Transcrição
Avós Fumam pela Primeira Vez
9 min de vídeo · 1 mil palavras
Baixar o texto (.txt) ou a legenda (.srt)
Cada minuto é um botão que toca o vídeo a partir daquele trecho.
Você disse que não fumava maconha. Vai devagar com esse troço aí.
Eu gosto de aventura.
Traz a felicidade do outro. [risos]
Você já fumou maconha?
Não, não, eu preferia beber cerveja.
E você, Andreia?
Não, com vinte e dois anos eu já era mãe. E conciliar maternidade, casa, trabalho. Não tinha tempo pra fumar.
E você, Déa, você já fumou maconha?
Eu nada, sou careta, filha de militar. Nunca deu, não.
Pode pegar aí, pode analisar e aí pode falar o que você acha que é.
Eu sabia que maconha apertava o baseado, né? Agora maconha líquida eu nunca tinha visto. É muito interessante.
É, não é líquido-
Ah não é?
Não, não.
Não tem um negócio aí dentro? Essência?
Aqui é maconha.
O troço é moderno, não precisa apertar no papel de seda.
O cheiro é bom. [risos]
Gente, o negócio arde no nariz. [risos]
Poxa, eu quero o perfume desse lá em casa.
Esse negócio fechou de vermelho?
Possivelmente.
O que que cê falou? [som de ideia] Ahô. [risos]
Boa!
Três véia doida aqui, não sei se-
Quero fazer esse vídeo toda semana.
É isso?
Vamo nessa.
Ah, tem que segurar mesmo.
Eu não segurei.
Pode soltar.
Ah, eu prefiro com fumaça. [risos]
Então, por que tá... Fica bom que nem uma, uma pan-- aquele pageia.
Gente, o gosto desse negócio é muito ruim. [risos] Esse troço é muito ruim.
Não é nada. É bom, mas não é tão bom assim.
Não digo de novo. O negócio tá travado aqui.
Como está se sentindo?
É, não deu efeito em mim, não, gente. Porque como eu não fumo nem cigarro, né? Então não sei nem pra cá, pra falar a verdade.
Eu já fumei cigarro, então traguei duas vezes. Começa a formigar um negócio assim.
Não fez muito efeito não.
Cês querem dar mais puxada ou a gente pode esperar mais tempo?
Eu quero o papel. No [assobio].
A gente pega. [risos]
Você disse que não fumava maconha. Vai devagar com esse troço aí.
Já tá apagada essa aqui.
Eu gosto de aventura.
Ó, deixa eu ligar aqui.
Gente, esse negócio é muito fedido.
É. Traz a felicidade do outro. [risos]
Gente, olha que delícia, cara. Feliz aniversário! Obrigada, Senhor! [risos] Ai, que delícia, cara! Porra! [risos]
Gente, esse troço é muito ruim. Como é que pode ficar com esse gosto amargo na boca?
Gente, cês precisam tomar da terra dos índios, entendeu?
Qual foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça quando você decidiu experimentar?
Eu preciso experimentar, porque eu já, já tenho idade já. E eu gosto de ter novas experiências. Agora eu tenho tempo pra isso.
Eu fui contar pro meu filho. Aí quando eu disse que era, falou assim: "Cê é maluca, cê bebeu?" Eu falei: "Não, eu vou fumar maconha." [risos]
É, a questão é deixar de ser careta, né? A gente é careta a vida toda. [risos]
Podia rolar um som.
Tá tudo bom. [risos]
Eu acho que podia rolar um som, uma música. [risos]
Não tem A Fazenda, mas é A Fazenda da Maconha. [risos]
Se você pudesse fazer qualquer coisa depois de fumar, o que você escolheria?
Dançar. Gente, vamos dançar. [risos]
Seu cabelo é parecido com o meu, né? Seu cabelo assim, meio assim...
Pô, do lado?
É, meio essa cor.
Maraca. Faz favor. Cadê o chocolate?
É, biscoito, chocolate.
Eu tô assim ó, sossegada. Pode vir os boletos pra pagar que tá tudo certo. [risos]
Ai Jesus, que que é isso, gente?
Comida.
Uma canteira de comida.
Cara, eu tenho um encontro às oito da noite. Eu vou doidaça, né? [risos] Acho que eu vou desmarcar essa merda. O cara vai falar: "Não sai com a maconha." [risos]
Qual é a sua memória mais engraçada ou maluca da juventude? E como você acha que ela se compara a esta experiência?
Namorar três ao mesmo tempo, na mesma festa. Um aqui, um lá, outro lá.
Eita, que porta-voz. Nem tava ali nessa festa.
Caraca. Cara, muito experimental. Tá bem, né, ficção científica.
Outra viagem.
Gente, mas que às vezes podia jogar um arroz aqui. [risos]
Não entendi. Jogar o arroz. [risos]
Jogar o quê? O arroz?
Se você pudesse usar um superpoder durante essa experiência, qual seria?
Ler a mente das pessoas. Saber todo mundo que gosta de mim, que não gosta de mim.
Ai, é bloqueado.
Eu quero saber o interior de cada um. O que cada um pensa. Segredos mesmo de cada um, né? Todas as coisas.
Não, mas as coisas são fluídas. As pessoas não são uma coisa só.
Que papo de maluco. [risos]
Ai, a gente tá muito...
Foi do arroz pra física quântica. [risos]
Qual a música que você acha que vai se tornar seu novo favorito depois dessa experiência?
Quem não tem caminhos abre os seus.
É... Nessa bunda eu não ando mais.
O que é da bunda?
Se vocês pudessem conversar com qualquer pessoa agora, viva ou morta, com quem você conversaria?
Tá bem sinistro esse programa.
Fernando Pessoa, cara. Ele mandava muito nas letras, né?
Tá bem sinistro.
Pô, e as, e as frases dele: "Estou cheio de me sentir vazio." Pô, maneiro, né?
Tá bem, Andreia? Quer dar uma paradinha?
Não. Eu conversaria com meu pai, que é um cara que eu morro de saudade. Eu saí de casa aos dezessete e voltei aos quarenta e oito. Mas gente, e, esse bagulho dessa maconha, que primeiro cê ri, depois cê chora. É assim mesmo? [risos]
Eu tô comendo.
É isso mesmo? Primeiro cê ri, depois cê chora?
É isso aí.
Se você tivesse que descrever a sensação de fumar maconha em uma palavra, qual seria?
Nada.
Porra.[risos] Eu tô afim de deitar aqui.
Cê teria sono, por causa do negócio?
Pô, quero chapar, quero deitar. Eu não, eu não sei nem como é que eu vou andar
Montanha-russa. [risos] Uma hora chora, outra hora ri. [risos] Uma hora chora, outra hora ri.
Eu tava, eu tava chorando pra [som de censura], mas eu tô rindo. [risos]
Acho que é porque o efeito é diferente nas pessoas, viu?
Ah, o que que é?
Em mim ainda não deu efeito, nela já deu.
[risos] Alguém avisa essa mulher que ela não deu nada
Você acha que essa experiência vai mudar sua opinião sobre algo que cê sempre achou que nunca faria?
Experimentar outras coisas, tipo assim, fazer sexo com outros tipos de pessoas, entendeu? E situações.
Eita, suruba.
É, isso aí é fluir. Pensar-- É fluir.
Eita, ela vai po-- ela vai pruma casa de swing quando sair daqui. [risos] Gente, agora tava botando arroz na cumbuca, já tá no swing. [risos]
Esque-- É que eu quero dormir, cara. A gente fica-
Que dormir o quê, gente?
Eu quero dormir, a gente fica sem assunto, cara, a gente já tá dormindo.
Cê quer fumar pra dormir?
Só faltou uma música, eu acho que faltou uma musiquinha.
Ah, mas a música tá dentro da nossa cabeça.
Qual é a coisa mais inusitada que você já fez e como você acha que fumar se compara a isso?
Ah, pra mim é assim, os lugares proibidos, gente. Não tem coisa melhor do que fazer as coisas em lugares proibidos.
Não sei se contar ayahuasca, né, gente?
Hã?
Ayahuasca. [risos]
O que que é isso, gente? Ai, relaxa? Ela tá falando japonês.
E você, Andréa?
Pular de bungee jump.
Nossa, isso eu não te-- isso eu não vou não.
Isso é uma coisa que também já aconteceu comigo.
Se vocês pudessem dar um conselho para alguém que está pensando em experimentar o vapo pela primeira vez, qual seria?
Traga o travesseiro, um lençol. [risos]
Ai, gente, acho que depende da cabeça de cada um, né?
Não fuma essa merda. É poupa [som de censura], então não faz, porque senão cê vai querer fumar o tempo todo. [risos]
Porque se fosse ruim, não tinha um monte de viciado por aí.
É.
[cantando] Sua vaca sem vergonha.
Cara, então não faz, não experimenta essa merda.
O que vocês acharam da experiência?
A mim não deu efeito não, então... [som de vinil raspando]
Acho legal não, tá? Não acho. A gente me deu um kit, um lençol, um travesseiro.
Um incenso.
Um incenso. Como é que eu vou entrar no ônibus? Como é que eu vou andar até o ponto?
Ó, quem não tem colírio-
Não é colírio, é eu delírio. [risos]
Eu vou ter que usar esse negócio aqui e mais esse aqui. Pronto, já traz os dois que é pra ficar legal.
Vamo cantar, vamo cantar. Vamo cantar.
Vamo cantar. [risos] Porra, vou voltar pro Woodstock.
Vamo, vamo, vai.
[música tocando]