Em resumo
- O professor Noslen Borges, um dos mais conhecidos da internet, encarou 30 pessoas que já reprovaram na escola.
- Cinco pautas: preguiça, o valor de estudar, o empresário que não estuda, a cola e a inteligência artificial.
- A tese dele foi sendo ajustada ao longo do episódio pelas condições concretas que a roda trouxe: trabalho, transporte, escola sem professor.
Neste texto
Poucas pessoas na internet brasileira ensinaram tanta gente quanto o professor Noslen Borges. No Canal Foco, ele sentou do outro lado da sala de aula: no centro de uma roda de 30 pessoas que já reprovaram na escola, para defender frases que qualquer aluno já ouviu de algum adulto.
- de conversa
- 1 h 25 min
- pautas
- 5
- pessoas que já reprovaram
- 30
- publicação
- set. 2026
As cinco frases
- 01Quem reprova é preguiçoso.
- 02Estudar ainda é o melhor caminho.
- 03Um empresário que não estuda fica para trás.
- 04Colar torna alguém incompetente.
- 05A inteligência artificial pode substituir um professor.
A preguiça, com ressalvas
Logo na primeira pauta, Noslen deixou claro que não defenderia a frase ao pé da letra. A posição dele, desde o começo, foi de responsabilidade condicionada:
“Se você foi uma pessoa que teve condição de ir pra escola sem ter nenhuma dificuldade econômica, social, emocional e mesmo assim reprovou, aí eu atribuo uma responsabilidade a você.”
Noslen Borges, em 1 Professor vs 30 Reprovados1:35 no vídeoA roda passou o episódio mostrando quantas pessoas não cabem nessa condição. Um participante descreveu a rotina de quem trabalha e estuda:
“Hoje a maioria das pessoas trabalham 6 por um, trabalham e estudam, trabalham ali 8, 9 horas por dia e às vezes acorda 4 horas da manhã.”
Outra participante falou da escola em si, e não do aluno:
“A escola onde eu estudava era uma escola onde você não tinha nenhum professor dentro da sala de aula, porque é o que acontece com a educação no Brasil hoje.”
O professor na defensiva
Quando uma participante perguntou se chamar aluno de preguiçoso, mesmo em tom de brincadeira, ajuda ou atrapalha, a conversa virou para a figura do professor. Noslen respondeu em defesa da categoria:
“A sociedade hoje ela está contra o professor. O professor ele é um bicho de sete cabeças. Ele é o o capeta lá dentro da da da escola. E não é verdade.”
Noslen Borges, em 1 Professor vs 30 Reprovados12:46 no vídeoEstudar, trabalhar e colar
As pautas do meio trataram do valor do estudo. Houve quem concordasse com o convidado (uma empresária do setor de estética defendeu que o estudo contínuo foi o que fez o negócio dela crescer) e quem apontasse o custo real de estudar cansado:
“Eu trabalhava de manhã, estudava de noite, chegava tão cansada de depois de pegar transporte, isso, aquilo, não dava conta, o corpo não aguentava e eu dormia em algumas aulas.”
Na pauta da cola, um participante defendeu a esposa, que cola na faculdade enquanto trabalha e cria três filhos. A discussão foi menos sobre ética e mais sobre o que a prova mede, e para quem.
E a inteligência artificial?
A última frase levou a conversa para o presente. Um participante que fez o ensino médio durante a pandemia disse o que muita gente pensa e pouca gente fala diante de um professor:
“Mas eu posso te dizer que eu aprendi mais com a e a dessa nova onda que tá tendo do que eu aprendi nos meus três anos de ensino médio.”
O episódio não termina com um vencedor, e nem é essa a proposta. O que ele registra é uma tese razoável, a de que estudar amplia possibilidades, testada contra 30 trajetórias que mostram quanto essa possibilidade depende de onde se começa.
Fontes
- Catálogo público do Canal Foco no YouTube (coletado em 21/09/2026)
- Falas transcritas das legendas automáticas dos vídeos do Canal Foco, com pontuação ajustada.





