Renato Kfouri Não, perfeito. [37:10] Participante Não é uma questão de concordância ou discordância. São direitos positivos, não são direitos negativos. [37:14] Renato Kfouri E o direito implica em, obviamente, o Estado ter o dever de fornecer vacina. Se hoje não tem vacina pra algumas crianças, isso é, é, é obrigatoriedade do Estado fornecer, já que é um direito de toda população. [37:25] Participante É que o Estado por si só, ele não faz nada, ele vai mandar alguém fazer, basicamente. [37:29] Renato Kfouri Não, o Estado, como digo, não político nem o programa, mas é o Estado como ser. Isso acontece em termos de obrigatoriedade das crianças, porque nós precisamos proteger a saúde das nossas crianças. E quem, vamos dizer, aí você vem à sua pergunta: e como se faz essas regras? Quem tá pensando na saúde das crianças? É o indivíduo que é contra a vacina? É a sociedade médica? Ou é o conjunto de normas baseada em evidências do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde? [37:56] Participante Diria que principalmente são as pessoas próximas, familiares, amigos, vizinhos. Essas pessoas estão mais preocupadas com a saúde dos próximos do que um desconhecido que tá sei lá quantos quilômetros em outro país, outra idioma ou o político que tá em Brasília isolado. [38:10] Renato Kfouri Até segunda, até segunda ordem, ninguém quer o mal do seu filho. Aquele que recusa a vacina- [38:15] Participante Não sei, tem gente que lucra com isso, esse pode querer o mal. [38:17] Renato Kfouri Não, não, não, eu tô dizendo o seu-- o pai, o pai. Os pais. [38:19] Participante O pai não vai. [38:20] Renato Kfouri Então, eu tô dizendo os pais. Em geral, os pais não querem o mal dos seus filhos. Em geral, né? [38:24] Participante Concordamos, concordamos nisso. [riso] [38:26] Renato Kfouri Concordamos numa coisa. Então esses pais que estão que-- não estão querendo vacinar seus filhos, eles acham que estão fazendo o melhor pros seus filhos. Perfeito? [38:33] Participante Perfeito. [38:34] Renato Kfouri Daí tamo combinando. Se eu achar que, por exemplo, porque eu vi na internet ou porque ouvi um amigo falar que eu não devo dar água pro meu filho, porque faz um mal danado. Eu não quero fazer isso com meu filho. Não quero por meus filhos na escola. Eu não quero dar alimento pro meu filho. [38:47] Participante Mas a escola tá sendo uma doutrinação. Esse é um tema também bem- [38:49] Renato Kfouri Edu-- eu não quero dar educação pro meu filho, não tô dizendo uma es-- eu não quero dar educação pro meu filho, não quero dar alimento- [38:53] Participante Eu só tô falando homeschooling, homeschooling, afterschooling. Essas são medidas excelentes que eu- [38:57] Renato Kfouri Vamo voltar pra água então, acho que você não vai me questionar. Eu não quero dar água pro meu filho porque acho que água faz mal. Eu sou do grupo antiágua. [39:04] Participante Ah, mas antiágua. [riso] [39:06] Renato Kfouri Ué, ué. [39:07] Participante É bem forçoso, porque a própria criança vai demandar isso. [39:11] Renato Kfouri Não, mas vamos à educação ou à saúde, qualquer coisa. Então é proteção pra criança, a legislação legisla a favor da criança, em termos desta obrigatoriedade pras crianças, pra protegê-la de eventuais, de eventuais- [39:25] Participante Mas isso é um idealismo, no qual você considera que o legislador vai fazer em benefício da sociedade, não em benefício de si próprio, do seu cargo, de sua posição, e não para manipular e conceder. [39:34] Renato Kfouri Isso é viver em sociedade, isso é viver em coletividade. [39:37] Participante Só que aí você tem uma interferência externa que é desnecessária. [39:39] Renato Kfouri Além do segundo passo, que é a proteção coletiva. Obrigado. [riso] [39:48] Participante [música suave] Doutor, quando você compara a vacina com água, a água se a, se a criança morre e o pai é provado que morreu por-- porque o filho morreu de sede, deveria ser processado por crime culposo. Você tá comparando algo que é extremamente palpável com algo que é extremamente genérico, que é a vacina. Se a ci-- se você está certo, se a o-a OMS está certa, por que vocês têm que obrigar? Se você está certo, se todos os seus argumentos tão certos, por que a necessidade- [40:13] Renato Kfouri Pra garantir o direito da criança à saúde. Do mesmo jeito que eu garanto o direito à educação, que eu garanto o direito à alimentação, garanto o direito a um lar, eu garanto o direito pra essas crianças à saúde. Essa é a obriga-- essa é a, é o, é a lógica que tem por trás da obrigatoriedade da vacinação. É garantir o direito de saúde a essas crianças. [40:29] Participante E se eu achar que a, que a minha criança tem mais saúde sem vacinar? [40:32] Renato Kfouri É, então, essa opinião individual, é, é exatamente isso que eu quis dizer quando eu comparei, obviamente, de uma maneira exagerada com a água, que-- pra proteger eventualmente de pais ou de cuidadores que eventualmente não querem fornecer a atenção mínima de saúde à criança. [40:45] Participante Então você assume que os pais podem errar, mas você não assume que a ciência pode errar? [40:49] Renato Kfouri A ciência, claro que-- não é que a ciência não pode errar, a ciência vai evoluindo o seu conhecimento. À luz dos conhecimentos atuais, essa é a melhor recomendação que a gente faz. [40:55] Participante Então quando a ciência erra, tudo bem. Agora, quando o pai ou quando o pai ou uma mãe erra, aí não, aí não pode. [41:00] Renato Kfouri Deixa eu te falar uma coisa, eu sou pediatra faz trinta anos de idade. O ano passado, 2024, aliás, o ano vin-- não o ano passado, 2024, nós tivemos trinta mortes de crianças, vinte e nove pra ser preciso, por coqueluche no país. Todas elas em menores de um ano de idade. Dessas vinte e nove crianças que morreram, vinte e sete eram filhos de mães que não tomaram a vacina da coqueluche na gravidez, ou seja, mortes evitáveis. Durante essa nossa conversa aqui, um minuto que a gente tá falando aqui, um pouco mais, morriam seis crianças por minuto antes da vacinação ser introduzida nos países. Então o ano passado, como eu falei, trinta crianças morreram de coqueluche porque suas mães não tomaram. Va-- se vacina contra... Não, tá. Infelizmente, esses dados não revelam se ela não tomou porque não quis, se ela não foi informada, se ela não teve acesso, se ela não-- enfim, aqui a gente não sabe por que que elas não tomaram. Mas uma coisa eu te digo, contra, hã- [42:00] Participante Fatos ou argumentos. [42:01] Renato Kfouri Não, contra o arrependimento não inventaram vacina. [42:03] Participante Tá. Eu tenho certeza que se-- ontem morreram centenas de pessoas em filas do SUS, e pessoas que não conseguiram acesso a remédios básicos, por exemplo. [42:11] Renato Kfouri Provavelmente. [42:12] Participante Pessoas que tão esperando filas de cirurgias, transplantes. [42:16] Renato Kfouri Isso é verdade. [42:16] Participante Então por que que quando, quan-- então por um lado, então ah, tem que, tem que ir em cima dos pais que perceberam que o melhor pros seus filhos é não se vacinarem, mas aí esse lado da, da, da saúde debilitada, da ciência que não funciona, do SUS que não atende, esse lado você, a, a ciência- [42:34] Renato Kfouri Não, são, são, são lados que-- distintos, né? Uma coisa não invalida a outra. Não é porque o SUS não tá perfeito que a gente vai deixar de vacinar. Cê já viajou pra fora do país alguma vez? [42:43] Participante Já, inclusive morei seis anos nos Estados Unidos e sou formado nos Estados Unidos. [42:46] Renato Kfouri Você já fo-foi pra algum país que precisa tomar vacina de febre amarela? Que te obrigaram a tomar vacina de febre amarela? [42:52] Participante Inclusive nos Estados Unidos, se, se-- existe estados que obrigam a pessoa a vacinar e existe estados que não obrigam. [42:58] Renato Kfouri Exato. [42:59] Participante E muita-- e houve muita migração de pessoas de um estado para o outro porque não concordaram com as regras daquele estado. [43:04] Renato Kfouri É, obrigatoriedade nunca é legal, né? Nunca é legal. [43:07] Participante Chegamos ao ponto, a obrigatoriedade nunca é legal. [43:10] Renato Kfouri Nunca. Não, uma coisa, ninguém gosta- [43:11] Participante Acabou o debate. Acabou o debate. É isso que a gente queria. [43:13] Renato Kfouri Ninguém gosta de ser obrigado a fazer nada. [43:16] Participante Acabou o debate então. Você concordou co-comigo. [43:18] Renato Kfouri Ninguém gosta de ser obrigado a fazer nada. [43:19] Participante Fa-fa-fala ali na câmera pra OMS: "Obrigatoriedade nunca é legal". Fala ali, repete pra gente. [43:25] Renato Kfouri Todas as crianças são obrigadas a tomar vacina. Embora a obrigatoriedade não seja algo que a gente deva impor, a gente tem aquele balanço- [43:32] Participante Obrigatoriedade não seja algo que a gente deva impor. Perfeito. [43:35] Renato Kfouri Perfeito. Então, dam- [43:36] Participante Estamos concordando agora. [43:37] Renato Kfouri Agora estamos concordando. E ex-existe um balanço que a gente chama de persuasão e coerção. Eu te convenço de uma coisa: "Olha, vacine seu filho, é importante, a doença pode matar, faça isso, não deixe de vacinar seu filho". Isso é persuasão, isso é educação e saúde. E existe normas sociais de limites para controle de doenças e limites para proteção das crianças, que é o que nós chamamos de normas coercitivas. Então cê vai matricular seu filho, ninguém vai deixar de matricular uma criança na escola porque não tomou vacina, mas é um dos documentos- [44:11] Participante Ah, existe sim. [44:11] Renato Kfouri Não existe. [44:12] Participante Existe. [44:12] Renato Kfouri Não existe no país. Não é a norma. [44:13] Participante Existe obrigatoriedade, sim, de pessoas serem matriculadas. Quando você vai matricular seu filho- [44:19] Renato Kfouri É um documento exigido. [44:20] Participante Cê precisa entregar a carteira de vacinação. [44:22] Renato Kfouri Mas nenhuma criança é deixada de frequentar pra escola, ela não é penalizada duas vezes, ficar sem vacina e sem escola. Isso não existe essa regra no Brasil. [44:29] Participante Existe sim. [44:30] Renato Kfouri Existe o documento necessário. [44:31] Participante Senão a pessoa não se matricula. [44:32] Renato Kfouri Matricula. [44:33] Participante Então eu posso- [44:33] Renato Kfouri Nenhuma criança é recusada na escola porque não tomou vacina. Agora, ela é cobrada, isso é verdade. Ninguém arrasta uma criança à força da sua casa, fisicamente, e toma-- e injeta uma vacina. [44:45] Participante Nos Estados Unidos, há estados que obrigam o, o, o, as pessoas a se vacinarem. E agora eles querem pegar o, o modelo da Dinamarca que não obriga, mas como o senhor falou, persuade bem as pessoas porque as pessoas veem- [44:57] Renato Kfouri Eu não tenho dúvida que o convencimento é muito melhor. [45:00] Participante O convencimento é melhor do que a obrigatoriedade, certo? [45:03] Renato Kfouri Mas nós temos que proteger as crianças. [45:04] Participante Então nós concordamos. O convencimento é melhor que a obrigatoriedade. [45:06] Renato Kfouri Por isso que as crianças precisam ser protegidas e por isso que a obrigatoriedade é só pras crianças. [aplausos] [45:11] Participante Bom papo. [45:13] Renato Kfouri Remédios e vacinas têm o mesmo risco. [45:20] Participante Fala, doutor. [45:21] Renato Kfouri Vamo lá, cowboy. [45:22] Participante Ê goiano, hein? Concordo-- é, discordo totalmente, tá? Porque assim ó, eu sou a favor daquela medicina natural. Por exemplo, uma pessoa que pega bronquite, ela tem que fazer um esporte, uma natação. E outra coisa, não tem- [45:32] Renato Kfouri Ela não toma remédio, você que toma bronquite? [45:34] Participante Não tem a mesma eficácia, porque doutor, é o seguinte: só concordar comigo. A Covid, pessoas morriam e o laudo era dezenove mil. E como é, como é que cê me explica? Na época da Covid tinha Cracolândia. Nenhum usuário de droga lá morreu de Covid. Como é que cê me explica? [45:49] Renato Kfouri Bom, vamo lá. Cê tá falando de medicamento e vacina, se tem riscos pra essas, pra essas duas, é, dois tipos de intervenção que a gente faz em saúde. Cê já foi pra um pronto-socorro alguma vez? [45:59] Participante Não. [45:59] Renato Kfouri Nunca foi? Nunca teve doente. Já teve alguém da família que foi? [46:02] Participante Não, eu evito também. [46:03] Renato Kfouri Não, ninguém foi, ninguém teve uma amigdalite, uma bronquite. [46:06] Participante Graças a Deus, graças a Deus. [46:06] Renato Kfouri Que família espetacular, né? [46:08] Participante Graças a Deus. Isso aí graças a Deus, eu dei essa deixa. [46:09] Renato Kfouri Parabéns, mas a maioria das pessoas, não vamo tirar sua família que nunca fica doente, mas a maioria das pessoas quando ficam doente e buscam serviço de emergência, porque tão com alguma dor, tão com alguma apendicite, tão com uma crise de asma, seu filho tá com febre, enfim, os pronto-socorros vivem lotados, não são da sua família, mas muita gente vai pro pronto-socorro. E os pronto-socorros são lotados. Quando cê entra no pronto-socorro com uma doença qualquer e você precisa receber alguns medicamentos, quase sempre você recebe medicamento, seja por via inalatória, seja porque injetar alguma coisa na sua veia, seja porque aplicar alguma injeção no seu músculo, porque você precisa daquele medicamento pra melhorar sua condição de saúde. Isso salva vidas, isso evita infarto, isso evita AVC, isso tira neu-- quadros neurológicos graves, isso faz AVCs serem revertidos. A gente salva vidas todos os dias no pronto-socorro graças, graças aos medicamentos. [47:01] Participante E no hospital também, vai pegar uma bactéria. E fora que assim ó, cê vai no convênio, você é melhor tratado. Cê vai no sistema público de saúde, só no papel que é maravilhoso. Cê é mal tratado, a porta tem que ficar aberta. [47:12] Renato Kfouri Não, essa é outra conversa, mas vamo lá. Quando você precisa desses medicamentos, todos eles têm efeitos colaterais. Tá lá na bula deles, não sou eu que tô dizendo. Tá lá, você tomou um corticoide pro asma, você tomou um remédio pra inflamação, pro a-- sua artrite reumatóide. Então vamos lá: pode dar gastrite, pode dar um aumento de pressão, pode acelerar sua glicemia, pode dar problema de insônia. E você, e você toma. Você não, você-- eu já disse que você não toma, mas as, as pessoas que vão lá no pronto-socorro tomam. As pessoas tomam. As pessoas tomam porque elas pri-- querem melhorar, elas não tão se sentindo bem. E esses eventos colaterais que os remédios têm e que a gente pouca importância dá, porque a gente tá doente. Eu vou ter uma gastrite tomando antibiótico, mas eu passando mal, eu vou tolerar minha gastrite, minha diarreia. Só terminando. E com as vacinas, a grande dificuldade que a gente tem convencer pessoas como você, por exemplo, que fala que vacinas, é, pode dar problemas sérios, é que vacina você tá bem. Pra você tomar uma vacina, você tem que tá bem. Então esses efeitos colaterais raros que as vacinas têm, como são raros dos remédios também, muitas vezes são muito menos tolerados. "Pô, eu não tinha nada, tomei a vacina, agora eu tô com dor no braço. Pô, que saco! Por que que eu preciso tomar essa vacina? Pra me dar dor?" [48:19] Participante Se o senhor tá defendendo a vacina que faz bem, por que que dá o efeito? Tem que dar efeito nenhum, tem que sair de lá pulando. Ê Goiânia! Entendeu? Vambora. Tem que sair de lá feliz, não com dor no braço. [48:28] Renato Kfouri Essa vacina não vai dar. Isso eu não posso te prometer. [48:30] Participante Mas sabe por que, doutor? Porque é o seguinte- [48:32] Renato Kfouri Isso eu não posso prometer. Vacina que não vai dar efeito colateral não existe. [48:34] Participante Qual é o que mais mata hoje? [48:39] Participante Você não foi ainda. [48:40] Renato Kfouri É. Olá. [48:41] Participante Tudo bom? [48:41] Renato Kfouri Como é que cê chama? [48:43] Participante Lucas. [48:43] Renato Kfouri Lucas, prazer, Renato. [48:43] Participante O senhor pode repetir o tema pra mim? [48:45] Renato Kfouri O tema é remédios e vacinas têm o mesmo risco. [48:47] Participante Quais são os riscos Dos remédios. Porque eu acredito que o grande problema é a obrigatoriedade. Quando o senhor coloca que é obrigatório-- eu concordo com a metade das coisas que o senhor falou, mas quando o senhor coloca que é obrigatório tomar vacina, é aí que entra o grande problema. A gente sabe que a vacina tem colateral, mas o remédio também tem colateral, o senhor concorda comigo? [49:09] Renato Kfouri É, tem. Esse, esse é o ponto, né. Quando você toma uma medicação, você sabe que pode ter efeitos colaterais. Eu tomo amidalite, tô com antibiótico, vou t-- vou ter uma diarreia, vai me mexer no, às vezes na, no meu sono, vai mexer no meu humor. E assim, a gente, mesmo assim a gente recebe esses medicamentos ou toma esses medicamentos porque a gente tem um agravo na nossa saúde que precisa ser controlado. Eu sou diabético, tenho pressão alta, ainda-- eu preciso desse meu colesterol alto. Mas com as vacinas- [49:37] Participante O senhor vai ser obrigado a tomar o remédio? [49:39] Renato Kfouri Se vo-- não, aí não-- a obrigação no nosso país pra vacina é só pra crianças, que precisam ser protegidas de eventuais danos que elas possam ser sofridas por conta de negligência de alguns pais que não querem vacinar seus filhos. Isso é outra história de obrigatoriedade. Agora, os efeitos colaterais que as vacinas podem trazer, dor mais comum, febre, mal-estar. Todo mundo que tomou vacina já sofreu isso alguma vez. Já passou mal um dia, ficou meio enjoado, ficou com uma febre, um mal-estar. Tem gente que não tem nada, tem gente que tem mais. Isso depende da vacina e depende de cada organismo. [50:11] Participante Mas os remédios também trazem colaterais, corretamente? [50:14] Renato Kfouri Corretamente. [50:15] Participante Então se eles trazem colaterais, é a mesma questão da vacina. [50:17] Renato Kfouri Exatamente. Vacinas e remédios têm riscos iguais. [50:21] Participante Colaterais. [50:22] Renato Kfouri Riscos iguais. E o benefício que a gente tem, quer seja tratando a doença que você tem, quer seja prevenindo a doença através das vacinas, superam esses efeitos colaterais. Não faz sentido eu dar uma vacina pra todas as crianças brasileiras que vão traz-- que vai trazer mais problemas do que soluções. Não faz sentido o universo e os países do mundo, a Organização Pan-Americana da Saúde, colocar que as vacinas são importantes, que os países devem incorporar essas vacinas pra todas as crianças ou adultos, pras faixas etárias, pras grávidas, se essas vacinas fossem trazer malefícios, se fossem mais mal, fizessem mais mal do que bem. Claro que os efeitos colaterais são conhecidos, a gente conhece tu-- muito bem eles, e vai aprendendo a cada vez mais conforme a gente vai usando mais. Mas enquanto o benefício for maior que o risco, a vacina vai continuar sendo recomendada. [som de estalo] [risos] Ó, tem gente que não veio aqui ainda, hein? [51:23] Participante Tá com medo de mim, doutor? [51:24] Renato Kfouri Não, de jeito nenhum, mas eu tô querendo dar oportunidade pra todos. Vamo lá. Mas cê só me deixa eu falar, né? Vamo lá, vacinas e medicamentos. [51:31] Participante O senhor mesmo nesse debate, cê já falou que havia várias vacinas pra Covid e essas vacinas foram diminuindo, porque essas vacinas que ficaram seriam melhores do que as que começaram e- [51:42] Renato Kfouri Perfeito. [51:43] Participante Ou seja, o senhor já se contradiz nisso. E-- nem entre as mesmas vacinas pra mesma doença há o mesmo risco. Ou seja, o senhor mesmo colocou. Então o senhor colocou que há vacinas melhores do que outras. [51:54] Renato Kfouri Claro. [51:55] Participante E agora, qual o tema do debate agora? [51:57] Renato Kfouri Vacinas e medicamentos. [51:58] Participante Tem o mesmo? [51:59] Renato Kfouri Tem o, tem o mesmo risco ou podem trazer risco diferente. [52:02] Participante Não tem, senão, senão não teria sido apenas selecionadas algumas vacinas. [52:06] Renato Kfouri Medicamentos também têm riscos. E já foram selecionados alguns medicamentos que a gente usava no passado pra tratar hipertensão, que hoje a gente não trata. A gente tratava diabetes com grupo de droga, hoje trata com outras. [52:15] Participante Tá, vamo, vamo pegar o exemplo que o senhor deu, hipertensão e diabetes. Se eu for no médico, o médico pode receitar determinado remédio para diabetes, certo? [52:23] Renato Kfouri Que é melhor pra você. [52:24] Participante Se eu for em outro médico, ele pode receitar outro medicamento pra mesma doença. O senhor concorda que há essa divergência entre médicos? [52:31] Renato Kfouri É possível que o médico prescreva porque tem mais familiaridade com uma droga ou com outra, mas isso aí, isso existe, claro. [52:36] Participante Se há dissidência entre os próprios médicos, entre a própria ciência, se há dissidência entre os próprios fabricantes de vacina, então por que que você acredita que deva ser uma unanimidade de pensamento da, dessa, dessas pessoas que divergem entre si e imporem pra nós? [52:53] Renato Kfouri Deixa eu, deixa eu, deixa eu contextualizar pra você primeiro a Covid, depois a gente vai pros medicamentos. Quando a gente tá numa pandemia e a gente precisa de muitas doses de vacinas pra vacinar o planeta inteiro, que foi o que aconteceu, foram bilhões de doses hoje distribuídas, mais de cinquenta bilhões de doses de vacinas contra Covid no planeta, nenhuma vacina tem tanta experiência em uso, a gente foi aprendendo com o uso dessas vacinas quais são os efeitos colaterais. [53:16] Participante Aprendendo com pessoas morrendo? [53:17] Renato Kfouri Não, salvando. Ao contrário, salvando pessoas. [53:19] Participante As pessoas iam morrendo. Ah, não, aprendi que isso aqui tá errado. [53:22] Renato Kfouri Não, salvando pessoas. A gente aprendeu salvando pessoas com as vacinas, que os efeitos colaterais delas podiam acontecer. Olha, um pra cada um milhão tem uma trombose, um pra cada cinquenta mil tem uma miocardite. [53:32] Participante Aí pode morrer. E você tá confiando nesse... [som de estalo] [53:38] Renato Kfouri Ah, conseguiu. Como é que cê chama? [53:40] Participante Luiz. [53:41] Renato Kfouri Luiz, muito prazer, Renato Luiz. [53:42] Participante Prazer. [53:43] Participante Doutor, primeiramente eu quero agradecer, porque a classe de doutores aqui no Brasil, ele sofre muito. É, no sentido de pagar pouco, né, de pagamento. Eu acho que deveriam ser mais valorizados. Então, eu digo na classe dos mais novos, né, porque os mais antigos, eles são maravilhosos. E segundo, doutor, é, sobre a Covid, sobre a vacina e sobre esse tema. Eu sou diabético. Eu uso metformina, né. Teve uma época da minha vida que eu comecei a fazer dieta e melhorou muito a minha vida. [54:31] Renato Kfouri Provavelmente. Dieta é fundamental pro diabético. [54:33] Participante Melhorou muito a minha vida. Então assim, é, o, o remédio, é, ela tem muito efeito colateral. Sei de que quando eu comecei a tomar a metformina, eu tive muito efeito colateral. [54:48] Renato Kfouri Sa-sabe que os medicamentos, a prevenção é m-é muito importante na medicina. [risos] Não deu nem pra eu terminar a resposta. [som de estalo] [54:59] [risos] [55:02] Renato Kfouri Vamos lá, Lu. [55:02] Participante Eu tenho endometriose, é, desde os meus 12 anos. Eu tomo muito medicamento, obrigada pela minha condição. Eu não sou obrigada por um sistema. Então, tipo assim, não tem outra, [aplausos] outra saída pra mim a não ser tomar muitos remédios. A minha cirurgia no SUS, eles só secam os focos da endometriose e esses focos voltam. Então a vida da pessoa continua horrível. [55:26] Renato Kfouri Sim, é uma doença bem- [55:27] Participante Pra operar no particular e retirar esses focos, que o, o particular é o único que faz essa retirada de, dos focos, é cento e vinte mil reais. Então assim, é, é inviável, acho que pra maioria da população. [55:40] Renato Kfouri Mas onde, onde nós vamos chegar na, nos tratamentos e as vacinas? [55:42] Participante A gente vai chegar-- é que você-- o tema? [55:45] Renato Kfouri É vacinas e medicamentos têm riscos. [55:47] Participante Tem risco. Então, aqui eu sou obrigada a tomar medicamento pela minha condição de saúde, porque eu não tomaria se eu não tivesse. [55:52] Renato Kfouri Perfeito. [55:52] Participante Eu sou obrigada a tomar a vacina por causa de um sistema que me obriga. [55:55] Renato Kfouri Você não é obrigada, só as crianças são obrigadas a tomar vacina. No nosso país, a legislação- [55:59] Participante Se eu quiser entrar numa empresa agora, eu vou ter que tomar vacina. [56:02] Renato Kfouri Se você não for profissional da saúde, não é obrigado. Obrigatoriedade por lei- [56:05] Participante Mas no começo da pandemia, eu passei por uma entrevista, eu tinha que tomar a vacina pra, pra entrar pra empresa. [56:09] Renato Kfouri A pandemia foi uma situação muito particular, porque em algum momento a gente discutiu bastante a obrigatoriedade de transmissão. Mas no geral, a obrigatoriedade de vacinação no nosso país é para crianças. [56:21] Participante Então assim, os, os médicos estão tão preocupados com a saúde das pessoas que tipo assim, uma cirurgia de cento e vinte mil, você conhece algum amigo seu que vai fazer uma cirurgia de graça pra ajudar alguém? Mas não, na hora de ir lá obrigar, vai, a-aí obriga, entendeu? Mas pra ajudar. [56:33] Renato Kfouri Eu acho que o SUS tem muitos defeitos. O SUS tem muitos defeitos. A do-- demora, fila, tratamento, medicamentos, cirurgias não todas disponíveis. [56:43] Participante Aí que tá, tem a- [56:44] Renato Kfouri O SUS tem muitos defeitos, mas as vacinas no nosso país, nós temos trinta e oito mil salas de vacinas. [56:49] Participante Tem as contraindicações. [56:51] Renato Kfouri Oferecendo, oferecendo vacinas, mais de dezessete vacinas pras crianças e pros adultos e outros milagres, são mais de trinta, de forma gratuita em trinta e oito mil salas. Nenhum país do mundo, nenhum país do mundo que tem mais de cem mil habitantes, oferece tantas vacinas de forma gratuita em tantos postos como o Brasil faz. É o maior programa de inclusão social do nosso país, não é desse governo, não tô falando de política não. Só que há trin-- há cinquenta anos nós temos um programa assim. [57:15] Participante Os remédios-- pode deixar eu falar antes que me tirem. Os remédios são, são receitados e tem as me-- mas são receitados por vocês. Omeprazol, por exemplo, vocês enfiam omeprazol até o último. Isso dá câncer no estômago. [57:26] Renato Kfouri Risco e benefício. [57:27] Participante Dá câncer no estômago a longo prazo. [57:29] Renato Kfouri O que norteia a prescrição e a recomendação médica é isso. Eu sei que esse remédio pode causar efeito colateral, mas o benefício é maior. Vamo lá, de volta. [57:42] Participante Olá, tô de volta. E- [57:44] Renato Kfouri Valendo. [57:44] Participante Eu acredito que nem você acredita na frase nesse caso. [57:47] Renato Kfouri Que frase? [57:47] Participante Como o colega ali falou, que a de remédios e vacinas têm o mesmo risco. Eu acredito que mesmo você não acredita nisso. [57:54] Renato Kfouri Cê acha? Eu acredito. [57:55] Participante Não, cê não acredita que tem o mesmo risco. [57:57] Renato Kfouri O mesmo risco. [57:58] Participante Há riscos, você acredita que há riscos, mas o mesmo patamar de risco, não. [58:03] Renato Kfouri Depende da vacina, do remédio até mais. [58:04] Participante Justamente. Se depende, então não é o mesmo. [58:06] Renato Kfouri Não, até mais no remédio, às vezes. [58:07] Participante Bom, mas- [58:07] Renato Kfouri Então na média, são o mesmo. Vamo colocar assim. [58:10] Participante Não, não, não é o mesmo. E eu queria falar, já que você falou sobre vacinas e tudo mais, eu fa-- eu queria citar Bill Gates, que falou no TEDx, em algum momento, 2009, não sei. Ele falou sobre a África, que um problema pra ele era o crescimento populacional, e a solução que ele deu foi vacinas. Ele falou explicitamente que as vacinas- [58:28] Renato Kfouri Ele é um grande incentivador. O Fundação Bill e Melinda Gates são grandes incentivadores das vacinas. [58:31] Participante Sim, mas para combater o crescimento populacional na África? O que isso significa? [58:34] Renato Kfouri Não, pra aumentar a sobrevida. [58:35] Participante É o que ele falou, tá no TEDx. Quem quiser procura. [58:38] Renato Kfouri É pra aumentar a sobrevida dessas crianças. [58:39] Participante Aliás, em outubro de 2019, teve o evento 201, organizado por instituições internacionais, a, o Fórum Econômico Mundial, inclusive é uma, um deles, fazendo um teste de o que aconteceria se tivéssemos uma epidemia no planeta e como que os governos deveriam agir. Então a gente teve um ensaio do que foi exatamente a Covid naquele momento. A Covid surgiu meses depois, não foi, é... [59:06] Renato Kfouri Você já teve alguém com câncer na família? Algum conhecido, não precisa ser na família. [59:10] Participante Eu acho que não faz diferença. [59:10] Renato Kfouri Não, não, não, só, só essa pergunta. Você conhece alguém que teve câncer e fez uma quimioterapia? [59:14] Participante Conheço, mas não faz diferença. [59:15] Renato Kfouri Então, por exemplo, a droga que você usa na quimioterapia, o efeito colateral dela é pesado em geral, né? [59:20] Participante Sim. [59:21] Renato Kfouri Só tô comparando duas coisas que cê falou que não são comparáveis, às vezes as vacinas dão mais efeito. Então, quando você- [59:26] Participante Mas eu não tô dizendo pras pessoas não tomarem remédio. Eu tô dizendo que as pessoas elas deveriam ter o direito de escolha de quando tomar um remédio ou outro. [59:33] Renato Kfouri A vacina também. [59:33] Participante E deveriam saber quais são essas condições. [59:35] Renato Kfouri As crianças são obrigadas, os adultos não são obrigados não. [59:38] Participante São obrigados sim. [59:39] Renato Kfouri Não são obrigados. [59:39] Participante Durante a pandemia foram. Tem prédio, tem um monte de empresa que não contrata se você não tomou determinada vacina. [59:43] Renato Kfouri A vacina, a única vacina obrigatória que existe pra adultos- [59:46] Participante Você pode falar também sobre viagem, pra poder viajar em certos lugares, você tinha a obrigatoriedade de ir vacinando adulto. [59:51] Renato Kfouri Isso, a única vaci-- isso, exatamente. Isso é o regulamento sanitário internacional que hoje, ao meu ver, isso podia ser expandido. [59:57] Participante Eu diria que isso daí- [59:57] Renato Kfouri E nós estamos rediscutindo. A única vacina- [59:59] Participante Tem um ano segundo, só deixa eu falar uma coisa. [1:00:00] Renato Kfouri Não, eu preciso falar. A vacina da febre amarela é uma vacina que hoje que faz parte do regulamento sanitário internacional. Eu não posso ir a algum país que tenha, que não tenha febre amarela e levar febre amarela. Isso é uma regulação internacional, aí você toma a vacina se você quiser, ou você não vai. Vacinar é melhor do que imunidade natural. Valendo. [1:00:24] Participante Baseado em fatos reais. [1:00:25] Renato Kfouri Exato. Por que que você acha que pegar a doença é melhor do que tomar vacina? [1:00:30] Participante Eu, particularmente, pelo que eu vivi nesses últimos anos, eu estava com a minha ex-namorada, a mãe dela ligou, falou: "Ó, corre comprar a ivermectina, que vai pr-- é o que tá ajudando, que tá salvando". Eu fui na farmácia e comprei. Paguei sete e pouco na caixinha, comprei umas quarenta caixinha lá, já passei- [1:00:46] Renato Kfouri Seu caso especial. [1:00:47] Participante O meu caso. [1:00:48] Renato Kfouri Tá, tá contando um relato anedótico. [1:00:49] Participante O meu relato é real. [1:00:51] Renato Kfouri Não é da ciência. [1:00:51] Participante Eu, ela, minha família. [1:00:52] Renato Kfouri É, isso. [1:00:52] Participante Então o que importa é minha família. [1:00:54] Renato Kfouri Vinte pessoas. [1:00:54] Participante Isso, vinte pessoas. Vinte pessoas fizeram isso, não tomaram a vacina e estão vivas até hoje. Então, naturalmente [1:01:01] Participante Isso aconteceu e deu certo [1:01:02] Renato Kfouri Deixa eu te contar. A ciência, de novo, a ciência não se faz com relato de vinte pessoas ou de dez ou de quinze ou da minha família. Na minha família todo mundo come pizza e todo mundo teve covid. [1:01:10] Participante É. [1:01:11] Renato Kfouri Isso quer dizer que a, a pizza que a gente come de domingo previne, é, fez com que a gente teve covid? [1:01:16] Participante Não, tu come pizza também. [1:01:18] Renato Kfouri E nem, e nem foi a ivermectina que você tomou. Só, só, só tô comparando duas coisas que não são mensuráveis em termos de ciência. O nível de evidência que a gente faz pra acreditar, pra gente saber que a ciência fu-- é baseada nisso ou não, são estudos controlados que a gente dá ivermectina pra uma de-- milha-milhares de pessoas, não dá pra outras milhares, acompanha essas pessoas durante um tempo e vê se protegeu ou não. Isso gera evidência. Fala: "Olha, quando você toma ivermectina de tanto a tantos anos, tantas vezes tomando por dia, na dose tal, sessenta por cento aqui teve covid, aqui teve vinte por cento". Opa, então a ivermectina funcionou? Parece que sim, isso é um estudo controlado. Ou contrário, não adiantou nada. E até hoje nenhum estudo mostrou que ivermectina, cloroquina, azitromicina ou qualquer outro remédio pra outro bicho vai fazer diferença tanto na prevenção quanto no tratamento. [1:02:10] Participante Em contraproposta, foi provado que vacinas aplicadas fizeram mal às pessoas. [1:02:13] Renato Kfouri Não, fizeram muito bem. [1:02:14] Participante Ô, fizeram mal, fizeram mal. [1:02:15] Renato Kfouri Fizeram muito bem, cara. [1:02:15] Participante Matou um monte de gente. [1:02:16] Renato Kfouri Salvaram milhares e milhões de pessoas no mundo. [1:02:19] Participante E matou milhares. [1:02:19] Renato Kfouri O número de efeitos colaterais relacionados à vacina superam de longe- [1:02:23] Participante Eu sou contabilizado como? Eu sou contabilizado que eu tô vivo. Eu sou contabilizado que tomei a vacina e sobrevivi à vacina. [1:02:27] Renato Kfouri Naquele que você tomou ou não tomou? [1:02:28] Participante Não. [1:02:29] Renato Kfouri Então, você tá naquele que tomou, que não tomou e sobreviveu. [1:02:32] Participante Isso, eu sobrevivi. [1:02:33] Renato Kfouri Isso. Agora, tem aqueles que to-- não tomaram a vacina, como você, e que tiveram doença mais grave. Tem aqueles que tomaram a vacina. Então quando a gente compara quem teve doença grave, quantos por cento eram vacinados e quantos não, é oitenta por cento a eficácia da vacina. Pra forma grave hospitalizado. Pra forma mais leve, sessenta por cento. Então aí depende da idade, depende da vacina, depende do momento da epidemia. Mas voltando à história, que é o nossa, nossa principal discussão aqui em termos de-- voltando ao ponto que a gente pegar a doença ou se proteger dela, a gente não pode comparar as duas coisas. Deixa eu te contar uma história. No passado, quando não tinha vacina de sarampo, de rubéola, de catapora, cê não era nem nascido. [1:03:14] Participante Não. [1:03:15] Renato Kfouri Na minha época, quando eu era pequeno, as mães, o que que elas faziam? Tinha um filho com caxumba, colocava todo mundo junto, chamava os primos pra pegar doença novinho, porque sabia que se esse indivíduo pegasse a caxumba, catapora ou sarampo, é, era, era muito mais grave. A gente não tinha outra saída. A gente fazia uma vacinação, a gente ia sequenciando e infectando uns aos outros pra fazer essa chamada imunidade natural, porque sabia que se ele ia, ele ia pegar catapora de algum jeito, não tinha vacina. Ele ia em algum momento da vida. E quanto mais cedo ele pegasse, menos grave era a doença. Esse era o racional que a gente fazia. [1:03:48] Participante E funcionou. [1:03:49] Renato Kfouri Hoje, com vacinas- [1:03:51] Participante E funcionou. [1:03:51] Renato Kfouri Não, muita gente morria infelizmente, morria menos de catapora, de sarampo, do que morria mais adulto. E hoje, com vacinas, a gente não quer ninguém com catapora, ninguém com sarampo, ninguém com meningite, ninguém com gripe, ninguém com coqueluche. "Ah, Renato, cê tá falando que tomar vacina é cem por cento?" Infelizmente, não. Quem te prometer que vacina vai te proteger cem por cento, tá te enganando. [1:04:14] Participante Então eu não posso entrar naquele grupo, eu não posso entrar naquele grupo e falar assim: "Eu vou, então eu posso escolher em tomar ou não, ao invés de ser obrigado?" [1:04:20] Renato Kfouri Você não pode fazer isso com seu filho, que aí você tá negligenciando o cuidado do seu filho. Mas os adultos têm, não, não precisam se vacinar, ninguém te obriga a se vacinar. [1:04:28] Participante Eu obrigo, eu obrigo. Eu fui viajar, tive que dar um jeito de viajar. [1:04:30] Renato Kfouri A febre amarela, sim. A febre amarela eu já falei, é a única vacina que hoje a gente tem o regulamento internacional. Hoje. [1:04:41] Participante Hoje, mas na época... [1:04:41] Renato Kfouri [risos] Deixa eu ir, rapidão. [1:04:44] Participante Eu vou rápido, vou rápido. Eu vou rápido. Eu queria dizer, é, você, você mencionou os exemplos do sarampo e da rubéola. A, a rubéola tem uma mortalidade muito baixa, até onde eu sei. [1:04:54] Renato Kfouri É muita malformação quando atinge a grávida, né? O grande prin-- problema da rubéola- [1:04:57] Participante Só quando atinge a grávida, aí eu concordo, mas quando não se trata desse caso, a mortalidade é muito baixa. Então o risco-benefício já não vale pro caso da rubéola. [1:05:05] Renato Kfouri Não, o risco-- é uma vacina extremamente segura, por isso que o países todos do mundo- [1:05:09] Participante Mas você vai ter os efeitos colaterais. [1:05:10] Renato Kfouri Muitos raros. [1:05:11] Participante Pra uma mortalidade muito, muito, muito baixa. [1:05:13] Renato Kfouri É que a morta-- a, a síndrome da rubéola congênita, não sei se você já teve a oportunidade- [1:05:17] Participante Que é o caso do, das grávidas. [1:05:18] Renato Kfouri A grávida quando adquire uma rubéola. [1:05:19] Participante Nunca as grávidas vão te dar o, a razão. Mas os demais não. [1:05:23] Renato Kfouri Mas pra gente controlar a doença na grávida, a gente precisa controlar a doença proporcionalmente. [1:05:26] Participante Não necessariamente. [1:05:27] Renato Kfouri Sim. [1:05:27] Participante Não necessariamente. Não necessariamente. [1:05:29] Renato Kfouri Por isso que os países colocam nos seus programas. [1:05:31] Participante Porque você tá falando de uma pessoa que simplesmente não é doente e você vê ela como risco, e isso também é um problema. Mas aí o outro caso do sarampo. O, o caso do sarampo é o caso em que a mortalidade já tinha caído quando lançaram a vacina. Não diminuiu a mortalidade. O que mudou foram os sintomas. Os sintomas eu vou concordar. Mas o número de mortes, proporcionalmente, o percentual de mortes já tinha caído quando saiu as vacinas. [1:05:53] Renato Kfouri Cê sabe quantas mortes tiveram em 2025 por sarampo no México? Trinta. Trinta pessoas ainda morreram de sarampo numa epidemia atual de sarampo nos Estados Unidos, no Canadá e no México. [1:06:03] Participante Tá. O de rubéola eram dezessete, se não me engano, o número de mortos. Mas qual o tamanho dessa população? [1:06:08] Renato Kfouri O tamanho da-- nós tínhamos zero. As Américas eram zona livre de zero de sarampo. [1:06:14] Participante De fato, é um salto que não dá pra mensurar. Por outro lado, é um número baixo comparado com o tamanho da população. [1:06:19] Renato Kfouri Trinta mortes por sarampo, cê acha aceitável? [1:06:22] Participante Não sei qual o tamanho da população. É bilhões, centenas de bilhões. [1:06:24] Renato Kfouri Não importa. É uma doença hoje evitável, cara. Você morrer uma criança- [1:06:28] Participante Mas e quais são os efeitos colaterais? A gente tem de comparar risco- [1:06:31] Renato Kfouri Crianças, crianças morrerem de sarampo nos dias de hoje com uma vacina que custa, de novo, centavos. Disponível em quantidade- [1:06:39] Participante Mas a decisão é uma decisão que tem de ser feita pelos pais. [1:06:42] Renato Kfouri É inadmissível hoje a gente vivenciar uma criança, uma morte por sarampo. [1:06:47] Participante A ciência que não pode ser questionada é propaganda, pura propaganda. É simplesmente- [1:06:52] Renato Kfouri Não, a ci-ciência é ser questionada todos os dias. Ciência é questionada todo dia. [1:06:56] Participante Mas não pode questionar se a pessoa tem de tomar [1:07:02] Participante Ah, cheguei! Vamos lá, doutor. Voltando pro que eu tava falando da bronquite. Pra curar bronquite, toma chá com limão e mel, certo? Gengibre com limão cura da gripe, tá entendendo? [1:07:13] Renato Kfouri Cura. Não é nem só tira da crise, é cura. [1:07:15] Participante Exatamente, por isso que eu sou a favor. Ó, vitamina C, suco de laranja. [1:07:17] Renato Kfouri Hã. [1:07:17] Participante Então eu sou a favor da medicina natural, entendeu? Meu caso aqui ó, tenho a- [1:07:21] Renato Kfouri Mas vai no médico também, tá? [1:07:22] Participante Eu tenho uma saúde de touro, doutor. [1:07:25] Renato Kfouri Eu acredito, mas- [1:07:26] Participante E não tome Monjaro. Monjaro faz mal. Quer emagrecer? Fecha a boca, entendeu? [1:07:30] Renato Kfouri Mas além, além, além da medicina natural, que obviamente num, num, é inquestionável- [1:07:35] Participante BTR faz exame de sangue. [1:07:36] Renato Kfouri Não deixe de ir ao médico. [1:07:39] Participante Beleza, doutor. [1:07:40] Renato Kfouri Tá bom? [1:07:40] Participante Gostei de conhecer você, mas não vou no médico nunca, nem em cemitério. Ê Goiânia, hein? Canal Foco, obrigado, hein [risos]. Assistam o Canal Foco, hein. E o que cura também é a música, hein. Eu cheguei no rodeio pra me divertir. Diz, diz. Que festa louca, que festa linda. [1:07:54] Participante [risos] Rapidinho, rapidinho, cês já me tiram. Ó, o senhor falou pra ele que as vacinas não podem ser cem por cento eficazes. [1:08:09] Renato Kfouri Eficazes. [1:08:10] Participante E aí quando morrem trinta e seis pessoas, trinta pessoas- [1:08:12] Renato Kfouri Trinta? Ah, do sarampo. [1:08:14] Participante Do sarampo. Aí cê fala que eles morreram porque não tomaram a vacina. [1:08:17] Renato Kfouri Porque- [1:08:17] Participante Cê não acha que cê tá se contradizendo? [1:08:19] Renato Kfouri Não. [1:08:19] Participante Se, se, se não é cem por cento curável- [1:08:21] Renato Kfouri O sarampo mais ou menos pra cada- [1:08:22] Participante Se não é cem por cento curável, como é que eles morrem e você fala que morreu porque não tomou a vacina? [1:08:26] Renato Kfouri Pra cada mais ou menos mil casos, esses números são mais ou menos estatísticos pra cá. [1:08:30] Participante Tá, mas você se contradisse. [1:08:31] Renato Kfouri Vamo lá, deixa eu explicar por que que não. [1:08:32] Participante Cê se contradisse nesse aspecto. [1:08:34] Renato Kfouri Deixa eu explicar por que que eu não me contradiz. [1:08:35] Participante Então cê tá falando agora que é cem por cento curável. [1:08:37] Renato Kfouri Não, deixa eu explicar porque-- pode me ouvir? Vamo lá. Pra cada mil casos numa epidemia de sarampo, a gente tem uma morte. Mais ou menos essa é a proporção. Quando o Brasil teve quarenta e oito mil casos em 2016, 2017, morreram quarenta pessoas. Os Estados Unidos, e Canadá e México, onde tá tendo a epidemia atual, o atual epicentro, teve mais ou menos trinta mil casos, tão com trinta mortes. Mais ou menos isso tem se reproduzido. Então pra cada trinta mil pessoas que se infectam por sarampo, né, mais ou menos nós temos trinta mortes. Dessas trinta mortes que nós tivemos, oitenta por cento eram não vacinados. Oitenta por cento. Esses números das Américas. Então esse, nós tamos com esses dados atuais, mas as epidemias mais ou menos são do mesmo, na, na mesma proporção em relação ao sarampo. Sarampo eu falo com bastante propriedade porque eu estudo isso há muito tempo, presido a comissão na técnica de eliminação do sarampo aqui das Américas. Então essas estatística do sarampo mostra que a grande maioria daqueles que morrem... Ôô, bom dia. [1:09:40] Participante Boa tarde. [1:09:41] Renato Kfouri Boa tarde, como é que vai? [1:09:42] Participante Meu nome é Clarice. [1:09:42] Renato Kfouri Clarice, muito prazer, Clarice. Renato. [1:09:44] Participante Então, é, o senhor tava falando aí com relação à forma de, do ta-- do tratamento natural pra im-imunidade, correto? E eu acho assim, como eu sou nordestina, lá na minha terra e até, até os povos indígenas, eles fazem tratamentos naturais e ninguém vê o índice. A Funai não diz o índice de quantas pessoas ali da tribo indígena eles sofrem porque eles fazem os, os usos de medicamento natural. [1:10:11] Renato Kfouri Isso é muito comum lá mesmo. [1:10:13] Participante E no Nordeste também. E sobre o sarampo, na minha época, a minha avó sempre contou história que antes de ser irra-erradicado, ninguém tomava a vacina e faziam tratamentos naturais. Um exemplo que quem tinha caxumba, que lá a gente chama de papeira- [1:10:29] Renato Kfouri Aham. [1:10:29] Participante Eles tratavam com sabugo de milho. [1:10:31] Renato Kfouri É. [1:10:31] Participante Até os cachorro tinha [risos]. [1:10:32] Renato Kfouri É verdade. É verdade. [1:10:33] Participante Eles colocavam e passavam. A, o sarampo também passava produto natural, óleo de coco, outros produtos, e tratava e ninguém pegava, só isolava ali dentro de casa aquela pessoa e um tratava, e até mesmo aquela pessoa que tratava, não pegava o sarampo, não pegava as doenças e tratava de forma natural, com alimento como o, o Goiano ali falou, né, com produtos, com frutas, com coisas naturais. [1:10:58] Renato Kfouri Como é que cê chama mesmo? Esqueci. [1:10:59] Participante Clarice Bacelar. [1:10:59] Renato Kfouri Clarice. Clarice, é o seguinte: é, felizmente, muitas das pessoas que adquirem essas doenças realmente não morrem. Como eu falei, pra cada mil casos de sarampo, a gente tem um óbito. Então, na sua comunidade, muitos tiveram sarampo e felizmente, muitos que tiveram sarampo não vieram a falecer, tiveram uma doença leve. Muitos que pegaram COVID tiveram doença leve. Muitos que pegaram uma pneumonia não foram parar no hospital, trataram em casa. Então a maioria, em geral, em geral- [1:11:27] Participante É. [1:11:27] Renato Kfouri pras doenças infecciosas, a maioria delas vai muito bem. Vai muito bem. E a gente reconhece na população quem são, em geral, aqueles que vão pior com uma doença. Quem são em geral? Crianças pequenas, idosos, os extremos das idades, grávidas. [1:11:45] Participante Entre aspas, eu não concordo, porque na minha terra- [1:11:47] Renato Kfouri Não, isso é a ciência, não é, não é- [1:11:48] Participante Não, assim, não é a ciência. [1:11:50] Renato Kfouri Não é opinião, não. [1:11:50] Participante Porque assim, o governo, os médicos, eles não indicam a forma saudável de uma pessoa viver. [1:11:55] Renato Kfouri Ah, bom, aí é outra coisa também. [1:11:55] Participante Querem confinar principalmente as crianças. Eu vim dum a, lugar que a gente mexia com terra, brincava, pisava em, em lama. [1:12:02] Renato Kfouri É verdade. [1:12:02] Participante Fazia aquela coisa. E todos saudáveis. A minha família- [1:12:05] Renato Kfouri A gente chamava isso de vi-vitamina S, vitamina da sujeira, lembra? [1:12:08] Participante Então, e o governo, e o governo, e até os médicos, eles não recomendam isso- [1:12:12] Renato Kfouri É, mas- [1:12:13] Participante pras pessoas. [1:12:14] Renato Kfouri Cê tem toda razão. [1:12:14] Participante Um alimento saudável, e outra, as pessoas não têm acesso a alimentos saudáveis. Quando chega na prateleira do supermercado, o que é saudável tá lá a preço superalto, que pessoas de, de, que não têm condições financeiras não conseguem ter acesso. [1:12:28] Renato Kfouri Eu vou concordar plenamente com você. [1:12:30] Participante Então os médicos e o governo poderia trazer isso pras pessoas, esse tipo de benefício. [1:12:35] Renato Kfouri Perfeito. Perfeito. [1:12:35] Participante Ter alcance e não imporImpor medicamentos- [1:12:39] Renato Kfouri Perfeito [1:12:39] Participante Porque tem medicamentos, como foi falado aqui, que a pessoa vai tomar e a longo prazo vai desencadear outro tipo de, é, doença. [1:12:46] Renato Kfouri Totalmente perfeito. Isso a gente caminha na pediatria. [1:12:48] Participante Então- [1:12:49] Renato Kfouri Eu sou pediatra há trinta anos. A gente caminha na pediatria cada vez mais pra um retorno que a gente tinha no passado. Hoje as crianças não pisam mais em terra, hoje as crianças só ficam dentro de apartamento, hoje as crianças- [1:12:59] Participante E os médicos são proibidos de falar isso. [1:13:02] Renato Kfouri Calma, calma, deixa eu-- me ouve. [1:13:02] Participante A maioria. [1:13:02] Renato Kfouri Não, a maioria, a sociedade de pediatria se posiciona exatamente a favor disso tudo que eu tô falando. Menos telas, mais ao ar livre, mais sensação-- brincar com as crianças, celular proibido nas escolas pra aumentar a interação social das crianças. A gente tá voltando a-- tentando, vamos dizer- [1:13:18] Participante Dificilmente [1:13:19] Renato Kfouri Voltar a uma época que a gente tinha muito mais saúde. [1:13:21] Participante As campanhas é bem disfarçada. [1:13:21] Renato Kfouri Eu concordo plenamente com você. E nesse-- calma, mulher. [1:13:25] Participante As campanhas é bem disfarçada. [1:13:25] Renato Kfouri Calma, deixa eu me ouvir, me ouve falar. Eu acho que a gente tá começando um movimento na pediatria, e eu acho que isso precisa ganhar muito mais força, de menos alimentos ultraprocessados, mais alimentação saudável, melhor sono, menos tela e tudo isso uma alimentação natural e meio-- e brincar na natureza. Isso a gente vem estimulando cada vez mais. Isso concordo plenamente com você. Agora, nesse pacote de bem-estar, de crescimento saudável, de envelhecimento com saudável, tá as vacinas. Não ficar doente muda todo o curso dessa história. Mexe com a sua microbiota, te faz tomar antibiótico- [1:13:59] Participante Não, porque aqui mora- [1:13:59] Renato Kfouri Te põe dentro do hospital, porque vai pegar um monte de bactérias dentro de hospital, faz tomar remédios desnecessários. As vacinas promovem saúde. [1:14:06] Participante Doutor, doutor. Com licença. [1:14:07] Renato Kfouri Estão dentro desse pacote de embalagem que você tá fazendo de bem-estar. [1:14:11] Participante Não, eu discordo plenamente, porque a minha família ainda mora no De-- no Nordeste, eu sou descendente de índios, e lá eles tratam, muitos deles não vão pra hospitais, não têm acesso porque é comunitário. [1:14:21] Renato Kfouri Mas tem um calendário de vacinação de indígenas, sabia, no país? [1:14:24] Participante E eles, eu sei que tem pela Funai, eu sei no Mato Grosso. [1:14:26] Renato Kfouri É que é diferente. Ééé. Porque é a população vulnerável também. [1:14:27] Participante O desenvolvimento que vem todo pro Mato Grosso e eu vou lá pra tribo do-dos índios. Então- [1:14:31] Renato Kfouri Boa [1:14:32] Participante É, só que as pessoas que vivem lá, que não têm muito acesso à medicação, porque, é, no caso, o SUS é um sistema limitadíssimo e tem pessoas que fica há anos na fila, não consegue chegar até eles esses benefícios, essa propaganda que vocês falam de: "ah, tá tendo propaganda pras crianças voltarem pra rua, pras pessoas serem mais saudáveis", tem pessoas que não têm acesso. Eu não faço parte do SUS, mas as pessoas que eu conheço que têm acesso ao SUS, dificilmente conseguem ficar há anos ou às meses a fila pra passar pelo médico clínico. [1:15:03] Renato Kfouri Eu concordo plenamente com você. A gente tem muitas dificuldades no SUS que precisam avançar, mas é nesse caminho que a gente trabalha. [1:15:08] Participante Mas aí esses médicos que segundo o senhor que têm acesso, não conseguem, por quê? Porque é uma voz que o povo tenta sufocar a mídia ou as pessoas que estão no alto escalão, outros sistemas financeiros- [1:15:19] Renato Kfouri Quer ver um exemplo? [1:15:20] Participante Que tentam calar essas pessoas que querem combater. [1:15:22] Renato Kfouri Sabe qual é um exemplo que a gente combate muito? As-- produtos industrializados, ultraprocessados, atrativos pra crianças. [1:15:28] Participante Não vejo campanha. [1:15:29] Renato Kfouri Fica tudo embaixo da prateleira, na altura dos olhos das crianças. Eles precisam ficar lá em cima, porque as crianças acabam sendo estimuladas. A gente precisa mudar muita coisa nesse país pra que essa mudança ocorra. [1:15:39] Participante Ok. [aplausos] [1:15:43] Renato Kfouri Acabamos de ter uma conversa aqui muito produtiva com um grupo que são contrários à vacinação no canal Foco. E olha, a gente pôde esclarecer muita coisa em relação à segurança das vacinas, especialmente os riscos da não vacinação. Eu sei que é um tema polêmico que tem permeado aí as discussões na sociedade, por isso esse canal e essa oportunidade de informação é tão fundamental pra que a gente garanta a saúde de toda a nossa população. [1:16:06] Participante Meu nome é Luiz Eduardo Apolinário e a minha profissão é, eu sou TI e também eu sou massoterapeuta. Eu resolvi participar porque eu acho que é um tema bem polêmico e na época, é, nós não tivemos a oportunidade de opinar sobre essa situação. Então eu gostei e eu quero parabenizar o Foco, né, de ter dado essa oportunidade pra gente e também agradecer ao médico também de ele ter vindo, né. [1:16:38] Participante Oi, pessoal, sou o Jeff Castilho, eu sou contador. Eu decidi participar até pela liberdade, né, de poder expressar o porquê de ser contra a vacinação, porque em determinados meios de comunicação já nem deixam se expressar com relação a isso. Então eu vim principalmente com relação a isso, que eu sou contra. Pra mim não deve ser obrigado. Nada deve ser obrigado. Eu acho que ele mesmo acabou concordando que é ruim você impor algo, você falar: "é obrigado". Ele mesmo até acabou concordando com relação a isso. [1:17:06] Participante Meu nome é Heron, tenho trinta e três anos, sou empresário. Esse é o assunto proibido que baniu várias redes sociais, não se podia falar sobre antivacina, não podia se argumentar contra a vacina e quero parabenizar o canal Foco por esse debate, que não pode ser feito na pandemia. Houve uma obrigatoriedade, inclusive de informações, e hoje eles abriram esse espaço que eu agradeço e parabenizo muito, de nós podermos trazer o nosso contraponto, né, pra esse debate. O melhor argumento dele foi quando ele disse que o convencimento é melhor do que a obrigatoriedade. Quando ele falou isso, ele deu total subsídio ao nosso argumento de que nós não queremos ser obrigados. Inclusive, ele falou que a obrigatoriedade não é legal. [1:17:44] Participante Olá, eu sou Danilo de Jesus da Silva Bellini, quarenta anos, engenheiro e mestre em Ciência da Computação. Tenho minha própria empresa, que trabalho-- na qual trabalho como consultor. Estou aqui, é, em defesa da liberdade, da liberdade de decisão, do, é, no sentido do libertarianismo. E vacinação é um tema que para mim é sensível. Sofri muita pressão social para me vacinar durante a pandemia e eu consegui vencer essa pressão social e não me vacinar usando essas vacinas da Covid. Eu acredito que tomei a decisão correta e por isso estou aqui, porque, é, era o tipo de coisa que acredito que outras pessoas iriam se beneficiar da-das ideias que eu tive e das opiniões e dos dados que eu coletei. [1:18:25] Participante Olá, meu nome é João Paulo, eu tenho quarenta e três anos, sou promotor de eventos. Eu decidi participar do debate hoje porque eu acho que nenhum indivíduo é obrigado a nada, né. Então s-sou contra a obri-obrigatoriedade de, de qualquer pessoa ter que me mandar tomar uma vacina ou não, não, você não é obrigado a fazer o que você não quer. O melhor argumento foi esse debate, porque é assim que a gente Melhora como pessoa, trocando ideia com as outras. E o doutor várias vezes ele concordou com a gente, né? Então ele não tinha que concordar. Ele acabou concordando com a gente, então foi uma troca bem construtiva, né? Porque acho que é assim que a gente faz. É, pegando a sua opinião e a minha, a gente pode divergir, mas a gente não pode discordar com respeito, né? [1:19:00] Participante Meu nome é Rita, tenho cinquenta e seis anos, sou terapeuta emocional. Decidi participar desse programa porque sou absolutamente contra a obrigatoriedade de vacina. Diversas opiniões, né, algumas coisas que eu já entendia e, e opiniões diversas das, das pessoas que trouxeram mais conhecimento pra mim. [1:19:19] Participante Olá, sou o Lucas, tenho vinte e sete anos, trabalho com vendas e decidi participar porque eu sou contra a obrigatoriedade. A grande questão pra mim é algo ser obrigatório com relação à sua saúde. Achei a experiência válida, mas eu não aprendi muito com o doutor, não. Eu acredito que o doutor se contradisse muitas vezes, então eu não vou pontuar nenhum argumento agora. [1:19:38] Participante Olá, meu nome é Luiza Martins, eu tenho vinte e seis anos, eu sou modelo e eu decidi participar hoje porque eu sou totalmente contra a vacina e a obrigatoriedade da mesma. Eu excluí tudo que eu ouvi dele. Não tem nada que eu levei de proveito, assim, pro meu dia a dia, pra minha vivência. [1:19:55] Participante Olá, eu sou o Genovês, tenho trinta e oito anos, sou corretor de imóveis. Decidi aceitar esse, esse desafio aí porque é um assunto muito delicado e é um assunto que eu tenho as minhas controvérsias. Espero que sejam esclarecidas. Teve muita contradição aí, teve coisas que eu não, não concordei. Na verdade, eu fui muito negativo porque ele veio muito fechado. Eu acho que ele acabou só se defendendo e não ficou aberto a, a receber as informações também não. A galera tava assim, mas eu não senti muito esse argumento dele. Ele ficou muito, é, muito fixo. Ele ficou batendo sempre na mesma coisa. Foi um aprendizado, foi um negócio muito legal porque eu vi que tinham pessoas também com o mesmo pensamento. Ter uma pessoa contra debatendo e é legal. É sempre bom ter outras opiniões, né? A gente pode ficar fixo numa coisa só, mas é bom a gente ter essa, essa orientação aí. [1:20:40] Renato Kfouri Participar de um debate sobre hesitação vacinal, que no fundo é o que nós estamos discutindo aqui, é sempre uma experiência muito realizadora. Nós tivemos aqui a oportunidade de discutir as diversas percepções dos riscos das vacinas, os medos que as pessoas enfrentam em tomar vacina e principalmente, a segurança que essas vacinas podem tar-- trazer em termos de prevenção. Discutir com a população, ouvir, ter uma escuta empática pra esse tipo de atitude é fundamental pra enfrentarmos esse novo desafio no momento atual, que é o da hesitação vacinal. Os argumentos para não vacinação são vários e muitos deles até conhecidos. É, necessidade de vacinar ou não. "Eu nunca me vacinei, nunca fiquei doente", mas eu acho que os tratamentos naturais ainda continuam sendo muitas vezes fonte de negação de vacinação. Acreditar que muitas vezes terapias naturais com remédios que não funcionam, alimentação saudável, são suficientes pra nos proteger de doenças, pode ser um risco pra saúde de todos. [1:21:45] Participante Hoje no Canal Foco, vamos colocar tudo à prova. Dez mil reais em um desafio testando os limites da confiança e da verdade. Esse é o Dividir ou Trair. [1:21:55] Participante Eu acho que a melhor coisa que a gente pode fazer é dividir. [1:21:57] Participante Dividir? Fora de questão, porque eu não vou dividir. [1:22:00] Participante Ficaria na opção de dividir, pelo menos ninguém perderia tempo. [1:22:03] Participante Quem garante que cê vai dividir? [1:22:04] Participante Cê falou que ia ajudar as pessoas, aí já ficou chato. [1:22:06] Participante É, né, pois é. [1:22:07] Participante Já ficou chato. [1:22:08] Participante Mas o que cê vai fazer então? [1:22:09] [efeito de suspense]